O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira que as tropas de Israel vão continuar no sul do Líbano mesmo durante o cessar-fogo de 10 dias anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Netanyahu explicou que Israel manterá uma área de segurança de cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês para evitar ataques e infiltrações que possam ameaçar as comunidades israelenses próximas.
Ele afirmou: “Permaneceremos em uma zona de segurança de 10 quilômetros, o que nos permitirá impedir a infiltração em comunidades e o disparo de mísseis antitanque”.
O cessar-fogo, segundo Netanyahu, foi anunciado com o objetivo de abrir espaço para negociações entre Israel e Líbano. O presidente dos EUA convidou autoridades dos dois países, inclusive o presidente libanês Joseph Aoun, para uma reunião em Washington, D.C.
Apesar do convite, Joseph Aoun recusou uma conversa por telefone com Netanyahu, em meio a críticas do governo libanês aos ataques realizados por Israel no sul do país.
Negociações e críticas
O acordo de cessar-fogo entrou em vigor na tarde de quinta-feira e resulta de negociações conduzidas em Washington, com a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e outras autoridades. Contudo, o governo do Líbano mantém a exigência de que Israel cesse os ataques para que o processo diplomático avance.
Além disso, o Irã e o grupo Hezbollah têm criticado o processo, aumentando as tensões na região mesmo durante a trégua.
Após o anúncio da trégua, Ibrahim Moussawi, membro do braço político do Hezbollah, afirmou que o grupo respeitará o cessar-fogo desde que Israel interrompa os ataques.
Ele declarou: “Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele”. Moussawi ainda ressaltou que a trégua deve cobrir todo o território libanês, limitar as ações israelenses e ser o ponto inicial para a retirada das tropas de Israel do país.
