O julgamento do caso que envolve a morte do garoto Henry Borel, de 4 anos, no Rio de Janeiro, entrou em sua reta final após dez dias, tornando-se o mais longo da história da cidade. No centro do caso estão o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros, ambos acusados pela morte.
O promotor Fábio Vieira descreveu Jairinho como um indivíduo com traços de psicopatia, enquanto Monique teria características narcisistas. A acusação argumenta que, mesmo tendo conhecimento das agressões sofridas por Henry, ela não tomou medidas para proteger o filho.
Durante o julgamento, Jairinho negou as acusações de tortura e disse que sua defesa baseia-se na contestação das provas técnicas e dos laudos médicos. Ele afirmou que o menino recebia cuidados de familiares próximos e negou ter agredido a criança.
Monique Medeiros surpreendeu ao acusar o ex-parlamentar pela morte do filho, admitindo acreditar que ele possa ter sido o responsável. Sua defesa argumentou contra as alegações de que ela teria ignorado as agressões para manter um estilo de vida confortável.
O julgamento está na fase final, com os jurados prestes a decidir a culpa ou inocência dos réus. Os debates destacam a complexidade do caso e a importância da justiça para esclarecer os acontecimentos que levaram à morte de Henry Borel.

