GABRIELA CECCHIN
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou na segunda-feira (15) que liberou a venda, distribuição e uso dos detergentes e desinfetantes da Ypê produzidos a partir de 1º de março, que tenham o número final 1 no lote. No entanto, os lava-roupas líquidos desses mesmos lotes continuam proibidos.
A decisão atualiza as restrições anteriores sobre a Química Amparo, fabricante da Ypê, depois que a agência detectou problemas no controle de qualidade da fábrica em Amparo (SP). No mês passado, a Anvisa já havia liberado lotes produzidos a partir de 1º de abril.
Segundo a Anvisa, os produtos mais recentes foram autorizados porque a empresa apresentou relatórios satisfatórios e passou por inspeções junto a autoridades de saúde estaduais e municipais.
Com essa nova decisão, continuam proibidos os detergentes e desinfetantes dos lotes com número final 1 feitos até 28 de fevereiro. Para os lava-roupas líquidos, a proibição vale para todos os lotes com final 1 produzidos antes de 1º de abril.
A Anvisa explicou que a liberação veio após uma inspeção no fim de maio feita por técnicos do órgão, junto ao governo de São Paulo e à Vigilância Sanitária de Amparo, além da análise dos documentos e relatórios fornecidos pela empresa em início de junho.
O problema começou em novembro de 2025, quando a Anvisa ordenou o recolhimento de lotes de lava-roupas líquido da Ypê devido a irregularidades sanitárias.
Em abril deste ano, a Anvisa aumentou as restrições para detergentes, desinfetantes e outros produtos fabricados na unidade de Amparo.
Durante inspeções, foram encontradas falhas na estrutura e operação da fábrica, e identificados lotes contaminados pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode causar infecções na pele, olhos e nos sistemas urinário e respiratório, especialmente em pessoas mais frágeis.
Desde então, a Ypê vem apresentando um plano para reorganizar a fábrica e submetendo os lotes a novos testes laboratoriais. A Anvisa afirmou que os produtos fabricados antes das datas liberadas continuarão sendo monitorados e só poderão retornar ao mercado após comprovarem que atendem a todos os requisitos sanitários.
