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Mesmo sem comprovar resultado negativo de covid, Trump aparece em público

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Para a próxima segunda-feira, Trump planeja um comício de campanha no centro da Flórida, mesmo sem comprovação médica de estado de saúde

Donald Trump: presidente fez primeira aparição desde diagnóstico de covid-19 (Alex Brandon-Pool/Getty Images)

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Ministro alemão espera que país tenha 20 mil casos diários de covid-19

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Na Alemanha, novas infecções crescem entre 70% a 75%

O número de novas infecções pela covid-19 na Alemanha provavelmente atingirá 20 mil por dia no fim desta semana, disse hoje (27), em Berlim, o ministro da Economia do país, Peter Altmaier.
“Estamos lidando com um crescimento exponencial”, disse Altmaier em uma conferência econômica franco-alemã por vídeo em Berlim. “Na Alemanha, o número de novas infecções está crescendo entre 70% a 75% comparado com a semana anterior”, afirmou.
A previsão mostra que a Alemanha vive uma alta mais rápida nos casos de coronavírus do que a anteriormente esperada. Ao fim de setembro, a chanceler Angela Merkel disse que poderia haver 19.200 casos diários até o Natal.  Nesta terça-feira, o número de novos casos confirmados de coronavírus foi de 11.409.
Merkel e líderes dos 16 estados do país se reunirão na quarta-feira (28) para decidir sobre novas medidas de restrição para desacelerar a segunda onda da pandemia.

 

Agência Brasil

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Com medidas “leves” sem funcionar, europeus se aproximam de lockdown

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Diante dos casos de covid-19 superando o pico da pandemia, os líderes europeus começam a ficar sem opções

Aeroporto fechado em Berlim: restrições pontuais na Europa não têm sido suficientes para conter o vírus (Jörg Carstensen/picture aliance/Getty Images)

A medida drástica que nenhum político europeu queria tomar está de volta à agenda: os lockdowns.

O presidente da França, Emmanuel Macron — cujo governo evitou cuidadosamente discutir publicamente uma paralisação nacional devido ao recente aumento de casos de coronavírus –, cedeu na sexta-feira e reconheceu que o país poderia retomar restrições mais amplas de mobilidade.

O mundo está mais complexo, mas dá para começar com o básico. Veja como, no Manual do Investidor.

Como outros líderes da região, Macron começa a ficar sem opções. Embora autoridades no continente tentem combater o avanço pandemia, seus esforços para limitar a propagação do coronavírus com medidas mais suaves — desde o uso obrigatório de máscaras até toque de recolher parcial — não estão funcionando.

Para os líderes Giuseppe Conte, da Itália, e Angela Merkel, da Alemanha, existem grandes riscos políticos. Embora tenham sido elogiados pela forma como administraram a primeira onda, as críticas agora aumentam. A população está cansada, as divisões entre governos locais e nacionais se acumulam e, se um lockdown prolongado for a única resposta, serão culpados pela destruição das economias.

A nova onda de coronavírus parece diferente da primeira. O número de casos parece muito maior — a França divulgou recorde de novas infecções no domingo –, mas isso também reflete mais testes. Enquanto isso, o número de mortes — embora muito menor do que na primavera europeia — está aumentando, assim como o fluxo de pacientes que precisam de cuidados hospitalares.

 Aumento das infecções na Europa: os casos de coronavírus atingiram níveis recordes nos principais países europeus

Com os serviços de saúde gradualmente sob pressão, uma ferramenta contundente permanece: fechar a economia e emitir a ordem de ficar em casa.

“Os políticos têm decisões difíceis a tomar”, disse Jean-François Delfraissy, médico-chefe que aconselha o governo francês sobre a pandemia, em entrevista à rádio RTL na segunda-feira. “Esta segunda onda provavelmente será pior do que a primeira. Está se espalhando por toda a Europa.”

Depois do lockdown imposto na primavera, muitos europeus se opõem fortemente a um segundo. Manifestantes em cidades como Londres, Nápoles e Berlim marcharam no fim de semana contra a “tirania” da pandemia. Na Itália, algumas academias e cinemas disseram que não obedecerão às ordens de fechamento.

 Espanha: toque de recolher para tentar evitar lockdown

Para piorar as coisas, mesmo medidas drásticas não trarão alívio imediato. Apesar dos pedidos para um fechamento estrito de duas semanas no Reino Unido, uma análise de dados da primavera mostra que a ordem de quarentena, emitida em 23 de março, começou a surtir efeito cerca de quatro semanas depois.

Na França, o número de pacientes hospitalizados continuou subindo por quase um mês depois que o lockdown nacional foi implementado em 17 de março. Depois disso, diminuiu lentamente.

 Hospitalizações na França: leva um tempo até que o lockdown gere redução de hospitalizações, como mostrou o primeiro fechamento em abril

“Este é um momento perigoso para muitos países do hemisfério norte”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, em conferência no domingo. “Mas, repetidamente, vimos que tomar as medidas certas rapidamente significa que o surto pode ser administrado.”

