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Laboratório que armazena vírus mortal explode na Rússia

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Vírus da varíola foi erradicado em 1980. Além do laboratório russo, apenas o Centro de Controle de Doenças dos EUA tem autorização para armazená-lo

Novosibirsk, na Rússia, cidade próxima do laboratório que armazena vírus da varíola: local onde material está armazenado não foi comprometido, disse o centro de pesquisa (Kirill Kukhmar / Colaborador/Reuters)

São Paulo – Um laboratório russo que guardava amostras do vírus da varíola, doença erradicada em 1980, explodiu na última segunda-feira (16). A informação foi divulgada pela direção do próprio laboratório, o Centro Russo de Pesquisa em de Biotecnologia e Virologia (Vector), e repercutiu em veículos de imprensa internacionais, como a rede de notícias CNN.

A varíola foi declarada erradicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 e o último foco foi registrado na Somália. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, estima-se que a doença tenha matado 800 milhões de pessoas em 80 anos de existência e é considerada uma das piores doenças infecciosas já vistas.

De acordo com informações divulgadas pelo Vector, o incidente aconteceu durante uma inspeção sanitária e apenas um funcionário se feriu. O cômodo que incendiou, continuou a nota oficial, não armazenava nenhum tipo de material biológico e a explosão não comprometeu a estrutura do prédio.

Localizado nas proximidades da cidade de Novosibirsk, maior cidade da Sibéria que está a cerca de 3 mil quilômetros de Moscou, Vector foi um dos centros de desenvolvimento de armas biológicas durante a Guerra Fria, informou a CNN. Além desse, outro laboratório autorizado a armazenar esse vírus é o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Acidente nuclear em Chernobyl

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Dois elefantes morrem atropelados por um trem na Índia

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Nos últimos cinco anos, pelo menos 26 elefantes morreram e muitos outros ficaram feridos por trens no trecho no Bengala Ocidental

Os elefantes foram atingidos por um comboio de passageiros enquanto atravessavam os trilhos
(foto: STR / AFP)

Dois elefantes foram mortos nesta quarta-feira (11/12) por um trem no leste da Índia, informou a companhia ferroviária local.
Nos últimos cinco anos, pelo menos 26 elefantes morreram e muitos outros ficaram feridos por trens no trecho no Bengala Ocidental, perto da fronteira com o Nepal.
Os dois paquidermes, um dos quais era uma fêmea grávida, foram atingidos por um comboio de passageiros enquanto atravessavam os trilhos.
Dezenas de moradores se reuniram para realizar seus funerais.

Os corpos dos elefantes foram decorados com flores e incinerados em fogueiras.
“Acreditamos que o acidente ocorreu devido à baixa visibilidade causada pela névoa espessa”, disse Subhanan Chanda, porta-voz das ferrovias.
As autoridades ferroviárias ordenaram uma investigação para determinar se o trem estava viajando acima do limite de velocidade de 90 km/h”, acrescentou.

O departamento florestal e os defensores do meio ambiente pedem à companhia ferroviária que não circule trens noturnos nesta área, para evitar acidentes.
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Manifestação contra a mudança climática reúne 20 mil pessoas na Austrália

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Sydney está envolvida há semanas numa névoa de fumaça tóxica ligada a centenas de incêndios que assolaram o leste da Austrália

Esses incêndios devastadores evidenciaram a questão da mudança climática
(foto: Saeed Khan / AFP)

Cerca de 20 mil pessoas pediram, nesta quarta-feira (11/12), ao governo de Sydney que tome medidas urgentes para combater as mudanças climáticas, num momento em que a capital experimenta picos de poluição relacionados aos incêndios florestais.

