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Menstruação: interromper ou não?

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Conseguir regular o próprio ciclo menstrual traz suas vantagens. Mas cortar fluxo com frequência também não traria efeitos colaterais?

A opção por interromper o fluxo menstrual envolve vários fatores (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

Os dias marcados pela menstruação mudam um pouco (ou muito) a rotina das mulheres. Há quem evite usar determinadas roupas ou não se sinta à vontade para frequentar praia, piscina e academia. Fora que uma parcela considerável sofre com as cólicas. Ainda assim, em uma pesquisa do Datafolha, das 2 004 participantes de 18 a 35 anos entrevistadas, 45% relataram gostar de passar por esse processo.

Mas qual a razão por trás desse curioso apreço pelo fluxo sanguíneo mensal? Para 39% delas, o fenômeno é um sinal de que o organismo está saudável. Será mesmo?

“A menstruação regular sugere o bom funcionamento de vários órgãos e sistemas. Quando a mulher não menstrua na idade esperada ou tem seus ciclos interrompidos sem intenção, é preciso descobrir o motivo e tratar o problema”, explica o ginecologista e obstetra Fernando Reis, coordenador do setor de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A questão é que esses desajustes tendem a ser puramente hormonais. “Agora, a hipótese de que a perda de sangue seja, por si só, necessária ao equilíbrio fisiológico da mulher nunca foi confirmada”, pondera o médico.

No levantamento do Datafolha, também é interessante notar que, independentemente de gostar ou não de menstruar, 74% das participantes disseram que decidir sobre o próprio ciclo menstrual daria mais controle sobre suas vidas. A busca por acabar com a inconveniência do sangramento periódico é compreensível para mulheres cujas profissões exigem se submeter a condições atípicas, como astronautas e soldadas, mas passou a ser desejada por aquelas com rotinas bem mais comuns.

“Com os métodos contraceptivos atuais, é possível espaçar e programar a data das menstruações. E sem prejuízo para a saúde”, avalia Reis. “Se há necessidade de suprimir a menstruação, existem opções seguras”, completa.

O lado bom de interromper a menstruação

Perceba que, até aqui, falamos de necessidade. Para muitos especialistas, a interrupção da menstruação não só combateria os sintomas típicos do período – cólica, dor de cabeça e por aí vai – como amenizaria certas doenças.

Uma defensora desse raciocínio é Paula Hillard, professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. “Mulheres com problemas que causam menstruações muito dolorosas ou anemia vão ter efeitos positivos com a supressão. Isso também pode beneficiar portadoras de algumas condições, como epilepsia, enxaqueca e diabetes”, justifica a médica.

Novamente, a chave está nos hormônios. No caso do diabetes, as alterações que acompanham o ciclo aumentam o nível de açúcar no sangue. Já a epilepsia é agravada pela maior presença de estrogênio no organismo.

No Brasil, a paralisação do ciclo menstrual tem sido pregada com afinco pelo ginecologista baiano Elsimar Coutinho, autor do livro Menstruação, a Sangria Inútil, publicado em 2000. Seu argumento contra o fenômeno se baseia no fato de que, historicamente, as mulheres menstruavam muito menos do que hoje, já que tendiam a emendar uma gravidez na outra.

Estima-se que, em gerações anteriores, a média de ciclos menstruais ao longo da vida era inferior a 100, ante cerca de 350 atualmente. Sangrar com tanta frequência, portanto, nada teria de “natural”, na visão de Coutinho.

De olho nessa história e no apelo da conveniência, a farmacêutica Bayer lançou uma pílula de ciclo flexível, que permite à usuária escolher quando e com que frequência deseja menstruar. A promessa é que os ciclos possam ser reduzidos a um mínimo de três vezes por ano.

O produto é considerado mais seguro para períodos prolongados (de até 120 dias) do que as pílulas tradicionais, cujas cartelas até podem ser “emendadas”, embora muitos médicos não aconselhem isso. A verdade é que não existe consenso de por quanto tempo ou com que periodicidade é possível recorrer a essa estratégia.

E os lados negativos

Se o sangramento menstrual por si só não é um indício de saúde geral, recorrer a pílulas ou a outro tratamento hormonal para modificar o ciclo exige indicação e acompanhamento médico – principalmente quando é uma opção adotada por conforto e não prescrição. “Não existe motivo para interromper a menstruação de pessoas saudáveis”, acredita Reis.

