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Festival de Brasília divulga os filmes selecionados para Mostra Competitiva

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A mostra recebeu 701 inscrições de produções de todo o país

(foto: Lucas Batista/CB/D.A Press)

Com prêmios que chegam a R$ 50 mil, a 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anunciou, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (6/11), os filmes selecionados para a Mostra Competitiva. O evento que celebra o cinema brasileiro recebeu ao todo 701 inscrições, sendo 189 longas-metragens e 512 curtas, número 12% maior do que o registrado na edição do ano passado.

Ao final, foram selecionados sete obras com duração igual ou superior a 70 minutos e 14 com duração inferior a 30 minutos para disputar o Troféu Candango em suas respectivas categorias.
Nesta edição, o Festival de Brasília, que ocorre entre 22 de novembro e 1º de dezembro, homenageia o ator Stepan Nercessian, que tem 49 anos de carreira. Além dele, o estrangeiro Marco Belloccio, e os brasileiros Vladimir Carvalho, um dos pioneiros do cinema brasiliense, e Daniel Filho terão obras exibidas em sessões especiais.
Entre as novidades deste ano está a venda on-line de ingressos pela plataforma Sympla, apenas para as sessões da Mostra Competitiva. O intuito da ação é evitar as longas filas que se formavam, nas edições anteriores, antes de cada exibição.

Confira os longas selecionados para Mostra Competitiva:

  • Volume morto, de Kauê Telloli (SP)
  • A febre, de Maya Da-Rin (RJ)
  • Alice Júnior, de Gil Barioni (PR)
  • O tempo que resta, documentário de Thaís Borges (DF)
  • Loop, de Bruno Bini (MT)
  • O mês que não terminou, da dupla Francisco Bosco e Raul Mourão (RJ); e
  • Piedade, Claudio Assis (RJ).

Confira os curtas selecionados:

  • A nave de Mané Socó, de Severino Dadá (PE)
  • Alfazema, de Sabrina Fidalgo (RJ)
  • Amor aos vinte anos, de Felipe Arrojo Poroger e Totó Loureiro (SP)
  • Angela, de Marília Nogueira (MG)
  • Ari y yo, de Adriana de Faria (PA)
  • Cabeça de rua, de Angélica Lourenço (MG)
  • Caranguejo rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
  • Carne, de Camila Later (SP)
  • Chico Mendes – Um legado a defender, de João Inácio (DF)
  • Marco, de Sara Benvenuto (CE)
  • Parabéns a você, de Andréia Kalábola (PR)
  • Pelanol, de Christina Mariani e Calebe Lopes (BA)
  • , de Júlia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti (SP); e
  • Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP).

Mostra Brasília BRB de Cinema

A 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será palco também da Mostra Brasília BRB de Cinema. Dedicada, exclusivamente, a produções locais e com premiação total de R$ 150 mil, dividida entre os 13 ganhadores, a disputa será realizada entre 25 e 29 de novembro.

Confira os filmes selecionados para a Mostra Brasília BRB de Cinema:

Longas:

  • Mãe, filme de ficção com direção de Adriana Vasconcelos
  • Dulcina, documentário da diretora Glória Teixeira
  • Ainda temos a imensidão da noite, filme de ficção do diretor Gustavo Galvão; e
  • Mito e Música – A mensagem de Fernando Pessoa, dos diretores Rama de Oliveira e André Luiz Oliveira.

Curtas:

  • Claudia e o crocodilo, animação de Raquel Piantino
  • #SomosAmazônia, documentário do diretor João Inácio
  • O véu de Amani, filme de ficção da diretora Renata Diniz
  • A terra em que pisar, filme de ficção com direção de Fáuston da Silva
  • Escola sem sentido, ficção de Thiago Foresti
  • Ambulatório, documentário com direção de Júlia de Lannoy
  • Encanto feminino, ficção da diretora Fabíola de Andrade; e
  • Luis Humberto: o olhar possível, documentário dos diretores Mariana Costa e Rafael Lobo.
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Cultura

Exposição reúne fotos inéditas da construção do 1º clube na orla do Lago Paranoá

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Mostra exibe 40 fotos, documentos e recortes de jornais de 1959 a 1970. Evento ocorre neste sábado (9) com entrada gratuita.

