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Estudo inédito no Brasil vai avaliar efetividade da vacina da Pfizer

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Pesquisa visa monitorar evolução da doença em Toledo (PR), cuja população acima dos 12 anos estará totalmente imunizada

Luiz Pessoa/SEI (Fotos Públicas)

Além da Pfizer, participam da pesquisa o Hospital Moinhos de Vento, a Universidade Federal do Paraná e a Secretaria de Saúde de Toledo.

A pesquisa será feita a partir do monitoramento de todos os casos de sintomas de síndrome gripal da população com 12 anos ou mais do município de Toledo. Aqueles que testarem positivo para o coronavírus serão acompanhados por cerca de um ano por meio de entrevistas telefônicas frequentes, nas quais serão avaliadas situações como agravamento da infecção, sintomas de covid longa ou outros efeitos colaterais da infecção, além das possíveis mortes. A análise dos dados ficará a cargo do Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

A Universidade Federal do Paraná fará o sequenciamento genômico de amostras de todos os testes positivos para Covid-19 da população de Toledo durante o andamento do estudo. Esta ação visa entender quais variantes estão circulando na região e a resposta da vacinação frente a elas.

Já a Secretaria municipal de Saúde de Toledo ficará com a responsabilidade de aplicar as vacinas contra a Covid-19, fazer a vigilância e monitorar os casos de síndrome gripal da população. O estudo não vai impactar a campanha de vacinação, ou seja, a aplicação das vacinas seguirá os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde

Segundo a Secretaria municipal de Saúde de Toledo, cerca de 50% das vacinas de primeira dose aplicadas no município são da Pfizer. Ou seja, metade da população vacinada terá recebido as duas doses do imunizante desenvolvido em parceria com a farmacêutica Biontech.

Apesar de o estudo ser sobre a efetividade da vacina da Pfizer, pessoas que tenham recebido doses de imunizantes de outras fabricantes também serão acompanhadas, como idosos e profissionais de saúde, que foram priorizados pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI) e foram vacinados antes da chegada da vacina da Pfizer ao Brasil.

— O estudo possui técnicas de estatística de ajustamento pela faixa etária e por comorbidades também. É algo que os pesquisadores pensaram para controlar potenciais viéses para a análise, então teremos resultados confiáveis mesmo tendo disparidades de momentos de vacinação, como idosos que receberam um tipo de vacina e adolescentes que receberam outro tipo de vacina. Isto será controlado ao longo do estudo — garante Regis Goulart Rosa, médico intensivista do Hospital Moinhos de Vento e principal pesquisador do estudo.

Eficácia X Efetividade

O estudo irá avaliar a efetividade da vacina, algo que só é possível num cenário de vida real, com todas as adversidades. Nestes casos, a resposta à uma substância, no caso o imunizante, é observada num grupo heterogêneo de pessoas, com as mais diversas condições de saúde, idade, etc. Ou seja, a pesquisa vai dizer o quanto a vacina é efetiva e como foi a resposta imune dos voluntários recrutados numa perspectiva realista.

A iniciativa é diferente dos testes clínicos de eficácia. Estudos deste tipo são realizados num ambiente controlado e o que se busca é avaliar os efeitos da vacina contra a doença. A ComiRNAty vacina da Pfizer já se mostrou 95% eficaz contra a COVID-19 nestas pesquisas.

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Brasileiros criam máscara que mata variante Delta e faturam R$ 30 milhões

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Máscara que mata a covid é usada em empresas como Nestlé e Siemens e já gerou economia de 1 milhão de máscaras

Sérgio Bertucci, fundador da Golden Technology, que fabrica a Phitta Mask (Golden Technology/Divulgação)

A empresa brasileira Golden Technology criou uma máscara cirúrgica com tecnologia própria que mata o vírus da covid-19 e é eficaz contra a variante Delta. A máscara foi batizada de Phitta Mask. Enquanto as máscaras cirúrgicas comuns devem ser trocadas a cada 2 ou 3 horas, a Phitta pode ser usada durante 12 horas. Criada em meio à pandemia, a empresa viu seu faturamento saltar de 1,2 milhão de reais em 2020 para 30 milhões de reais em 2021. “É uma tecnologia brasileira, desenvolvida aqui. Estamos conversando com outros países e vamos começar a exportar”, afirma o fundador Sérgio Bertucci.

O empresário atuava no ramo têxtil em São Paulo e tinha entre seus parceiros uma empresa que fornecia produtos para evitar sujeira em uniformes de hospitais. Quando chegou a pandemia, Bertucci contatou seu parceiro perguntando se ele teria alguma solução que pudesse matar o vírus da covid. “Ele tinha um produto que estava sendo desenvolvido para o ramo odontológico. Resolvemos testá-lo contra a covid e funcionou”, conta.