Alguns governos estão prontos para adotar medidas mais duras. A Bélgica avalia um lockdown. Polônia e República Tcheca – o país mais atingido na Europa – sinalizaram que mais restrições podem estar a caminho. A Irlanda fechou a economia por seis semanas.

A chanceler alemã, que recentemente pediu maior urgência no combate à pandemia, antecipou uma reunião com líderes estaduais para discutir os próximos passos para quarta-feira. O jornal Bild noticiou que o país adotaria restrições “leves” que afetariam restaurantes, bares e eventos, mas que manteria a maioria das escolas abertas.

Na Espanha, o governo central anunciou planos de conceder às regiões do país amplos poderes para declarar lockdowns, restrições ao movimento e toques de recolher. A medida visa delegar algumas medidas impopulares às autoridades locais e evitar oposição aos decretos nacionais, como aconteceu no início do ano.

(Com a colaboração de Charles Capel, Rodrigo Orihuela, Balazs Penz, Adeola Eribake, Arne Delfs, Chiara Albanese e Iain Rogers)

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Assintomáticos perdem anticorpos da covid-19 mais rapidamente, diz estudo

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Resultados mostraram que o número de pessoas com anticorpos caiu 26,5% no período aproximado de três meses

Pessoas de máscara em Roma, Itália: Europa vive início de segunda onda (Guglielmo Mangiapane/Reuters)

As pessoas assintomáticas têm mais chances de perder rapidamente os anticorpos do novo coronavírus do que as demais, aponta um estudo britânico da Imperial College London e da Ipsos Mori divulgado nesta terça-feira.

De 20 de junho a 28 de setembro, foi feito o acompanhamento de 350 mil pessoas escolhidas aleatoriamente na Inglaterra, que se submeteram a testes regulares em casa para verificar se possuíam anticorpos. Os resultados mostraram que o número de pessoas com anticorpos caiu 26,5% no período aproximado de três meses. Em nível nacional, isso significou que a proporção da população inglesa com anticorpos caiu de 6% para 4,4% por cento, de acordo com o estudo.

“Os resultados também sugerem que aqueles que não apresentaram sintomas da doença são suscetíveis a perder mais rapidamente seus anticorpos detectáveis do que os indivíduos sintomáticos”, assinala o estudo.

Embora todas as idades sejam afetadas por essa redução, os idosos a acusam mais. “Este estudo representa um elemento crucial da pesquisa, uma vez que nos ajuda a compreender como os anticorpos da Covid-19 evoluem ao longo do tempo”, disse o secretário de Saúde James Bethell.

“Ainda não se sabe se os anticorpos conferem um nível de imunidade eficaz ou, no caso de que esta imunidade exista, quanto tempo dura”, assinalaram a Imperial College London e a Ipsos Mori, que pediram que os britânicos sigam as recomendações sanitárias.

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EUA vende a Taiwan mais um sistema de defesa, desenvolvido pela Boeing

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Estados Unidos consideram prioritário contrabalançar a influência da China na região Ásia-Pacífico e pretendem dar a Taiwan capacidade de defesa

Míssil Harpoon: foto de julho de 2020 divulgada pelo ministério da Defesa de Taiwan, mostra um navio de guerra lançando um míssil, de fabricação americana, durante exercício (AFP/AFP)

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (26) a aprovação da venda de 100 sistemas de defesa costeira Harpoon a Taiwan por 2,4 bilhões de dólares, dias depois de a China protestar contra uma operação similar de venda de armas àquela ilha.

A transação “irá aumentar a capacidade de defesa de Taiwan”, destacou o Departamento de Estado, ao anunciar a operação, apesar de a China ter decidido aprovar sanções nesta segunda-feira contra empresas americanas envolvidas em vendas anteriores de armas a Taiwan, ilha que considera parte de seu território.

A venda envolve 100 baterias de defesa costeira Harpoon (HCDS), que podem contar com até 400 mísseis RGM-84L-4, com alcance máximo de 125 km. Estes mísseis, fabricados pela divisão de defesa da Boeing, podem ser colocados em plataformas fixas ou montados em caminhões.

O gabinete do presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, divulgou um comunicado agradecendo aos Estados Unidos pela venda e afirmando que a mesma irá “aumentar a capacidade de guerra assimétrica”.

Os Estados Unidos consideram prioritário contrabalançar a influência da China na região Ásia-Pacífico. Também pretendem dar a Taiwan capacidade de defesa confiável contra uma possível invasão do Exército chinês.

Washington anunciou na quarta-feira passada uma operação de venda de armas a Taiwan da ordem de 1,8 bilhão de dólares, incluindo 135 mísseis de defesa costeira Slam-ER de última geração, que diferentemente do Harpoon, tem um alcance maior do que a largura do Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China.

Pequim pediu pela primeira vez desde a semana passada a Washington que “cancele” esta venda “para evitar danificar ainda mais as relações” entre os dois países.
Ao não receber resposta de Washington, anunciou na segunda-feira sanções contra as empresas armamentistas americanas, as “pessoas e entidades que tenham tido mal comportamento” durante a venda.