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

O primeiro clube da orla do Lago Paranoá comemora 60 anos com uma exposição de fotografias inéditas de quando Brasília ainda estava em construção e o lago sequer tinha terminado de encher. As imagens resgatam a fundação do Cota Mil Iate Clube, em novembro de 1959 (veja algumas abaixo).

A mostra vai exibir, neste sábado (9), 40 imagens de um acervo de mais de 300 registros históricos, entre fotos, documentos e recortes de jornais datado entre 1959 e 1970. A entrada é gratuita.

Programe-se

Exposição 60 anos do Cota Mil Iate Clube

  • Data: 9 de novembro
  • Hora: das 10h às 17h
  • Local: SCES Tr. 2 Cj. 26/27 Lt. 2
  • De graça
Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

Fotografia exibida em mostra de comemoração aos 60 anos de fundação do Cota Mil Iate Clube, em Brasília — Foto: Cota Mil/Divulgação

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Cultura

Inscrições para Mostra Sesc de Artes Cênicas no DF terminam nesta sexta

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Serão selecionados 16 espetáculos. Categorias contempladas são teatro, dança e circo.

Mostra Sesc de Artes Cênicas contempla as categorias de teatro, dança e circo. — Foto: Divulgação

Companhias artísticas do Distrito Federal tem até esta sexta-feira (25) para se inscreverem na Mostra Sesc de Artes Cênicas. As categorias contempladas são: teatro, dança e circo. Serão selecionados 16 espetáculos.

A ficha de inscrição está disponível no site do Sesc-DF. A escolha dos projetos e a definição dos destaques será feita por um grupo de curadores formados por técnicos de cultura do Sesc.

As apresentações serão de 19 a 24 de novembro, às 20h, nas seguintes unidades:

  • 913 Sul
  • Taguatinga Norte
  • Gama
  • Ceilândia
  • Setor Comercial Sul

Os selecionados ganharão troféu de reconhecimento, além de receberem o pagamento de cachê no valor de R$ 3,5 mil por espetáculo.

Segundo o assistente da Coordenação de Cultura do Sesc-DF, Ivaldo Gadelha, a mostra é um projeto estratégico para a difusão da produção local. “Esta é uma mostra de caráter não competitivo que possibilita compartilhamento de saberes e fruição estética entre artistas da comunidade de Brasília e do Entorno”, afirma.

Também serão realizadas oficinas formativas no Teatro Sesc Silvio Barbato e na unidade do Setor Comercial Sul (Presidente Dutra).

Programe-se

Mostra Sesc de Artes Cênicas

  • Inscrições: até 25 de outubro pelo site
  • Anúncio dos selecionados: início de novembro
  • Apresentações gratuitas: de 19 até 24 de novembro
  • Hora: 20h
  • Locais: Sesc 913 Sul, Taguatinga Norte, Gama, Ceilândia e Presidente Dutra (Setor Comercial Sul)
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Brasília

Mundo onírico e pop se misturam ao circo em exposição de Rafael Silveira

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Rafael Silveira explora a linguagem onírica em exposição na Caixa

Referências pop estão na obra do artista
(foto: Rafael Silveira)

Quando pensa em circo, o artista Rafael Silveira passa longe do picadeiro e vai buscar nos gabinetes de curiosidades, uma prática muito comum nos séculos 16 e 17, a ideia que norteia boa parte do trabalho apresentado em Circonjecturas. Naquela época, as grandes navegações proporcionaram encontros entre povos que mudaram as configurações do mundo. Os gabinetes de curiosidades tornaram-se um hábito bastante eurocêntrico: exploradores europeus levavam de volta para suas terras objetos reunidos durante as viagens. O circo moderno, na visão de Silveira, nada mais é que uma consequência dessa prática. “O circo, de certa forma, era uma versão ampliada, exagerada desse tipo de aglomerado, era uma representação do universo”, explica.

