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quarta-feira, 06/05/2026

IIF avisa sobre alta da dívida mundial, mas destaca força dos mercados emergentes

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A dívida mundial cresceu pelo quinto trimestre seguido, subindo mais de US$ 4,4 trilhões no primeiro trimestre de 2026 e alcançando quase US$ 353 trilhões, segundo alerta o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) em seu relatório.

Esse aumento grande da dívida aconteceu principalmente na China e nos Estados Unidos, impulsionado em especial pelo crescimento da dívida pública, conforme destaca o IIF.

Enquanto isso, a dívida nos países desenvolvidos caiu um pouco, mas nos mercados emergentes, sem contar a China, a dívida total subiu para um recorde de US$ 36,8 trilhões, com os governos responsáveis pela maior parte desse avanço.

Em relação ao tamanho da economia mundial, a dívida global tem se mantido estável, representando cerca de 305% do Produto Interno Bruto desde o início de 2023. O relatório aponta que, no futuro, fatores como o envelhecimento da população, aumento dos gastos com defesa, segurança energética e investimentos relacionados à inteligência artificial devem fazer a dívida tanto dos governos quanto das empresas subir a médio e longo prazo.

O IIF alerta que o recente conflito no Oriente Médio pode aumentar ainda mais essas pressões. A curto prazo, como a dívida vai crescer depende muito do que acontecer na região e das respostas das autoridades fiscais e monetárias.

A inflação crescente, impulsionada por preços maiores de energia e alimentos, vai forçar muitos governos, especialmente aqueles que dependem de energia importada, a ajudar sua economia através de gastos extras, o que levará a déficits maiores, mais dívidas e maiores níveis de dívida geral.

Por outro lado, o IIF destaca a resistência dos mercados emergentes, que têm mostrado forte interesse em ativos desses países. As expectativas de um dólar mais fraco dão mais apoio para investimentos em moedas locais dos emergentes, enquanto a emissão de eurobônus soberanos desses mercados continua em ritmo recorde.

Investidores internacionais também estão começando a diversificar seus investimentos, reduzindo a compra de títulos dos EUA e aumentando a compra de títulos governamentais da Europa e do Japão, conforme observado na análise.

Estadão Conteúdo.

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