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domingo, 07/06/2026

Defesa de Jairinho aponta várias falhas e vai recorrer para tentar anular julgamento

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LEONARDO VIECELI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A equipe de defesa do Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, identificou mais de 20 falhas no processo que resultou na condenação do ex-vereador do Rio de Janeiro pela morte do menino Henry Borel.

Os advogados vão recorrer da decisão judicial e estão preparando um recurso para tentar invalidar o julgamento que terminou na madrugada de quinta-feira (4).

Segundo o advogado Rodrigo Faucz, “nesta segunda-feira [8], vamos formalizar o recurso, que é simplesmente informar que iremos recorrer”. Após isso, a defesa será chamada para explicar os motivos do recurso.

Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pelo falecimento de Henry.

O ex-vereador era padrasto da criança, que morreu em março de 2021 aos quatro anos de idade.

No mesmo processo, a mãe de Henry, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial após os jurados entenderem que ela não agiu com intenção no homicídio.

Como o Tribunal do Júri julga apenas crimes intencionais contra a vida, a acusação foi mudada para homicídio culposo, tirando o caso da análise dos jurados.

Assim, a responsabilidade de Monique, ex-namorada de Jairinho, passou a ser decidida pela juíza do processo.

A juíza Elizabeth Machado Louro avaliou que a acusada foi vítima de uma cultura patriarcal que impõe a mulher o papel da “mãe perfeita”.

De acordo com a juíza, Monique sofreu uma reação social exagerada e cheia de preconceitos de gênero.

A mãe de Henry foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão no caso de tortura.

Como ela já cumpriu prisão preventiva, essa pena foi considerada cumprida. Monique foi liberada na tarde de quinta-feira (5).

A decisão de perdoar a professora gerou opiniões divididas, e o Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da sentença.

Para a defesa de Jairinho, é importante que ele passe por um novo julgamento para garantir a justiça e imparcialidade no caso.

“Durante cinco anos, mostramos que a juíza sempre foi parcial contra o Jairo e a favor da Monique. Nossas alegações foram sempre rejeitadas pelo Ministério Público e pela acusação”, afirma Rodrigo Faucz.

“Agora, que a decisão não foi favorável a eles, dizem que a juíza também é parcial. Isso mostra uma grande hipocrisia e falta de responsabilidade com um processo justo”, conclui.

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