O governo do Paraguai tem consultado os membros do Mercosul sobre a possibilidade de incluir a Venezuela na próxima cúpula do bloco, marcada para 30 de junho. O Brasil foi um dos países que aprovou o convite.
Essa iniciativa surgiu após os Estados Unidos capturarem e prenderem Nicolás Maduro, o então líder da Venezuela por mais de 13 anos. Após isso, Delcy Rodrigues, vice-presidente de Maduro, assumiu a presidência do país e estabeleceu uma ligação direta entre Caracas e Washington.
O governo do presidente Santigo Peña, alinhado com Donald Trump, vê essa situação como uma oportunidade. O Paraguai preside o Mercosul neste semestre e sediará a cúpula de líderes em junho.
Retorno da Venezuela ao Mercosul
O Brasil considera positivo o retorno da Venezuela às organizações internacionais. O presidente Lula tem historicamente apoiado o regime chavista e defende a reintegração da Venezuela, inclusive como potencial parceiro dos BRICS, o que facilitaria o acesso a financiamentos por meio do Novo Banco de Desenvolvimento.
Diplomatas brasileiros veem a volta da Venezuela ao Mercosul como um passo importante para a estabilidade política do país e da região. No entanto, o momento atual é tratado com cautela pelo Brasil devido à incerteza na situação venezuelana e ao controle norte-americano sobre as decisões e receitas do país.
Detalhes da Cúpula do Mercosul
A cúpula acontecerá em 30 de junho, com presença confirmada do presidente Lula. Este evento ocorre duas vezes ao ano e marcará o encerramento da presidência pró-tempore do Paraguai, que conduziu o bloco nos últimos seis meses.
Espera-se que seja anunciado um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá, cujas negociações estão avançadas e podem ser concluídas até a cúpula. O Ministério das Relações Exteriores informou que diversas reuniões técnicas foram feitas e três capítulos do acordo estão próximos da finalização, com uma nova rodada prevista para maio.