O produto é um princípio ativo denominado Phtalox, que age como uma “água oxigenada”: a substância interage com o oxigênio no tecido, tornando-o mais reativo, o que faz com que ele oxide o vírus. Os testes, realizados pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), mostraram que a máscara com Phtalox tem 99% de eficácia na eliminação das variantes Delta, P1 e P2 do coronavírus. Mostraram ainda que o produto não é tóxico para o ser humano. A companhia vai realizar testes para verificar a eficácia da máscara contra a variante Ômicron.Com os testes feitos, o empreendedor foi em busca de maneiras de produzir a máscara em larga escala. Junto com outros dois sócios, investiu 5 milhões de reais para colocar no negócio de pé. A sede da empresa fica em São José dos Campos (SP). O produto começou a ser vendido em outubro de 2020. De lá para cá, a empresa cresceu rapidamente. Começou produzindo 1 milhão de máscaras por mês, e hoje produz 6 milhões de unidades. O número de funcionários foi de 7 para 75 em pouco mais de um ano.

“Tivemos que ser muito ágeis nesse processo. Criar um produto exige inteligência, mas fazer com que ele se torne realidade e entregar no prazo correto demanda muita energia. Hoje fabricamos 6 milhões, mas se fabricássemos 20 milhões de unidades, haveria demanda”, afirma.

Por conta da sua maior durabilidade, a máscara Phitta tem sido procurada por empresas que desejam fornecer o equipamento de proteção a seus funcionários. A Golden Technology já fornece máscaras para empresas como Nestlé, Danone, Coca-Cola, Siemens e Goodyear, e está presente nas principais redes de farmácias.

Economia de 1 milhão de máscaras
Para as companhias, a máscara representa uma economia significativa. A Siemens passou a usar a máscara Phitta em sua fábrica em Jundiaí (SP). A planta tem cerca de 3 mil funcionários, que antes trocavam de máscara a cada duas horas e meia. Com a Phitta, eles usam apenas um equipamento por dia. A companhia calcula que deve deixar de usar mais de 1 milhão de máscaras por ano. Outra vantagem é que a máscara fica livre de vírus e bactérias, e por isso pode ser descartada em lixo comum.

A Golden Technology conseguiu nos últimos dias a autorização para exportar seu produto e já estuda mercados lá fora. Dentre as prioridades estão Colômbia, Itália e os Emirados Árabes. A empresa também tem firmado parcerias para fornecer a máscara em eventos. “Fizemos um evento com marca de roupas Privalia. Para entrar no local, a pessoa tinha que colocar a máscara Phitta e assim ela sabia que naquele espaço ela não se contaminaria, era um espaço protegido”, diz.

Para o ano que vem, a companhia se prepara para lançar outros produtos usando o princípio ativo Phtalox, como aventais de paramentação para hospitais e máscaras PFF2. “Hoje, o médico ou enfermeiro precisa trocar de avental a cada paciente atendido. Isso gera uma enorme quantidade de resíduo. Com a nossa tecnologia, ele vai poder usar o mesmo avental por 12 horas, vai ficar protegido e vai gerar economia”, afirma.

Outra possibilidade estudada é aplicar o produto em enxovais de hospitais e hotéis. Nesse caso, o serviço inclui a reaplicação do produto após a lavagem.  “Desde que lançamos, tínhamos a preocupação de não termos um produto só para a pandemia. Então estamos montando uma estratégia que inclui descartáveis, enxovais, e empresas e locais que vão continuar a usar máscara mesmo com o fim da pandemia, como o setor de alimentação”, afirma Bertucci.

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Governo edita decreto para alterar programação orçamentária e financeira

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O decreto prevê ainda a delegação de novas atribuições ao secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, de acordo com o comunicado

Governo: a ampliação dos limites deverá levar em consideração o valor de até 6,01 bilhões de reais (Bloomberg/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro editou decreto para alterar a programação orçamentária e financeira, com o objetivo de adequar os limites de empenho e movimentação financeira e de pagamento das despesas públicas primárias discricionárias do Poder Executivo federal previstas na LOA 2021 ao cumprimento da meta de resultado primário.

De acordo com comunicado do governo divulgado no final da terça-feira, com a reavaliação das receitas primárias e das despesas primárias constantes da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021 no fim do quinto bimestre de 2021, verificou-se a possibilidade de ampliação dos limites de empenho e movimentação financeira de todos os Poderes, Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU) no total de 235,75 bilhões de reais.