Apesar de ser considerado um método seguro para quem está em idade fértil, o uso prolongado da pílula anticoncepcional é associado a efeitos colaterais, como eventuais prejuízos na fertilidade. “Ela provoca uma pequena descamação no útero, tanto que o sangramento a cada ciclo vai diminuindo. E há o risco de o endométrio atrofiar até o ponto em que não se tem mais fluxo sanguíneo”, explica a endocrinologista Elaine Frade Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Por falar nisso, o sangue que surge ao final da cartela nem é menstruação de verdade, já que não inclui o óvulo não fecundado. Ou seja, quem toma pílula – mesmo sem emendar – não menstrua de fato.

No longo prazo, isso pode causar a chamada deficiência ovariana prematura. “Como o eixo hormonal reprodutivo fica bloqueado por muito tempo, existe a possibilidade de ele não voltar a funcionar normalmente ao se interromper o tratamento”, avisa Elaine. Aí é preciso fazer reposição hormonal.

Fora isso, nenhum método de supressão menstrual é infalível. “Há um intervalo em que sangramentos inesperados podem ocorrer”, aponta Paula Hillard. De acordo com a médica, o número de mulheres que conseguem chegar ao bloqueio total do sangramento ao final de um ano gira em torno de 60%.

“A supressão hormonal da menstruação não é perfeita, mas, para uma fatia expressiva da população, é capaz de trazer alívio significativo em relação à dor e a problemas médicos”, diz. Menstruar ou não deve, sim, ser uma escolha da mulher – só que bastante ponderada dentro do consultório do ginecologista.

O que mais colocar na balança

Conforto: Não menstruar permite à mulher fazer suas atividades habituais sem sentir cólicas ou dores decorrentes do ciclo. Mas a suspensão com a pílula também pode acarretar incômodos, viu? Eles vão desde dores de cabeça até inchaços.

Financeiro: se a mulher tem um fluxo curto, de três dias, o valor desembolsado com absorventes dificilmente será maior do que o necessário para bancar métodos de interrupção do ciclo. Contudo, se o sangramento for prolongado e intenso, convém fazer as contas.

Indicação médica: não se incentiva interferir no ciclo menstrual a não ser que a mulher tenha uma doença específica ou sofra muito durante o ciclo. Até porque menstruar garante a descamação e renovação do endométrio, a camada interna do útero, para uma futura gravidez.

Riscos: ainda que incite desconfortos em alguns casos, menstruar, em geral, não traz perigos. Por outro lado, decidir parar de sangrar pode ocasionar efeitos colaterais atrelados ao método utilizado, como maior risco de trombose, além de aumento da pressão arterial.

 

Métodos para não menstruar

DIU hormonal: é opção só para quem já iniciou atividade sexual. O dispositivo intrauterino libera, aos poucos, pequenas doses do hormônio levonorgestrel. Mas 30% das usuárias seguem menstruando porque a função ovariana não é bloqueada.

Pílula anticoncepcional: tomá-la sem interrupção é a forma mais utilizada hoje em dia para cessar o fluxo sanguíneo. Em geral, indicam-se pílulas apenas com progesterona, e o sangramento de escape é relatado em menos de 10% dos casos.

Implantes subcutâneos: trata-se de um pequeno tubo de silicone colocado no glúteo ou no braço, com duração de, em média, três anos. O acessório solta hormônios diretamente no sangue – e eles impedem a função do ovário.

Anticoncepcional injetável: tem a mesma ação da pílula. A diferença é que os hormônios são injetados no músculo da nádega e circulam por um determinado período de tempo, que fica entre 30 e 90 dias.

História manchada de polêmicas

 

 

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Quer vender comida e bebida no Zoológico? Confira o edital

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Objetivo é oferecer aos visitantes maior variedade de produtos alimentícios. Contrato tem validade até março de 2022

A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) divulga novo edital de chamamento para uso de área pública. Desta vez, serão convocados até quatro ambulantes para a venda de comida e bebida não alcoólica durante o período de 27 de janeiro a 6 de março de 2022.

