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sábado, 13/06/2026

EUA podem impor nova tarifa de até 15% ao Brasil após relatório

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Em Brasília

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardam uma decisão dos Estados Unidos nos próximos dias. A expectativa é pela conclusão de uma investigação comercial que tem o Brasil como alvo por supostas falhas no controle da entrada de produtos feitos com trabalho forçado.

Nos bastidores, o governo teme que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomende sanções, podendo incluir uma tarifa adicional de 10% a 15% sobre produtos brasileiros. A investigação foi aberta em março deste ano e envolve mais 59 países.

O embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR, afirmou que muitos governos falham ao impedir a entrada no mercado americano de produtos fabricados com mão de obra forçada. Ele ressaltou que empresas nos Estados Unidos enfrentam competição desigual com produtores estrangeiros que se beneficiam de custos artificiais gerados por essa exploração.

O objetivo da investigação é verificar se os países adotaram medidas eficazes para proibir essas importações e se possíveis omissões prejudicaram o comércio dos EUA.

A apuração se baseia em uma legislação comercial americana usada para combater práticas consideradas desleais e já foi aplicada em um caso anterior que terminou com uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Caso o USTR conclua que houve dano ao comércio americano, poderá recomendar tarifas adicionais e outras restrições.

O Brasil apresentou resposta em abril, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que sanções seriam exageradas. Ele destacou os esforços do país no combate ao trabalho forçado, incluindo leis, políticas e acordos internacionais que impedem a entrada desses produtos no mercado brasileiro.

“O Brasil criou um arcabouço jurídico e medidas de fiscalização, complementadas por acordos internacionais, para erradicar o trabalho forçado”, afirmou o ministro.

Mauro Vieira pediu que o USTR reavalie a investigação e abra um diálogo construtivo, alertando que medidas unilaterais podem prejudicar as relações bilaterais.

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