Guilherme Pimenta
FolhaPress
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (9) que o governo vai apertar as regras para a publicidade das apostas esportivas. As empresas que oferecem apostas precisarão mostrar avisos como “MF adverte: apostar pode fazer você perder dinheiro”, “MF adverte: apostar pode causar dependência” e “MF adverte: aposta não é investimento”.
As novas regras também vão limitar formas de marketing das casas de apostas, proibindo que elas promovam ganhos financeiros ou usem comentaristas para incentivar apostas. O governo quer evitar anúncios que criem urgência para apostar, exaltando lucros ou incentivando apostas arriscadas, especialmente após muitos desses anúncios aparecerem durante a transmissão da Copa do Mundo.
Essas mudanças começam a valer em 17 de julho. Uma portaria da Fazenda vai exigir que as publicidades tenham esses avisos, e outra, em parceria com o Ministério da Justiça, vai impor outras restrições para propagandas das empresas autorizadas a funcionar no Brasil.
As campanhas não poderão mais criar um senso de urgência, com chamadas que pressionem o consumidor a apostar na hora. O ministro destacou que o governo já havia recomendado essa prática, que melhorou a qualidade da propaganda, mas decidiu torná-la uma regra para garantir que continue.
Também será proibido o uso de comentaristas, especialistas ou influenciadores que façam parecer que uma aposta é a melhor opção ou tenha respaldo técnico. Dario Durigan afirmou que não é correto nem permitido enganar o consumidor, misturando opinião técnica para induzir a erro.
Além disso, as empresas não poderão usar ganhos financeiros como atrativo. Não será permitido mostrar apostas como um jeito fácil de ganhar dinheiro, um investimento ou solução para problemas financeiros. Também está proibido divulgar resultados antigos para fazer parecer que certas apostas têm mais chances de vencer, pois isso esconde as perdas.
Dario Durigan enfatizou que as novas regras ainda terão uma proteção maior para crianças e adolescentes, com tolerância zero para propagandas que tentem atingir esse público.