Contrato tem validade até março de 2022 e interessados poderão vender alimentos da culinária regional brasileira e internacional, além de sanduíches, pastéis, crepes, sorvetes, entre outros | Foto Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Contrato tem validade até março de 2022 e interessados poderão vender alimentos da culinária regional brasileira e internacional, além de sanduíches, pastéis, crepes, sorvetes, entre outros | Foto Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Segundo o documento, os interessados poderão servir até duas especialidades das listadas, como: culinária regional (acarajé, vatapá, tapioca, cuscuz, cocada); culinária internacional (comida italiana, chinesa, japonesa, árabe); sanduíches (hamburgueria); pastéis; creperia; alimentação vegana e produtos naturais; e sorvetes, picolés e açaí.

Os interessados devem entregar, presencialmente, as propostas e os documentos exigidos no edital até o dia 19 de janeiro, no Setor de Protocolo da FJZB, localizado na Avenida das Nações, Via L4 Sul, Brasília/DF.

Confira a íntegra do edital.

*Com informações do Jardim Zoológico de Brasília

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Parque Ecológico Águas Claras fechado nesta terça-feira (18)

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Atividades serão retomadas normalmente na quarta-feira (19)

O Instituto Brasília Ambiental informa que o Parque Ecológico Águas Claras permanecerá fechado, nesta terça-feira (18), para realização de serviços de poda e roçagem.

O fechamento, durante todo o dia, é necessário para evitar riscos de acidentes com os frequentadores. A unidade retoma suas atividades normalmente na quarta-feira (19), das 6h às 22h.

O Parque Ecológico Águas Claras fica na Avenida Castanheiras, atrás da Residência Oficial de Águas Claras, entre as quadras 301, 104, 105 e 106.

*Com informações do Brasília Ambiental

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Mais 23 pontos de testagem disponíveis para a população

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Farmacêuticos passam por treinamento para iniciar testagem nesta terça (18). Confira locais

A partir desta terça-feira (18), a população do Distrito Federal vai contar com mais 23 pontos para fazer o teste de covid-19, além das unidades básicas de saúde (UBSs) e locais de ampla testagem. Os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde poderão ser feitos gratuitamente em drogarias espalhadas pelo DF (veja os locais ao final do texto)

A partir desta terça-feira (18), a população do Distrito Federal vai contar com mais 23 pontos para fazer o teste de covid-19, além das unidades básicas de saúde (UBSs) e locais de ampla testagem. Os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde poderão ser feitos gratuitamente em drogarias espalhadas pelo DF (veja os locais ao final do texto).

Cada novo ponto de testagem receberá, inicialmente, 500 kits do teste rápido de antígeno (TR-Ag) e fará o controle do seu estoque. Quando for necessário, solicitará reabastecimento pela Secretaria de Saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A ação é uma parceria da pasta com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) que, junto ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma), selecionou os estabelecimentos de testagem. Cada um deles receberá, inicialmente, 500 kits do teste rápido de antígeno (TR-Ag) e fará o controle do seu estoque. Quando for necessário, solicitará reabastecimento pela secretaria.

“A liberação de novo quantitativo de testes está condicionada à comprovação, pela farmácia, da notificação no sistema de todos os testes realizados, independentemente de o resultado ser positivo ou negativo”, explica Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica.

Nesta segunda (17), foram treinados farmacêuticos que vão atuar nesta iniciativa inédita no Distrito Federal | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Nesta segunda-feira (17), profissionais da saúde treinaram os farmacêuticos que vão atuar nesta iniciativa inédita no DF. Durante o treinamento, foram orientados quanto à utilização do sistema e-SUS, no qual são registradas as informações do exame, como data de realização, resultado, lote e data de validade.

O uso da plataforma pelas drogarias parceiras atende à determinação do Ministério da Saúde (MS), que pede a notificação de todos os testes realizados, ressalta o diretor de Vigilância Epidemiológica. “A partir das informações coletadas e disponibilizadas no sistema, é possível avaliar de maneira mais sensível o comportamento epidemiológico da transmissão da covid-19 no DF”, afirma Fabiano.

De acordo com André Godoy, diretor da Vigilância Sanitária, nem todas as drogarias que se inscreveram para a testagem da secretaria atendiam aos requisitos sanitários e documentais para fazer os testes. “O estabelecimento precisa ter uma sala com circulação de ar e espaço para evitar filas e aglomerações”, explica o gestor.

