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Economia

Focus aumenta projeção do PIB em 2019 para 0,92%

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Pesquisa do Banco Central também manteve estimativas para inflação, Selic e dólar para o fim de 2019

PIB: há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87% (Priscila Zambotto/Getty Images)

São Paulo — A expectativa de crescimento da economia em 2019 passou de 0,91% para 0,92%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%.

Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

Em setembro, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

No Focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu em baixa de 0,73%. Há um mês, estava em baixa de 0,65%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,10% para 2,06%, ante 2,29% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,30% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,10%. Para 2020, a expectativa foi de 58,00% para 58,15%, ante 58 30% de um mês atrás.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a balança comercial em 2019 na pesquisa Focus, em superávit comercial de US$ 47,50 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,55 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit permaneceu em US$ 43,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 47,50 bilhões.

Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 43,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro.

No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 foi de déficit de US$ 33,16 bilhões para US$ 34,40 bilhões, ante US$ 26,50 bilhões de um mês antes. Para 2020, a projeção de rombo permaneceu em US$ 38,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 33,00 bilhões.

O BC projeta déficit em conta de US$ 36,3 bilhões em 2019.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. A mediana das previsões para o IDP em 2019 foi de US$ 80,35 bilhões para US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,00 bilhões. Para 2020, a expectativa seguiu em US$ 80,00 bilhões ante US$ 84,00 bilhões de um mês antes.

O BC projeta IDP de US$ 75,0 bilhões em 2019.

Resultado primário

O Focus trouxe manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2019. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano permaneceu em 1,34%. No caso de 2020, foi de 1,05% para 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,40% e 1,16%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 seguiu em 6,30% conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, permaneceu em 5,80%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,30% e 5,90%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Dólar

O Relatório mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, igual a um mês atrás.

Para o próximo ano, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 4 00, ante R$ 3,95 de quatro pesquisas atrás.

Selic

Após a reunião de política monetária do Banco Central na semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 4 que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 4 50% ao ano. Há um mês, estava em 4,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 4,50% ao ano, ante 5,00% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção passou de 6,38% para 6,00%, ante 6 50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas antes.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”. O próximo encontro do Copom ocorre em dezembro e será o último do ano. Para o início de 2020, porém, a sinalização é de que o corte pode ser menor ou nem mesmo ocorrer.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 4,50% ao ano, ante 4,75% de um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 4,00% ao ano, ante 4,50% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 6,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes.

Os economistas do mercado financeiro projetam novo corte de 0,50 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em dezembro, no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Depois, o colegiado promoveria novo corte de 0,25 ponto porcentual em fevereiro de 2020. Com isso, a taxa, atualmente em 5,00% ao ano, atingiria novo piso histórico, de 4,25% ao ano.

Pelas projeções, que fazem parte do Sistema de Expectativas de Mercado do relatório Focus, atualizado hoje, a Selic permaneceria em 4,25% ao ano de fevereiro de 2020 a setembro de 2020, quando a taxa básica passaria por elevação de 0,25 ponto porcentual, para 4,50% ao ano.

Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”. O próximo encontro do Copom ocorre em dezembro e será o último do ano. Para o início de 2020, porém, a sinalização é de que o corte pode ser menor ou nem mesmo ocorrer.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro também mantiveram a previsão para o IPCA o índice oficial de preços em 2019 e 2020. O relatório mostra que a mediana para o IPCA este ano seguiu em alta de 3,29%. Há um mês, estava em 3,42%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,60%. Quatro semanas atrás, estava em 3,78%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3 50%, respectivamente.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2 25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%. No caso de 2020, está em 3,6% e, para 2021, em 3,5%.

No Focus desta segunda-feira, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3 31% para 3,30%. Para 2020, a estimativa do Top 5 seguiu em 3 55%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,40% e 3,73% nesta ordem.

No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 seguiu em 3,75%, ante 3,80% de um mês atrás. A projeção para 2022 no Top 5 permaneceu em 3,50% , ante 3,75% de quatro semanas antes.

A projeção mediana para o IPCA de 2019 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 3,29% para 3,28%. Houve 43 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 3,40%.

No caso de 2020, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,59% para 3,52%. Há um mês, estava em 3,70%. A atualização no Focus foi feita por 41 instituições.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%. No caso de 2020, está em 3,6% e, para 2021, em 3,5%.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA em outubro de 2019, em alta de 0,08%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava inflação de 0,16%.

