27.6 C
Brasília
segunda-feira, 15/06/2026

Ex-líder religioso está em estado grave na UTI após infecção

Brasília
céu limpo
27.6 ° C
27.6 °
27.6 °
40 %
1.4kmh
0 %
seg
28 °
ter
27 °
qua
27 °
qui
27 °
sex
27 °

Em Brasília

Gabriel de Sá Campos, ex-líder religioso preso no Distrito Federal, encontra-se em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Daher. Antes da internação, apresentava sintomas como febre, tosse, dor de cabeça, falta de ar, dores abdominais e urina escurecida. Na UTI, ele precisou ser intubado e recebeu altas doses de noradrenalina para manter a pressão arterial.

O ex-líder é investigado por oito estupros cometidos em uma igreja evangélica no Guará, DF, onde abusava de adolescentes. Ele está preso desde dezembro de 2025 e foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda em fevereiro deste ano.

Gabriel de Sá desenvolveu uma infecção urinária que evoluiu para insuficiência respiratória aguda e septicemia urinária, levando a uma insuficiência múltipla de órgãos. Devido à gravidade do quadro, a equipe médica adotou cuidados paliativos, considerando o caso irreversível.

Detalhes da investigação

Ele responde por estupro de vulnerável e importunação sexual. A 4ª Delegacia de Polícia do Guará apurou que usava sua posição de líder para acessar as vítimas, explorando a confiança das famílias e cometendo abusos repetidos contra jovens do sexo masculino por aproximadamente seis anos.

As investigações apontam um padrão sistemático, com manipulação psicológica e planejamento. Gabriel de Sá atuava como instrutor em um curso sobre integridade sexual, usando essa posição para identificar vulnerabilidades nas vítimas.

Um dos abusos ocorreu durante uma festa do pijama na igreja. Outros casos aconteceram na casa dele, sob o pretexto de sessões de cinema com os adolescentes.

Pacto de silêncio

Relatos indicam que ele tocava as vítimas mesmo após pedidos para parar. Alguns adolescentes se escondiam ou pediam aos pais para sair das situações. Em dezembro de 2024, o pai do investigado e o presidente da igreja minimizaram os fatos, chamando-os de brincadeira e pedindo silêncio.

Em novembro de 2025, em reunião de lideranças da igreja, um diácono sugeriu um “pacto de sigilo” e afirmou que problemas da igreja deveriam ser resolvidos internamente, caracterizando tentativa de obstrução da Justiça.

Apesar do afastamento anunciado por Gabriel de Sá em carta, ele continuou frequentando os cultos e acessando áreas restritas da igreja.

Veja Também