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sábado, 30/05/2026

Julgamento do caso do menino Henry Borel chega ao sexto dia

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros chega ao seu sexto dia neste sábado (30), com a expectativa para os depoimentos das testemunhas que defendem Monique. A audiência recomeçou às 15h15, no II Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro.

Advogados acreditam que o julgamento ainda deve levar alguns dias. Há também expectativa sobre o depoimento da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, pois a defesa ainda está decidindo se ela irá falar. A juíza avisou que só permitirá a participação dela se ela se retratar pelos depoimentos falsos que já deu.

Até o momento, 13 das 27 testemunhas previstas já foram ouvidas. O quinto dia terminou por volta das 4h18 da madrugada do sábado, após quase 20 horas de sessão.

Os depoimentos do perito Luiz Carlos Leal Prestes e do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva apoiaram a teoria da acusação de que Henry sofreu agressões.

O perito afirmou que “Um acidente doméstico está completamente descartado. Isso não aconteceu. Essa ideia é fantasiosa”.

Um momento marcante foi o depoimento emocionante de Leniel Borel. Ele contou que, nos últimos finais de semana, Henry mostrava resistência para voltar para a casa da mãe, preferindo ficar em Bangu ou ir para o apartamento dele.

Na época, ele e outras pessoas achavam que esse comportamento era por causa da separação dos pais. Uma psicóloga que acompanhava o caso também concordava com essa avaliação.

“Henry não queria voltar para o apartamento. Ele queria ir para a casa da avó, em Bangu, ou para o meu apartamento”, relatou Leniel.

Durante a sessão, Monique precisou deixar a sala após se sentir mal quando foram mostradas fotos da necropsia. Mais tarde, Jairinho também saiu do tribunal alegando estar passando mal.

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