Para novembro, a projeção no Focus foi de alta de 0,34% para 0 35% e, para dezembro, permaneceu em alta de 0,35%. Há um mês, os porcentuais de alta eram de 0,24% e 0,40%, respectivamente.

O Relatório de Mercado Focus indicou alteração na projeção para os preços administrados em 2019. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano foi de alta de 4 50% para 4,69%. Para 2020, a mediana seguiu em alta de 4,10%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 4,32% para os preços administrados em 2019 e elevação de 4,10% em 2020.

As projeções atuais do BC para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 3,5% em 2019 e 4,5% em 2020.

O relatório mostrou que a mediana das projeções do IGP-M de 2019 passou de 5,51% para 5,53%. Há um mês, estava em 5,18%. No caso de 2020, o IGP-M projetado permaneceu em alta de 4,07%, ante 4 02% de quatro semanas antes.

Calculados pela FGV, os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

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Economia

Japão lançará pacote de estímulos à economia na próxima semana

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Governo também pedirá às instituições financeiras que ofereçam empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão: “Vamos compilar o pacote na próxima semana” (Issei Kato/Reuters).

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira que um pacote de estímulo para combater a pandemia de coronavírus será lançado na próxima semana e terá como alvo pequenas empresas e famílias mais afetadas pelas políticas de distanciamento social, que prejudicam o consumo.

O pacote incluirá gastos com suprimentos médicos, bem como pagamentos em dinheiro para pequenas empresas e famílias que enfrentaram quedas acentuadas de renda, disse Abe.

O governo também pedirá às instituições financeiras privadas que se juntem a credores afiliados ao governo para oferecer empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro, disse ele.

“Vamos compilar o pacote na próxima semana”, disse Abe ao Parlamento.

“Entregaremos em um curto período de tempo um pacote direcionado e arrojado” que ajudará a economia a obter uma recuperação em forma de V, disse ele.

Um alto funcionário do partido no poder disse a repórteres nesta sexta-feira que concordou com Abe em oferecer 300 mil ienes (2.800 dólares) em pagamentos em dinheiro por família que sofreu um certo grau de perda de renda devido à pandemia.

O governo deve aprovar um Orçamento suplementar na terça-feira para financiar o pacote.

Interrupções na cadeia de suprimentos, proibições de viagens e políticas de distanciamento social desencadeadas pela pandemia atingiram a economia do Japão, que já estava à beira da recessão.

O ministro da Economia do país, Yasutoshi Nishimura, disse que as medidas de estímulo do governo serão entregues em duas etapas.

O primeiro pacote se concentrará em medidas imediatas para aliviar os apertos de financiamento corporativo e proteger os empregos. O segundo lote se concentrará no aumento da demanda, principalmente para indústrias atualmente afetadas por políticas de distanciamento social, como turismo e organizadores de eventos, disse ele em entrevista coletiva.

Abe prometeu estabelecer um enorme plano de estímulo para combater o vírus que excederá o pacote de 57 trilhões de ienes (525 bilhões de dólares) compilado após o colapso do Lehman Brothers em 2008.

Fontes disseram que o Japão financiará o pacote aumentando a emissão de títulos do governo em 149 bilhões de dólares, elevando o que já é o maior fardo da dívida do mundo industrial, com mais do dobro do tamanho da economia japonesa de 5 trilhões de dólares.

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Economia

China corta compulsório de pequenos bancos para estimular economia

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China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%

Yuan: taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% (Frederic J. Brown/AFP)

O banco central da China disse nesta sexta-feira que está cortando a quantidade de dinheiro que os bancos pequenos e médios têm que manter como reservas, liberando cerca de 400 bilhões de iuanes (56,38 bilhões de dólares) em liquidez para sustentar a economia, que foi bastante abalada pela crise do coronavírus.

A medida mais recente de estímulo ocorre num momento em que a segunda maior economia do mundo deve encolher pela primeira vez em 30 anos, com as esperanças de uma recuperação rápida sendo prejudicadas pela rápida disseminação da doença em todo o mundo, esmagando a demanda global.

“A deterioração da economia global deve ter um grande impacto na economia da China, o que exige que a política monetária da China seja ainda mais relaxada e mais flexível”, disse Yan Se, economista-chefe da Founder Securities.

O Banco do Povo da China disse em seu site que reduzirá sua taxa de compulsório para esses bancos em 100 pontos-base em duas etapas iguais, a primeira em 15 de abril e a segunda em 15 de maio.