Sydney está envolvida há semanas numa névoa de fumaça tóxica ligada a centenas de incêndios que assolaram o leste da Austrália.
Na semana passada, os hospitais da maior cidade do país registraram um aumento de 25% nas internações de emergência.
Na terça-feira (10/12), a fumaça acionou os detectores de incêndio em toda a megalópole e os edifícios tiveram que ser evacuados.
Algumas conexões de balsa foram canceladas e, durante o recreio, os alunos tiveram que ficar dentro das escolas.
Esses incêndios devastadores evidenciaram a questão da mudança climática. Os cientistas acreditam que este ano aconteceram particularmente cedo e têm sido intensos devido à seca prolongada e ao aquecimento global.
A manifestação desta quarta-feira reuniu cerca de 15 mil pessoas, segundo a polícia, cerca de 20.000, de acordo com os organizadores.
“O país está pegando fogo”, explicou Samuel Wilkie, de 26 anos, que participou pela primeira vez em uma manifestação contra o aquecimento global. Segundo ele, a resposta dos políticos é “patética”.
“Nosso governo não faz nada a respeito”, lamentou Zara Zoe, paisagista de 29 anos.
O primeiro-ministro Scott Morrison, fervoroso defensor da indústria de mineração, não falou muito sobre as fumaças tóxicas, preferindo se concentrar nos municípios rurais afetados pelas chamas.
A fumaça dos incêndios florestais é uma das principais causas da poluição atmosférica na Austrália.
Libera partículas finas que podem se alojar profundamente nos pulmões e ter, a longo prazo, consequências “sérias” para a saúde, segundo o cientista Mick Meyer, do CSIRO, um organismo de pesquisa científica financiado pelo governo.
“Na maioria das pessoas, causa sintomas leves”, disse Richard Broome, diretor do Departamento de Saúde. “No entanto, em pessoas com asma, enfisema e angina de peito podem desencadear sintomas”, acrescentou.
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Ingovernável, Israel corre para evitar 3ª eleição em um ano

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Nem o partido de direita Likud, de Netanyahu, nem o centrista Azul e Branco de seu maior rival, Benny Gantz, obtiveram assentos suficientes no parlamento

Netanyahu: o primeiro-ministro enfrenta acusações de fraude e abuso de confiança (Ronen Zvulun/Reuters)

São Paulo — Em mais um capítulo de uma novela que já se arrasta por meses, deputados Israelenses têm até às 23h59 desta quarta-feira 11 para evitar a terceira eleição parlamentar em menos de um ano. Nem o partido de direita Likud, do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, nem o centrista Azul e Branco de seu maior rival, Benny Gantz, obtiveram assentos suficientes no parlamento para governar. Caso a dupla não se una em uma única chapa e a situação se mantenha, um novo pleito deve acontecer no dia dois de março.

Para evitar a terceira eleição, alguns parlamentares terão que mudar de lado se juntando a Gantz ou a Netanyahu, a menos que os dois rivais se unam. Para formar governo em Israel, o primeiro-ministro precisa de pelo menos 61 das 120 cadeiras do parlamento, coisa que nenhum conseguiu formar nas últimas semanas. Dada a relutância dos rivais políticos em uma possível aliança, analistas já dão como certo um novo pleito.

Mês passado, Gantz chegou a convidar Netanyahu para formar uma coligação onde ele seria o primeiro-ministro nos primeiros dois anos e Netanyahu terminaria o mandato, contanto que o líder do Likud não fosse condenado pelas acusações de corrupção a que responde. “Dadas as circunstâncias, apelo para formar o governo mais amplo possível sob minha direção. Se for inocentado, Netanyahu poderá retornar a ser primeiro ministro”, disse. Nada feito.

Um indiciamento submetido ao Parlamento de Israel lista mais de 300 testemunhas em três casos de corrupção contra Netanyahu. O líder enfrenta acusações de fraude e abuso de confiança enquanto pessoas de seu entorno foram acusadas de lavagem de dinheiro na compra de submarinos militares da Alemanha.

Mês passado, Gantz chegou a convidar Netanyahu para formar uma coligação onde ele seria o primeiro-ministro nos primeiros dois anos e Netanyahu terminaria o mandato, contanto que o líder do Likud não fosse condenado pelas acusações de corrupção a que responde. “Dadas as circunstâncias, apelo para formar o governo mais amplo possível sob minha direção. Se for inocentado, Netanyahu poderá retornar a ser primeiro ministro”, disse. Nada feito.

Um indiciamento submetido ao Parlamento de Israel lista mais de 300 testemunhas em três casos de corrupção contra Netanyahu. O líder enfrenta acusações de fraude e abuso de confiança enquanto pessoas de seu entorno foram acusadas de lavagem de dinheiro na compra de submarinos militares da Alemanha.

 

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