As farmácias que participam da ação têm liberação para aplicar os testes de covid-19 por 60 dias, prazo que pode ser prorrogado, conforme o cenário epidemiológico. “Os pontos foram liberados de maneira emergencial e provisória. A Vigilância Sanitária vai fiscalizar os locais para mitigar os riscos de transmissão”, informa André.

Critérios e locais de testagem

As farmácias particulares que farão os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde seguem os mesmos critérios de público-alvo dos outros pontos de testagem do órgão: quem está sintomático ou teve contato com casos confirmados da doença. São sintomas, por exemplo, tosse, febre, dor de garganta, falta de ar e perda de olfato ou paladar.

Os testes serão realizados de segunda a sexta, das 10 às 19h. Conheça os pontos:

Farmácias Descontão
– Avenida das Castanheiras, Lotes 820 Lojas 6/7, Águas Claras
– QSC 19 Chácara 26 Conjunto H Lote 7A, Taguatinga
– QNN 17 Conjunto H Lojas 2/3/4, Ceilândia

Drogaria São Rafael
– Quadra 36 Lote 10, Gama

Drogaria Brasil
– CL 214 Lote B Loja 2, Santa Maria

Drogaria Colorado
– Rua da Praça, Lote 17 Loja A, Vila Planalto

Drogaria Drogacenter
– QNE 16, Lote 1 Loja 1, Taguatinga Norte
– Rua 4 A, Chácara 1 Lote 13 Loja 1, Vicente Pires
– Rua Copaíba, Lotes 10 a 12, Águas Claras
– QNM 18 conjunto G Lote 1, Ceilândia
– Rua 5, Chácara 102, Lote 32, Vicente Pires
– QNO 17, Conjunto I, Lote 3, Loja 6, Ceilândia Norte
– QD 203, Lotes 28/29, Recanto das Emas
– QS.412, Conjunto A, Lote 2, Samambaia Norte
– QC 8, Lote 4, Loja 1, Taguatinga Centro
– CLSW 104, Bloco A, Loja 58, Sudoeste
– ST SHD Bloco N, Lojas 9 a 12, Planaltina
– Avenida Central, Lote 470, Loja 1, Núcleo Bandeirante
– Quadra 12, Comércio Local 1A, Sobradinho
– QN 7, Conjunto 6, Lotes 20 e 22, Riacho Fundo
– Quadra 23, Conjunto 17, Lote 1, Paranoá
– SIA Trecho 10, S/N, Lote 10, Lojas 56, 58 e 60, Zona Industrial Guará
– QNO 6, Conjunto B, Lote 58, Loja 3, Ceilândia

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

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Covid-19: População enfrenta problemas para realizar testes no DF

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Alguns pacientes não conseguiram realizar testes na rede privada, nesta sexta-feira (14/1) por conta da falta de insumos

(crédito: MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Na semana em que a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alertou sobre o risco de desabastecimento de insumos para testes de covid-19, a população do Distrito Federal começou a apresentar problemas para conseguir realizar a testagem. De acordo com informações , alguns pacientes precisaram remarcar os testes agendados para esta sexta-feira (14/1) e sábado (15/1) em laboratórios por conta da falta de insumos.

Na quarta-feira (12/1), a Abramed divulgou uma nota que alertava sobre a possível falta de insumos por conta do aumento de casos pela variante ômicron que tem demandado um aumento na produção global de testes, tanto de PCR, quanto de antígeno. De acordo com a associação, caso os estoques não sejam recompostos rapidamente, isso poderia acarretar na falta de oferta de exames.

A Abramed ainda recomenda que os laboratórios deem prioridade à testagem de pacientes graves, hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, gestantes, trabalhadores da saúde e outros profissionais essenciais.

Laboratórios do Distrito Federal precisaram reorganizar o estoque por conta da demanda e têm seguido as recomendações da Abramed. O Grupo Sabin informou em nota que, até o momento, tem mantido o atendimento aos clientes com uma gestão diária de insumos para evitar a descontinuidade da oferta de exames de covid-19 nas regiões em que atua, com priorização do atendimento aos casos graves e pacientes hospitalizados. O grupo espera o restabelecimento da cadeia de fornecimento nos próximos dias para manter atendimento.

O Laboratório Exame informou que, em decorrência do aumento no número de casos e na procura por testes RT-PCR, precisou reorganizar seu estoque frente à demanda global pelos insumos necessários ao processamento desses testes, para priorizar o atendimento dos pacientes internados e dos profissionais da área de saúde e de serviços essenciais.