A China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%.

Além disso, a taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% a partir de 7 de abril, informou o banco.

O corte na taxa de compulsório foi levantado pelo gabinete na terça-feira, juntamente com outras medidas de apoio, à medida que Pequim tenta amortecer o golpe econômico da pandemia que está provocando preocupações com as pesadas perdas de empregos.

Embora acredite-se que a maioria das fábricas do país esteja em funcionamento novamente, embora não em níveis normais, uma pesquisa privada desta sexta-feira sugeriu que as empresas de serviços ainda estão lutando para se reerguer, e cortaram empregos em março no ritmo mais rápido desde pelo menos 2005.

O mais recente corte da taxa de compulsório será o terceiro até agora este ano e o décimo desde o início de 2018, quando a economia estava começando a desacelerar sob o peso da intensificação dos atritos comerciais EUA-China.

 

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Economia

Dólar sobe após dados negativos na Europa e à espera de payroll

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Dólar sobe após dados negativos na Europa e à espera de payroll

Dólar: às 9:07, o dólar avançava 0,22%, a 5,2775 reais na venda (Yuji Sakai/Getty Images)

O dólar voltou a subir nesta sexta-feira, 3, e encaminha para sua sétima semana consecutiva de alta. O movimento, que reflete a maior aversão a risco no mundo, ganhou força com os dados negativos sobre a atividade econômica na Europa. O mercado também segue atento aos dados do relatório de empregos urbanos dos Estados Unidos (payroll), que vão ser divulgados ainda nesta manhã. Às 9h20, o dólar comercial subia 0,2%% e era vendido a 5,275 reais, enquanto o dólar turismo permanecia estável, a 5,56 reais.

Na Europa, o índice de gerente de compras (PMI) composto de março ficou em 29,7 pontos, muito atrás dos 50 pontos dividem a expansão da contração da atividade. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava 31,4 pontos. O destaque negativo ficou para o PMI de serviços da Itália, que registrou 17,4 pontos , quase 5 pontos abaixo da estimativa média.

Se o relatório de emprego dos Estados Unidos apontar para uma redução de mais de 100 mil postos de trabalho (esperado pelo mercado), a tendência é a de que a busca por ativos de segurança se intensifique ainda mais, desvalorizando as moedas de países emergentes.

“Com esse cenário de aversão a risco e políticas monetárias expansionistas, é superplausível ver o dólar chegando a 5,50 reais”, disse Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.

Nesta manhã, o dólar também ganhava força contra a lira turca e o peso mexicano, mas perdia em relação ao rublo russo, após maior alívio no conflito comercial entre Rússia e Arábia Saudita envolvendo a produção mundial de petróleo.

Na quinta-feira, 2, o presidente Donald Trump disse que espera que os dois países anunciem cortes de produção. Na segunda-feira, 6, os integrantes da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) farão uma reunião virtual para discutir o tema. Com isso, o petróleo WTI e brent voltavam a se apreciar nesta sexta, subindo mais de 10%. Ontem, a commodity fechou em alta de 25%.

 

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Economia

Estados Unidos fecham 700 mil postos em março e desemprego vai a 4,4%

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Coronavírus fez com que economia americana parasse contratações que vinham sendo ininterruptas há 113 meses

Estados Unidos: previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado (Andrew Kelly/Reuters)

A economia dos Estados Unidos fechou postos de trabalho em março, encerrando abruptamente um histórico de 113 meses seguidos de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia de coronavírus prejudicam empresas e fábricas, praticamente confirmando uma recessão.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse que os empregadores cortaram 701 mil vagas no mês passado, depois de criarem 275 mil em dado revisado em fevereiro. A taxa de desemprego disparou de 3,5% para 4,4%.

De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, a previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado, interrompendo uma série recorde de ganhos de emprego desde outubro de 2010. O desemprego era previsto em 3,8%.

Nesta quinta-feira, os dados de pedido de auxílio desemprego divulgados sobre a semana passada já indicavam que os Estados Unidos estavam fazendo demissões.

 

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Bolsonaro: pagamento do auxílio de R$ 600 deve começar na próxima semana

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Medida de apoio a trabalhadores informais ainda precisa ser oficializada com Medida Provisória

Jair Bolsonaro: Questionado se a MP seria publicada ainda hoje, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo (Carolina Antunes/PR/Flickr)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 2, que as ações do governo para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 estão “a todo vapor” e que o pagamento já deve começar na semana que vem. A lei sobre o voucher foi sancionada ontem pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Tá a todo vapor, semana que vem começa a pagar”, assegurou. O texto determina pagamento de R$ 600 por três meses para os trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais poderem ficar em casa durante o pico da crise do novo coronavírus.

