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Uma tragédia recente no interior de São Paulo fez aumentar a discussão sobre os perigos do rope jump, após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, devido a um problema durante a prática do esporte. Esse caso também chamou atenção para a história de seu fundador, Dan Osman, que faleceu em 1998 durante um salto.
Quem foi Dan Osman? Nascido em 1963, Dan Osman ganhou notoriedade como escalador, especialmente na modalidade free solo, na qual se sobe sem cordas de segurança. Ele trabalhava como carpinteiro fora das escaladas.
Nos anos 1980 e 1990, ficou famoso pelas rápidas e arriscadas escaladas em formações rochosas na Califórnia, como as rotas Atlantis, em Yosemite, e Bear’s Reach, em Lover’s Leap. Por exemplo, ele completou a subida em Bear’s Reach em pouco mais de 4 minutos.
A origem do rope jump veio da experiência de Osman como escalador. Após inúmeras quedas controladas, ele passou a se interessar pela sensação da queda livre. Segundo o American Alpine Institute, ele percebeu que a adrenalina desse momento era tão intensa quanto a sensação de alcançar o topo da escalada.
Isso o levou a criar sistemas de ancoragem muito avançados, usando cordas dinâmicas que conseguem suportar quedas maiores que as comuns no esporte.
O rope jump se parece com o bungee jump, mas é diferente. Em vez de usar cordas elásticas que fazem o praticante ir para cima e para baixo várias vezes, ele utiliza cordas com baixa elasticidade. Assim, após a queda livre, o atleta balança como em um grande balanço.
Com o tempo, Dan Osman aprimorou seus sistemas e começou a realizar saltos de centenas de metros, às vezes ultrapassando 300 metros.
Em outubro de 1998, iniciou os preparativos para o maior salto de sua carreira, instalando uma estrutura complexa entre a Leaning Tower e outra formação rochosa em Yosemite. Durante semanas testou saltos progressivamente maiores.
No dia 23 de novembro, fez a tentativa final. Seu amigo Miles Daisher esteve presente e demonstrou preocupação com algumas mudanças no projeto, como o ângulo do salto e a extensão extra de cerca de 23 metros na corda, que poderia fazer a frenagem ocorrer bem perto do chão.
Após a contagem regressiva, Dan Osman saltou. Miles Daisher viu a luz no capacete desaparecer no escuro, ouviu um som estranho nas cordas e logo percebeu que algo havia dado errado.
As investigações indicaram que a queda fatal provavelmente foi causada por uma alteração no ângulo do salto, que mudou a distribuição das forças e fez com que duas cordas se cruzassem. O atrito entre elas causou o rompimento da corda principal, fazendo com que ele caísse no solo.