Mas tendo em vista o cumprimento dos limites estabelecidos pela emenda que instituiu o teto de gastos, a ampliação dos limites deverá levar em consideração o valor de até 6,01 bilhões de reais.

O decreto prevê ainda a delegação de novas atribuições ao secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, de acordo com o comunicado. Entre elas, ele poderá atualizar o anexo da demonstração da compatibilidade entre os limites autorizados para movimentação e empenho e as despesas com controle de fluxo do Poder Executivo.

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Governo de São Paulo promove ação para vacinar faltosos

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Iniciativa começa hoje e vai até 10 de dezembro

© Prefeitura de Jundiaí

O governo estadual de São Paulo promoverá ação para intensificar a aplicação da segunda dose e da dose de reforço do imunizante contra a covid-19 para as pessoas que não voltaram para tomar a vacina. A iniciativa começa hoje (1) e se estende até o próximo dia 10 em todas as cidades do estado.

Segundo as informações do governo estadual, 4,3 milhões de pessoas ainda precisam tomar a segunda dose do imunizante. No total, 201 mil idosos acima de 60 anos devem procurar as unidades básicas de Saúde para completar o esquema vacinal. Entre 50 e 59 anos, são 267 mil pessoas; entre 40 e 49 anos, 438 mil faltosos, e entre 30 e 39 anos, o número é de 707 mil pessoas.

Na faixa etária entre 20 e 29 anos, 1,4 milhão de pessoas ainda precisam tomar a segunda dose da vacina e entre os adolescentes de 12 a 19 anos, o número chega a 1,3 milhão de faltosos.

Por Agência Brasil

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Rio recebe novas doses de vacina contra gripe e retoma imunizações

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Prefeitura convoca toda a população a se vacinar contra a doença

© Arquivo/Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo

O município do Rio de Janeiro recebeu 160 mil doses de vacina contra a gripe e já retomou a imunização da população contra a doença. Ontem (30) a vacinação chegou a ser suspensa devido à falta de imunizante em algumas unidades de saúde.

Com a chegada das novas doses, no entanto, a imunização já foi retomada em alguns postos de saúde. A expectativa é que todos os pontos de vacinação já estejam com o imunizante até as 14h de hoje (1º).

A cidade do Rio vive um surto de influenza A (H3N2), com vários casos registrados nos últimos dias. Por isso, a prefeitura decidiu convocar toda a população para se vacinar contra a doença.

Por Agência Brasil

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Receita paga hoje restituições de lote residual do IRPF de novembro

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Crédito beneficiará cerca de 260 mil contribuintes

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) as restituições do lote residual de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) do mês de novembro de 2021. O lote inclui também restituições residuais de exercícios anteriores. Segundo a Receita, o crédito bancário para 260.412 contribuintes será no valor total de R$ 450 milhões.

Além de contribuintes que têm prioridade legal, como idosos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e aqueles cuja maior fonte de renda é o magistério, também estão nesse lote 199.668 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o último dia 9.

Pagamento

O pagamento da restituição é realizado diretamente na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for feito (por exemplo, a conta informada foi desativada), os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

“Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de um ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”, esclareceu a Receita.

Consulta à restituição

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, selecionar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar a Restituição. A página apresenta orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo a consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC.

Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações que porventura estejam equivocadas.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

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Ministério lança campanha de combate ao mosquito da dengue

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Casos aumentaram em 12 estados em relação ao ano passado

O Ministério da Saúde lançou hoje (30) a campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Até 31 de dezembro, serão divulgados na TV e nas redes sociais vídeos educativos para evitar a proliferação das doenças.

A campanha deste ano é intitulada “Combata o mosquito todo dia, coloque na sua rotina” e tem objetivo de mobilizar a população para retirar água acumulada de calhas, garrafas, sacos de lixo, pneus e outros recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito.

Durante coletiva de lançamento da campanha, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, conclamou a população a estar vigilante no combate ao Aedes aegypti.

“É a você cidadão brasileiro que a gente dirige a palavra e pede para que redobremos os nossos cuidados para que possamos combater o mosquito todo dia e coloquemos esse combate na nossa rotina. Neste momento, precisamos de seu apoio para combatermos o mosquito, erradicarmos e termos controle das doenças”, afirmou.

De acordo com levantamento apresentado pela pasta, 12 estados tiveram aumento dos casos de dengue em relação ao ano passado. No Amapá, os casos passaram de 53 para 241 neste ano. Em Alagoas, foram registrados 2,2 mil casos ano passado e 6,3 mil em 2021. No Rio Grande do Sul, são 9,9 mil casos registrados neste ano. Em 2020, foram 3,9 mil.

Por Agência Brasil

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