Gabriel de Sá Campos, ex-líder do Ministério de Adolescentes, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Daher, em estado grave. Ele foi hospitalizado após desenvolver uma infecção urinária que evoluiu para insuficiência respiratória aguda e sepse urinária.
O ex-líder religioso está preso desde dezembro de 2025, acusado de cometer oito estupros em uma igreja evangélica no Guará, Distrito Federal, onde exercia sua liderança entre jovens. Ele responde por estupro de vulnerável e importunação sexual.
De acordo com a polícia, Gabriel aproveitava sua posição para ganhar a confiança das famílias e abusar de jovens do sexo masculino por pelo menos seis anos. Os abusos eram praticados dentro da igreja e também na residência do suspeito, sob falsas convites para sessões de cinema e eventos como festas do pijama.
O quadro clínico piorou com sintomas como febre, tosse, dor de cabeça, falta de ar, dores abdominais e urina escurecida. Na UTI, foi necessária intubação orotraqueal e o uso de medicamentos para manter a pressão arterial. A situação evoluiu para insuficiência múltipla de órgãos, levando os médicos a adotarem cuidados paliativos pelo caráter irreversível do caso.
Testemunhas relataram que o acusado continuava com os abusos mesmo após pedidos para que parasse, e que os pais de algumas vítimas foram orientados a manter sigilo sobre os fatos, inclusive sendo minimizados como brincadeiras pela liderança da igreja.
Apesar de afastado oficialmente, ele seguia frequentando cultos e acessando áreas restritas da igreja, o que reforça o clima de silêncio e tentativa de evitar a exposição dos crimes cometidos.