O valor foi negociado com o governo justamente para permitir que quem não pode sair para trabalhar tenha uma renda. Ainda falta, contudo, editar uma medida provisória com previsão do crédito extra para arcar com os R$ 98 bilhões do custo total do programa.

“Eu assinei ontem (quarta-feira) a lei, estamos esperando assinar outra medida provisória por que não adianta dar um cheque sem fundo, tem que ter um crédito também”, afirmou.

Questionado se a MP seria publicada ainda hoje, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo. “Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade. Dá para vocês entenderem isso ou vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, declarou para jornalistas que o ouviam na saída do Palácio da Alvorada.

A sanção do projeto anunciada pelo presidente veio acompanhada com um veto ao aumento do limite de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sobre o assunto, Bolsonaro justificou que o Congresso não indicou a fonte dos recursos para incluir a medida.

“O que diz a lei é que tem que ter uma origem para pagar aquele recurso, para pagar aquele benefício. Qual a fonte? O Congresso não apresentou a fonte”, afirmou. Ele destacou que a previsão de indicar o recurso é “simples” e está na Constituição.

 

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Economia

Mesmo com auxílio a empresas, 3 milhões de pessoas devem ficar sem emprego

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Equipe econômica estima que ainda assim as medidas salvarão 8,5 milhões de postos de trabalho ao dar alívio momentâneo às empresas

Carteira de trabalho: benefícios emergenciais devem atender 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada (Paulo Fridman/Bloomberg)

O governo calcula que, mesmo com a implementação do seu Programa Emergencial de Manutenção do Emprego durante a crise do coronavírus, 3,2 milhões de trabalhadores devem ser demitidos.  Sem as medidas de apoio às pequenas e médias empresas, as demissões poderiam atingir até 12 milhões de trabalhadores.

Os benefícios emergenciais devem atender 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Isso significa que eles serão afetados por medidas de redução de jornada e salários ou suspensão de contratos. Apesar disso, a equipe econômica estima que o programa salvará 8,5 milhões de postos de trabalho ao dar alívio momentâneo às empresas.

Programa Emergencial

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego anunciado nesta quarta pelo governo permitirá a redução de jornada e salário em 25%, 50% e até 70% por até três meses por meio de acordos individuais entre empregador e empregado, ou coletivos. A medida também permite a suspensão dos contratos por até dois meses.

O empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução de jornada ou suspensão de contrato.

“Queremos manter empregos e trazer tranquilidade para as pessoas. Criamos um benefício que protege o empregado e também as empresas”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. Ele garantiu que as medidas não reduzirão o salário-hora do empregado e, na soma do salário e do benefício emergencial, “sempre será mantido salário mínimo”.

Segundo Bianco, os acordos para redução de jornada ou suspensão de contrato poderão ser individuais nos casos de trabalhadores com remuneração de até três salários mínimos (R$ 3.135), uma vez que nesses casos “haverá pouca redução salarial”.

Empregados que ganham acima disso, mas abaixo de duas vezes o teto do INSS (R$ 12.202,12), só poderão ter redução de jornada acima de 25% ou suspensão de contrato por meio de acordo coletivo. Quem ganha acima dos R$ 12,2 mil é considerado hipersuficiente segundo a última reforma trabalhista e poderá negociar individualmente com a empresa.

O governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido. Na redução da jornada, o porcentual será equivalente à redução da jornada (25% 50% ou 70%). Se a empresa e o trabalhador optarem por um corte menor que 25%, o empregado não receberá o benefício emergencial. Acima de 25% e abaixo de 50%, o valor será de 25% do seguro-desemprego. Com redução acima de 25% e abaixo de 70%, a parcela será de 50%.

Na suspensão do contrato, o governo vai pagar 100% do seguro-desemprego que seria devido nos casos de empregados de empresas do Simples Nacional (receita bruta até R$ 4,8 milhões). Empresas sob os regimes de lucro real e lucro presumido, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões, serão obrigadas a arcar com 30% do salário do funcionário para poder suspender o contrato, como antecipou o Broadcast. Nessa situação, o governo pagará 70% da parcela do seguro-desemprego.

 

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