A economia do Brasil avançou 1,29% no primeiro trimestre de 2026 comparado ao trimestre anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), revelado nesta segunda-feira, 18. Esse dado reforça a tendência de recuperação do início do ano, já que no último trimestre de 2025 o crescimento foi de 0,36%, conforme dados revisados.
Na ata da reunião de abril publicada em 5 de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou que a economia deve continuar se recuperando nos primeiros meses de 2026, mesmo com uma expectativa de crescimento mais tímido para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O comitê decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.
O Copom afirmou que os efeitos da política monetária restritiva, que já vinham desacelerando os componentes cíclicos do PIB no final de 2025, ainda são sentidos no início de 2026, especialmente pelo desempenho mais lento do crédito, em particular dos créditos livres.
Excluindo a agropecuária, o IBC-Br cresceu 1,23% no primeiro trimestre, acelerando em relação ao último trimestre de 2025, que teve alta de 0,24%. O setor da agropecuária por si só avançou 1,04%, desacelerando em relação aos 3,02% do quarto trimestre.
O setor industrial teve alta de 1,30%, revertendo a retração de 0,31% do trimestre anterior. Os serviços cresceram 1,02%, após um aumento de 0,47% nos últimos meses de 2025. Já o indicador de impostos, que corresponde aos impostos líquidos sobre produtos do PIB, subiu 1,59%, ante 0,33% do trimestre anterior.
Quando comparamos o primeiro trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 1,41%. O índice excluindo agropecuária avançou 1,72%, enquanto o segmento agropecuário caiu 0,53%. Os serviços tiveram um aumento de 2,38%, a indústria subiu 0,28% e os impostos cresceram 0,91%.
Dados acumulados em 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses até março, a economia medida pelo IBC-Br cresceu 1,81%, um ritmo mais lento em comparação aos 1,90% registrados até fevereiro, considerando dados revisados.
Nessa mesma análise, o índice excluindo agropecuária passou de 1,42% para 1,59%. O setor agropecuário caiu de 9,68% para 5,79%. A indústria passou de 0,83% para 0,72% e os serviços subiram de 1,91% para 2,12%. O índice de impostos aumentou de 0,18% para 0,58%.
Estadão Conteúdo.
