O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou os Estados Unidos a aderirem a iniciativas brasileiras que têm como objetivo combater o crime organizado e transnacional. O convite foi feito ao presidente Donald Trump durante uma reunião na Casa Branca.
Na conversa, pautas relacionadas à segurança pública, especialmente sobre organizações criminosas, estiveram no centro do debate entre os dois líderes. Lula ofereceu a Trump a possibilidade de integrar projetos brasileiros como a Polícia da Amazônia, o Consenso de Brasília e o programa “Brasil contra o crime organizado”.
Uma das iniciativas brasileiras é o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), focado no combate ao crime na região amazônica. Essa entidade, formulada pela Polícia Federal do Brasil em cooperação com os estados amazônicos e aderida pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), promove a coordenação entre os oito países que formam a floresta amazônica: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. O centro, sediado em Manaus desde setembro de 2025, reúne policiais desses países e da Interpol para compartilhamento de informações e ações conjuntas contra o crime.
Outra iniciativa é o Consenso de Brasília, fundado em maio de 2023, quando Lula recebeu os presidentes da América do Sul para tratar sobre a reintegração regional e o combate coordenado ao crime organizado. O grupo tem trabalhado para promover a troca de informações entre penitenciárias dos países sul-americanos, visando, entre outras ações, combater o uso de celulares ilícitos dentro dos presídios por meio da cooperação entre as nações.
No âmbito nacional, o presidente Lula anunciou o lançamento do plano “Brasil contra o crime organizado”, que será estruturado em quatro eixos principais: asfixia financeira das organizações criminosas, implantação de padrões de segurança máxima nos presídios, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e combate efetivo ao tráfico de armas.
Além disso, o governo brasileiro mantém um acordo bilateral com os Estados Unidos para lutar contra o tráfico de drogas e armas. De acordo com a Polícia Federal, centenas de armas provenientes dos EUA são apreendidas mensalmente ao tentarem entrar irregularmente no Brasil. A parceria entre os países envolve compartilhamento de informações sobre apreensões nas aduanas, possibilitando investigações rápidas para identificar rotas, padrões e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilegais.
