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terça-feira, 28/04/2026

Educadores voluntários ajudam alunos em escolas do DF

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Nas escolas públicas do Distrito Federal, educadores sociais que trabalham como voluntários são fundamentais para acolher e acompanhar alunos que enfrentam dificuldades, promovendo a inclusão e fortalecendo a relação entre a escola, a família e a comunidade. O trabalho desses profissionais é reconhecido no Dia do Educador Social Voluntário, celebrado em 28 de abril.

A rede pública de ensino conta com cerca de 8.500 desses educadores, presentes em várias escolas. Eles apoiam os alunos na adaptação às atividades escolares e ajudam a garantir que eles se sintam incluídos tanto dentro da sala de aula quanto em outras situações.

Segundo Virgínia Fernandes de Souza, vice-diretora da Escola Classe Setor Militar Urbano, que tem 36 anos de experiência na rede pública do DF, “O educador social voluntário é essencial para que a inclusão aconteça de verdade. Ele está junto do aluno, motivando e mediando. Quando a criança não quer participar, ele conversa, faz uma caminhada pela escola e depois a traz de volta para a sala.”

Este ano, a carga horária desses profissionais aumentou de quatro para cinco horas por dia, o que possibilita uma presença maior com os estudantes. Virgínia comenta que “essa hora a mais faz toda a diferença para nossa atuação”. O compromisso vai além da remuneração, sendo motivado pelo carinho que esses educadores têm pelas crianças. “Eles ficam aqui por amor às crianças; as crianças esperam por eles”, explica a vice-diretora.

Um estudo do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), divulgado em dezembro de 2024, mostra que 83,5% dos educadores sociais voluntários são mulheres, enquanto 14,8% são homens. A pesquisa destaca as motivações e os desafios dessa função dentro da educação inclusiva.

A atuação desses educadores vai desde o apoio pedagógico até o auxílio em necessidades diárias, como acompanhar o aluno ao banheiro ou ajudar a controlar a ansiedade. Virgínia explica: “Às vezes a criança precisa sair da sala, e é o educador que facilita isso”. Essa dedicação exige paciência e atenção, construindo vínculos que ajudam na permanência e no desenvolvimento dos alunos na escola.

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