O Irã lançou uma série de mísseis contra Israel neste domingo (7/6), em resposta aos ataques israelenses realizados horas antes em Beirute, no Líbano. O governo de Israel anunciou que irá retaliar o ataque iraniano.
As forças de defesa de Israel confirmaram o disparo dos mísseis e ativaram seus sistemas de defesa aérea para derrubá-los.
Em mensagem divulgada, os militares israelenses orientaram a população a não divulgar imagens ou informações sobre possíveis locais atingidos.
Até o momento, não há registros oficiais de danos em território israelense. Imagens mostram o sistema de defesa conhecido como Domo de Ferro interceptando os projéteis no espaço aéreo israelense.
Contexto da escalada
O conflito escalou após Israel atacar alvos em um subúrbio de Beirute. O governo israelense afirmou que os bombardeios miraram integrantes do Hezbollah, que planejavam ações contra o país. Essa operação quebrou uma trégua que estava em vigor no Líbano.
Reação de Netanyahu
Após o ataque iraniano, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel responderá aos ataques.
Autoridades iranianas também se manifestaram. Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã e principal negociador nas conversas com os Estados Unidos, disse que Israel não está comprometido com o cessar-fogo nem com as negociações diplomáticas.
“Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
Mohsen Rezaee, conselheiro militar do líder supremo do Irã, classificou o ataque iraniano como uma resposta às ações de Israel.
“A República Islâmica do Irã declarou que não aceitará violações do cessar-fogo nem agressões contra o Líbano. Esta noite, os agressores receberam a resposta que mereciam”, publicou nas redes sociais.
Ele também afirmou que eventuais novas ações de Israel poderão provocar uma reação ainda mais intensa de Teerã. O governo iraniano declarou que as bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio voltam a ser alvos legítimos.
A advertência se estende a instalações norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito, assim como a ativos israelenses na região.

