O Distrito Federal vem se destacando na realização do Teste do Pezinho, efetuando quase 40 mil exames anualmente. Só neste ano, já foram coletadas mais de 15,4 mil amostras.
Em 2023, o serviço público ampliou o alcance do exame, que agora inclui a detecção de doenças lisossomais, imunodeficiência combinada severa (SCID) e atrofia muscular espinhal (AME). No total, o teste identifica 62 condições de forma atualizada e completa.
Triagem neonatal
O Teste do Pezinho é um exame simples, realizado com gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essa análise é vital para o diagnóstico precoce de doenças raras, que podem evoluir rápido sem tratamento. A triagem deve ser feita nos primeiros dias após o nascimento, pois muitas dessas doenças não mostram sintomas imediatamente.
“Ao identificar resultados positivos, conseguimos diagnosticar, agir e tratar cedo. Esse processo pode transformar o impacto da doença na vida da criança”, explica Victor Araújo, responsável técnico da Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde do DF.
Um dos benefícios da triagem é o uso eficiente dos recursos públicos em ações preventivas e exames, evitando desgaste às famílias e despesas maiores para o sistema de saúde.
Acompanhamento constante
As amostras do Programa de Triagem Neonatal são coletadas em unidades da Secretaria de Saúde do DF em toda a capital, como hospitais, maternidades, casas de parto e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O serviço recebe cerca de 4 mil cartões de coleta por mês.
A primeira coleta geralmente ocorre entre 24 e 48 horas após o nascimento. Bebês internados, como prematuros ou em unidades de terapia intensiva neonatal, seguem protocolos especiais que incluem até três coletas sequenciais em intervalos definidos.
No laboratório, cada amostra recebe um código único, que funciona como identificação dentro do sistema. Esse código acompanha todo o histórico do bebê, especialmente em casos de diagnóstico positivo, exames confirmatórios e acompanhamento contínuo.
Quando há suspeita de alteração, a equipe de saúde contata a família, que é instruída a levar o bebê ao Hospital de Apoio de Brasília. Na unidade, uma segunda coleta é feita para eliminar erros da primeira amostra e garantir um resultado mais preciso.
“É importante que os pais acompanhem os resultados. Desde 2023, os responsáveis podem monitorar a produção do laudo em tempo real via plataforma dedicada”, destaca Araújo.