As gigantes do setor, Lockheed Martin, Raytheon e o braço da defesa da Boeing, manifestaram sua preocupação a respeito.

Taiwan tem uma população de 23 milhões de pessoas e é governada há 75 anos por um regime que se refugiou neste território depois que os comunistas tomaram o poder na China continental durante a guerra civil chinesa.

A República Popular Chinesa considera o território insular uma de suas províncias e ameaça usar a força em caso de uma proclamação formal de independência ou intervenção externa, especialmente americana.

 

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Bélgica pede que médicos com covid-19 continuem trabalhando

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Situação do país é uma das piores da Europa, que enfrenta segunda onda de casos de covid

Médico em hospital na Bélgica (Yves Herman/Reuters)

Médicos na Bélgica estão sendo solicitados a continuar trabalhando mesmo depois de terem testado positivo para coronavírus, no momento em que o número de casos aumenta com a segunda onda de pandemia que atinge toda a Europa.

De acordo com o jornal inglês The Independent, pelo menos 10 hospitais em Liège, cidade belga mais atingida, solicitaram que a equipe médica com teste positivo, mas assintomática, continuasse trabalhando. É possível que um quarto de todos os funcionários dos hospitais estejam infectados com Covid-19.

“A situação é catastrófica”, disse Philippe Devos, médico de cuidado intensivo do Hospital CHC Montlégia em Liège, ao Washington Post. “Temos muitos médicos e enfermeiras afetados. Mas, a partir desta semana, os casos positivos foram solicitados a voltar ao trabalho se forem assintomáticos ”.

Devos, que é também chefe da Associação Belga de Sindicatos Médicos, reconheceu que existe um possível risco de transmissão por profissionais de saúde infectados, mas que “não tinham escolha se quisessem evitar o colapso do sistema hospitalar em poucos dias”.

O ministro da Saúde do país, Frank Vandenbroucke, disse à rede de televisão RTL que a Bélgica está à beira de uma “tsunami de casos”, semelhante à que ocorreu no norte da Itália no início da pandemia. “Somos a região mais afetada em toda a Europa. Estamos muito perto de um tsunami […] onde não mais se controla o que está acontecendo. Hoje, ainda conseguimos controlar os acontecimentos, mas com enorme dificuldade e estresse”.

A grande maioria dos países europeus está registrando mais casos diários agora do que durante a primeira onda, no início deste ano. Na última terça-feira, 20, a Bélgica bateu recorde de infectados: mais de 18 mil, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia.

 

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Senado americano deve confirmar juíza indicada por Trump à Suprema Corte

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Juíza conservadora deverá ser confirmada hoje para a Suprema Corte americana. Nomeação ocorre a uma semana das eleições para presidente nos EUA

Juíza Amy Coney Barrett: a chegada da magistrada conservadora à Suprema Corte pode mudar a orientação da mais alta corte em temas polêmicos (Matt Cashore/Notre Dame University/Reuters)

É esperada para esta segunda-feira, 26, a confirmação pelo Senado americano do nome da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Barrett foi indicada pelo presidente Donald Trump e será o terceiro magistrado indicado pelo atual presidente a compor a Corte.

A juíza de Chicago irá preencher a vaga deixada pela progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu em setembro, e sua indicação tem sido alvo de intensas discussões. No domingo, 25, senadores republicanos votaram para avançar a nomeação de Barrett para a Suprema Corte pouco mais de uma semana antes da eleição presidencial, apesar de objeções de democratas. A votação foi de 51 a 48.

Ao longo dos últimos dias, os democratas tentaram atrasar o processo, argumentando que o vencedor da eleição de 3 de novembro deveria escolher o indicado para preencher a vaga deixada por Ginsburg. Não conseguiram.

Já os republicanos estão animados pela possibilidade de colocar uma terceira juíza escolhida por Trump na Corte, conseguindo uma maioria conservadora de 6 a 3 pelos próximos anos. A chegada de Barrett abre a possibilidade de uma nova era de decisões sobre aborto, casamento homossexual, e o Affordable Care Act (projeto de saúde aprovado durante o governo de Barack Obama).

O vice-presidente Mike Pence tipicamente presidiria a sessão de votos, mas após um assessor próximo dele testar positivo para a covid-19, não está claro se ele cumprirá esse papel na votação.

Quem é Amy Coney Barrett

Católica e de perfil conservador, Barrett será a juíza mais jovem da Suprema Corte, aos 48 anos — ao contrário do Brasil, o cargo na corte máxima americana é vitalício a não ser que os juízes voluntariamente decidam renunciar.

Ela nasceu em New Orleans, no estado da Louisiana, em 1972. Atualmente, é do Tribunal de Apelações do 7º Circuito de Chicago, cargo federal para o qual foi nomeada pelo próprio Trump em 2017.

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Hoje é

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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