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terça-feira, 19/05/2026

Correios vão lançar novo PDV para atingir metas

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LUANY GALDEANO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Os Correios planejam lançar ainda este ano uma nova edição do PDV (Programa de Desligamento Voluntário), que faz parte do plano de reorganização financeira da empresa. Essa ação vem após a primeira edição do programa ter tido menos adesões do que o esperado.

No programa deste ano, a participação dos funcionários no PDV atingiu apenas 32% da meta definida pela direção. A previsão era de que 10 mil empregados deixassem a empresa, o que representa 12,7% do total de funcionários dos Correios.

Essa informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha por meio de fontes próximas à reestruturação e pela assessoria de imprensa da empresa.

Emmanoel Rondon, presidente da companhia, já comentou que a adesão abaixo da meta não é preocupante ao apresentar os resultados do plano de reestruturação.

Como divulgado pela Folha, a empresa projetava economizar R$ 1,4 bilhão até 2027, caso atingisse a meta dos 10 mil desligamentos. No entanto, com os 3.181 desligados até agora, a economia será cerca de 40% do previsto.

“Está alinhado com o que precisávamos. Alcançamos 40% da economia planejada. O retorno do investimento será em cinco meses. Como o salário médio foi maior do que tínhamos previsto, o resultado deve ser ainda melhor”, afirmou Rondon.

O prazo para adesão ao programa, que inicialmente era até 31 de março, foi estendido até 7 de abril na tentativa de atrair mais funcionários. Aproximadamente um terço dos participantes entrou no programa nas duas últimas semanas do prazo.

No total dos PDVs realizados em 2024 e 2025, foram 3.756 desligamentos. Segundo a empresa, isso gerou uma economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e de R$ 775,7 milhões em 2026. Vale destacar que o período de adesão nessas edições foi de 12 meses, diferente dos dois meses do programa deste ano.

Um novo PDV era esperado para que a empresa consiga alcançar as metas do plano de reestruturação, que prevê retorno ao lucro em 2027. Atualmente, a folha de pagamento é um dos maiores custos da estatal.

Em 2025, os Correios tiveram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do déficit do ano anterior, principalmente devido à queda na receita.

O plano de reestruturação foi anunciado no final de 2025 como condição para um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido pelos cinco maiores bancos do país, com o objetivo de estabilizar as finanças da empresa. Se a estatal não cumprir os pagamentos, a União, que garante o empréstimo, terá que arcar com a dívida.

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