Rede pública de saúde

Na rede pública, a grande demanda pelos testes traz transtornos a quem precisa enfrentar as longas filas nos locais de atendimento. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que não há falta de testes na capital federal. De acordo com a pasta, a rede pública de saúde conta com 812.387 testes rápidos para detecção de covid-19.

Em nota, foi informado que a testagem acontece em todas as 176 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do DF e em dois pontos estratégicos, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária do Plano Piloto. A testagem ampliada ocorre na UBS 1 da Asa Sul.

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Seis UBSs, cinco UPAs, 8 mil servidores e quase 50 mil cirurgias no ano

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Números grandiosos de 2021 mostram investimento em pessoal e infraestrutura para melhorar o atendimento

Novas unidades de saúde, cerca de 8 mil novas contratações e quase 50 mil cirurgias feitas. O ano de 2021, o segundo seguido impactado pela pandemia de coronavírus (covid-19), foi de muitas entregas na área da saúde. Prova disso são as cinco unidades de pronto atendimento (UPAs) construídas e já funcionando, as seis unidades básicas de saúde (UBSs) inauguradas e a ampliação de hospitais.

A começar pela atenção primária, que é a porta de entrada do atendimento à população, foram seis UBSs entregues apenas este ano. Juntas, essas unidades somam investimentos de R$ 22,5 milhões e impactam mais de 122 mil pessoas. Esse importante apoio no atendimento se espalhou por todo o DF nas seguintes localidades: UBS 01 Jardins Mangueiral; UBS 05 Riacho Fundo II; UBS 03 Paranoá Parque; UBS 07 Buritizinho (Sobradinho II); UBS 15 de Ceilândia e UBS 08 de Planaltina.

A começar pela atenção primária, que é a porta de entrada do atendimento à população, o GDF entregou seis UBSs em 2021| Foto: Divulgação / Novacap.

Em uma parceria com a parceria privada, o Governo do Distrito Federal ergueu um hospital modular acoplado ao Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Inaugurado com 102 leitos, o espaço foi destinado, em um primeiro momento, ao tratamento de pacientes com covid-19 para, agora, ser incorporado no atendimento do HRSam. O investimento na unidade foi de R$ 14,4 milhões.

Durante a pandemia, o GDF construiu ainda três hospitais de campanha, com 100 leitos cada, para pacientes com covid-19. Com investimento de R$ 38,4 milhões, essas unidades foram essenciais em momentos mais graves da doença e começaram a ser desmontadas no fim do ano passado, com o arrefecimento do número de casos.

“Quanto mais você aproxima os equipamentos de saúde à população, mais você evita que as pessoas procurem hospitais de alta complexidade sem necessidade, e isso desafoga toda a rede. O balanço do ano são essas entregas, que havia muito tempo não eram feitas, e a contratação de recursos humanos, que foi uma fortaleza”, destaca o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache.

“Desde o início do governo, temos nos dedicado a entregar essas obras, e entregar a nona UBS desde 2019 e a décima em dezembro, sendo que seis foram concluídas em 2021, é de grande satisfação para mostrar o esforço feito para além da pandemia”, acrescenta o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

UPAs

Considerado o meio do caminho entre as UBSs e os hospitais, as UPAs também movimentaram o ano. Foram cinco entregues: Ceilândia, Paranoá, Gama, Riacho Fundo II e Planaltina. Com investimento de R$ 36,2 milhões, essas unidades, juntas, vão atender 22,5 mil pessoas por mês pelas mãos dos mais de 700 profissionais contratados para essas unidades.

Contratações e compras

A Secretaria de Saúde e o Iges-DF nomearam e contrataram profissionais para todas as áreas; pela Saúde, 255 médicos, 211 enfermeiros, 279 especialistas e 45 técnicos | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília.

Para que essas novas unidades e as reformadas pudessem funcionar plenamente, a Secretaria de Saúde (SES) e o Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF) nomearam e contrataram profissionais para todas as áreas. Pela Saúde, foram nomeados 266 médicos, 594 enfermeiros, 325 especialistas em saúde e 46 técnicos em saúde. Somam-se a esses profissionais os mil novos servidores – 500 agentes comunitários e 500 agentes de vigilância ambiental – contratados de forma temporária.

