FOLHAPRESS
Um homem foi morto por policiais militares no Jardim São Francisco, localizado na zona leste de São Paulo, durante a noite desta segunda-feira (14). Os policiais usavam câmeras corporais, porém, de acordo com o relatório oficial, os aparelhos só foram ligados após os disparos.
A ação ocorreu na rua Vagner de Araújo e foi realizada pelos PMs do Caep (Companhia de Ações Especiais de Polícia) Sudeste, que atuam nas regiões leste e sul da capital paulista.
Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP), sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o uso dos equipamentos será investigado para verificar o cumprimento dos protocolos.
Os policiais relataram que faziam rondas regulares quando suspeitaram de um carro Volkswagen Fox. Eles teriam dado ordem para o veículo parar, mas o motorista não obedeceu. O carro da polícia se aproximou do Fox, e o único ocupante do veículo teria apontado uma arma contra os agentes, que então reagiram defensivamente.
Os tiros foram disparados com fuzil e pistola. O homem baleado, José Carlos da Rocha Sobrinho, 42 anos, foi encaminhado ao Hospital Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos. Ele apresentava ferimentos no pescoço, nuca e coxa direita.
O boletim policial indica que Sobrinho possuía antecedentes criminais e estaria ligado a uma facção criminosa.
A perícia esteve no local e achou marcas de tiros na porta do motorista e na janela do passageiro. Na delegacia, os policiais apresentaram uma pistola Glock calibre .380, que afirmam pertencer a Sobrinho.
Os três policiais envolvidos foram instruídos a contratar defensores para depois prestarem depoimento. O veículo Volkswagen Fox não consta em registros de queixas criminais anteriores.
O caso está sob investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). A Corregedoria acompanha o caso para garantir a apuração correta dos fatos.