O termo Circonjecturas é uma fusão das duas ideias que pautam a criação artística desse curitibano de 41 anos. “Circo não no sentido que estamos acostumados, mas no sentido de uma versão ampliada do antigo gabinete de curiosidades, das coleções privadas, de coisas curiosas, exóticas e científicas. Eu estou no plano das conjecturas e das ideias, e essa exposição é quase um gabinete de curiosidades do mundo das ideias”, avisa. Com curadoria de Baixo Ribeiro, a exposição faz um passeio por boa parte da produção de Silveira e reúne de desenhos e pinturas, a instalações, algumas bem imersivas, outras interativas, além de esculturas, arte cinética e até uma incursão têxtil com uma série de bordados. É, ele avisa, um universo complexo e não apenas uma reunião de obras.

Esse universo tem origem no que Silveira chama de ponto comum entre o mundo das ideias e o material: a intimidade do pensamento. “A gente tem o plano material, que é o aqui e o agora, e o plano das ideias, que está entre uma orelha e a outra”, explica. “Esses universos convivem o tempo todo com a gente. Convido o público a uma imersão num universo mais onírico, porque tudo que está no plano material parte de nossas escolhas. Nessa intimidade onde a ideia se forma, é onde converso com o público.”

Corredor de ilusões serve de passagem para o mundo onírico
(foto: Rafael Silveira)

Nessa conversa, ele avisa, não há temas, mas reflexões sobre a condição humana. Para isso, as obras podem servir de metáforas ou suportes. Na escultura Sorvete, por exemplo, ele quer falar de efemeridade. “Uso o sorvete como um ícone da urgência. Tudo na condição humana é efêmero, o tempo corre pelas mãos como um sorvete que derrete. É quase uma questão filosófica da tragédia humana, mas a abordagem que faço é lúdica”, explica. No Corredor das ilusões, Silveira propõe uma travessia por uma espécie de portal entre dimensões reais e oníricas com olhos e óculos que observam o público. “É um portal dimensional, a pessoa vem do ambiente externo da cidade, passa pelo corredor para entrar num portal e num universo onírico”, garante.

Técnicas

As obras, ele acredita, podem provocar efeitos hipnóticos, por isso a cinética é um dos recursos explorados. As peças híbridas, nas quais mistura diversas técnicas, são fruto de uma visão interdisciplinar necessária para encarar a contemporaneidade. “Meu trabalho flutua entre as disciplinas porque é uma característica da arte contemporânea não se ater a essa questão disciplinar. O novo é criado a partir dessas fusões. Embora tenha influências e referências de vários períodos históricos e estéticos, a interdisciplinaridade permeia todas as obras”, avisa.

Cada trabalho de Silveira é acompanhado de uma alegoria específica e de uma narrativa. Um monstro tem na boca teclas de piano que podem ser tocadas pelo público. A imagem remete a desenhos animados antigos nos quais os personagens aparecem com dentes de teclas depois de receberem um piano na cabeça. Silveira quis falar dos fardos carregados diariamente e da postura diante das dificuldades: “A gente não controla o que acontece ao nosso redor, mas controla a nossa reação. Independentemente do momento que estamos vivendo, escolhemos como reagimos”.

Bordado também faz parte do universo do artista
(foto: Rafael Silveira)

Na pintura Exaustão, um monstro formado por dezenas de pequenos monstrinhos fala da hiperconectividade e do excesso de informação que exaure o homem do século 21. Com o “ponto-cruz-credo”, ele constrói o que chama de desenhos tridimensionais: tecido e bordado tomam forma como fruto da convivência com a mulher, a artista têxtil Flávia Itiberê, que trouxe para o trabalho referências da moda.

Penduradas e sob uma iluminação especial, as esculturas formam sombras que projetam desenhos gráficos, uma referência à origem do próprio artista, cuja formação e principal atuação profissional vêm do designer gráfico e da ilustração. As diferentes linguagens utilizadas por Silveira trazem para a galeria uma estética muito ligada ao universo da publicidade e à cultura pop. A combinação, segundo o curador Baixo Ribeiro, seria responsável pelo sucesso de público: Circonjecturas foi vista por mais de 100 mil pessoas em Curitiba e mais de 30 mil em São Paulo.

Circonjecturas

Visitação até 15 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural de Brasília (Setor Bancário Sul, quadra 4, lotes 3/4). Classificação indicativa livre. Entrada gratuita.

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