Responsável pelas UPAs, Hospital de Base e Hospital de Santa Maria, o Iges-DF também reforçou o corpo de funcionários com 1.371 novos profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros.

“De 1º de janeiro até 12 de novembro, fizemos muitas contratações de profissionais para atuar no Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e nas UPAs. Em um ano de pandemia, essas contratações são de grande importância não só para garantir atendimento na área da saúde, mais também para reduzir o desemprego no DF”, garante o presidente do Iges-DF, Gislei Morais.

Além dos novos espaços e mais profissionais que chegaram à rede de saúde, as prateleiras de medicamentos foram abastecidas. Em uma das aquisições, foram destinados R$ 184,6 milhões para compra de medicamentos, materiais e insumos para laboratórios, cirurgias, reagentes, órtese e prótese.

Ainda sobre o ano, a Saúde executou 49.643 procedimentos cirúrgicos, entre cirurgias eletivas e de urgência. São ações trabalhadas e organizadas com o remanejamento dos leitos na rede pública, em outros tempos mais demandados para o tratamento de pacientes com covid-19 e ,agora, à disposição das cirurgias.

Mais equipamentos

Outra grande conquista para a área é o funcionamento do PET-CT, o supertomógrafo para o tratamento de câncer. Esse equipamento, que produz imagens digitalizadas em alta definição de todo organismo humano, estava parado há muitos anos, num caixote abandonado nos corredores do Hospital de Base. Com investimentos de R$ 5,6 milhões, entrou em funcionamento em 2021. O novo equipamento garante pelo menos 2,6 mil exames por ano.

“Inauguramos o Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base e, com isso, foi possível colocar o PET-CT em funcionamento, que estava há oito anos encaixotado no corredor do ambulatório do Hospital de Base. Esse é o primeiro PET-CT instalado na rede de saúde pública do DF”, explica o presidente do Iges-DF.

Além deste supertomógrafo, a rede ganhou um mamógrafo, instalado no Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu). O equipamento – o 11º desse tipo em toda a rede – tem capacidade para processar 120 exames por semana.

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Programa do GDF leva tenista para torneio internacional

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Beneficiado pelo programa Compete Brasília, adolescente de 15 anos viaja para Colômbia, Equador e Peru

Enzo Alcoforado: “Acredito que esse projeto muda a vida e coloca o esporte do DF um passo à frente no Brasil” | Foto: Divulgação/SEL

Mais um esportista da capital federal embarcou para um desafio profissional por meio do programa Compete Brasília. O tenista Enzo Alcoforado, de 13 anos, participa do circuito internacional da modalidade promovido pela Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat) em três países da América do Sul. Nesta semana, acompanhado pelos responsáveis, o esportista compareceu à Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) para retirar as passagens aéreas.

A primeira parada será em Cali, na Colômbia, onde ele compete no período deste sábado (15) ao dia 22. Em seguida, o jovem segue para Guaiaquil, no Equador, para enfrentar novos embates até o dia 29. Por fim, conclui o roteiro esportivo em Chosica, província próxima a Lima (Peru) para participar das últimas partidas do circuito, que termina em 5 de fevereiro.

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esportistas olímpicos e paralímpicos de alto rendimento foram beneficiados pelo programa Compete Brasília em 2021
Enzo, que treina no Clube Nipo, entra nas disputas individuais da categoria Sub-14. Entre participações, já marcou presença em etapas do Orange Bowl, um dos mais conceituados da modalidade.

“Sou eternamente grato ao Compete Brasília e tudo que tem feito por mim”, diz o adolescente. “Mudou a minha vida. Graças ao programa, eu consigo viajar para torneios fortes e de alto rendimento, dos quais não teria condições financeiras de participar. Com isso, tenho condições de jogar mais e mais torneios e automaticamente ganhando mais experiência, o que me torna um jogador melhor. Acredito que esse projeto muda a vida e coloca o esporte do DF um passo à frente no Brasil.”

Em 2021, o programa Compete Brasília concedeu passagens terrestres e aéreas a 1.233 esportistas olímpicos e paralímpicos de alto rendimento. “Esse é um dos nossos programas mais importantes, porque apoia diretamente os atletas em competições e torneios”, afirma a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira. “Em 2022, vamos repetir e melhorar o sucesso do ano anterior, que ficou marcado pelo retorno das competições esportivas”.

*Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

 

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