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quarta-feira, 01/07/2026

IPCS desacelera em junho, aponta FGV

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, conhecido como IPC-S, calculado pela Fundação Getulio Vargas, mostrou uma desaceleração em junho, registrando alta de 0,36%. Esse valor ficou abaixo do registrado em maio, que foi de 0,60%, e da terceira quadrissemana de junho, que marcou 0,49%. Ao longo dos últimos 12 meses, o índice acumulou um aumento de 4,32%.

O resultado ficou abaixo das expectativas mínimas apontadas na pesquisa Projeções Broadcast, que esperava pelo menos 0,37%. A mediana das projeções indicava um aumento de 0,45%, com o máximo previsto sendo 0,47%.

Seis dos oito principais grupos que compõem o IPC-S tiveram quedas nas taxas de variação: Alimentação diminuiu de 1,03% para 0,47%, Habitação de 0,61% para 0,37%, Vestuário caiu de -0,13% para -0,52%, Saúde e Cuidados Pessoais de 0,62% para 0,50%, Comunicação de 0,10% para 0,02% e Educação, Leitura e Recreação ligeira queda de 0,38% para 0,37%.

Por outro lado, o grupo de Transportes teve aumento em sua variação, passando de -0,35% para 0,10%, enquanto o grupo de Despesas Diversas manteve a mesma taxa de 1,30% já registrada na última medição.

Principais influências

Os serviços bancários continuaram a influenciar o índice positivamente, mantendo variação de 2,18%. A passagem aérea registrou aumento de 2,03% para 2,84%, a tarifa da eletricidade residencial caiu de 1,61% para 0,83%, o preço da batata-inglesa caiu de 24,99% para 9,17%, e o custo de planos e seguros de saúde subiu ligeiramente de 0,45% para 0,46%.

Em contrapartida, a queda nos preços de etanol (-5,23% para -3,58%), café em pó (-2,51% para -2,26%), gasolina (-1,17% para -0,20%), maçã (-3,73% para -4,00%) e blusa feminina (-0,48% para -1,56%) ajudaram a segurar a alta do índice.

Estadão Conteúdo.

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