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Deputados se esforçam pela manutenção da integridade do PSL

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Líder do PSL na Câmara, deputado Waldir deixa claro que não há negociação para facilitar a vida de quem pretende sair da legenda

Partido obstruiu a votação da MP 886, pois, segundo Waldir, os parlamentares estavam em reunião na liderança
(foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

A ala fiel do PSL no Congresso se articula para dar respostas aos separatistas e a Jair Bolsonaro. O primeiro recado é que os caciques do partido não têm intenção de desatar os laços feitos em 7 de março de 2018, quando o presidente e os filhos se filiaram à legenda. Nesta quinta-feira (17/10), o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), chega a Brasília e se reunirá com parlamentares para debater as divergências. Mas, nesta terça-feira (15/10), por duas vezes, a sigla votou diferente do governo em requerimentos, e o líder na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que não há negociação para que deixem a agremiação — e os que tentarem perderão o mandato.

No primeiro requerimento, de votação nominal da MP 886/19, que altera a organização de órgãos da Presidência da República e dos ministérios, a orientação do governo era votar contra. O PSL obstruiu. O segundo, de adiamento da votação, a mesma coisa. Waldir justificou a estratégia ao dizer que estava protegendo os parlamentares que estavam em reunião.

“Em relação a essa obstrução, os parlamentares, em sua maioria, estavam em reunião na liderança. E para que não levassem falta, tive que sair correndo duas vezes (uma para cada requerimento). Vou alterar essa adequação. Somos governo”, garantiu, apesar de deputados dissidentes chegarem a colher assinaturas contra o líder, afirmando que ele estava orientando contra a própria sigla.

A reunião realmente aconteceu. Após o encontro, Waldir saiu pregando um partido unido. “Continuamos defendendo o governo. Somos Bolsonaro, somos Luciano Bivar, somos PSL”, disse.

Apesar do discurso, disse que quem sair do partido perderá o mandato. E classificou como “circo” a operação da Polícia Federal contra Bivar, suspeito de montar um esquema de laranjas para reutilizar a verba eleitoral. O líder garantiu que a sigla continuará a votar pelos projetos do governo.

“Nós somos de direita, conservadores, fomos eleitos com a mesma pauta. Mas, nesse momento, a pauta tem que ser geração de emprego, redução da pobreza”, amenizou.

Sobre a transparência do partido, foi direto. Disse que é a favor e que entrará com um projeto de lei para abrir os gastos de todos os cartões corporativos, incluindo o de Bolsonaro. “O PSL, para quem não sabe, tem todas as suas contas prestadas anualmente. Se alguém tiver curiosidade, é só entrar no TSE. Está lá para todo mundo assistir e ver. Inclusive, a última do presidente da República. Não sei o que querem mais. Querem criar um teatro para que parlamentares ganhem seus mandatos. Isso não vai acontecer. O controle do partido não sairá das mãos do presidente Luciano Bivar. O partido não está à venda. Ninguém vai tomar o partido na mão grande. Ninguém! Quem quiser uma casa tem que construir com tijolos. Eu posso ceder a casa de aluguel, para morar, mas querer invadir uma casa e querer tomar essa casa à força, para se apropriar dos móveis e dos objetos dessa casa, isso não vai acontecer”, avisou Waldir.

Ataque e insatisfação

Do grupo dissidente, Bibo Nunes (PSL-RS), que perdeu o cargo de vice-líder e as comissões, partiu para o ataque. Disse encarar com normalidade a operação da PF e que já esperava que acontecesse. Afirmou que o partido só se importa com dinheiro e chamou Bivar de “coronel”.

“Na crise, (a operação da PF) só dá mais subsídios para nós que somos contra o PSL e Bivar. Eu estou há três meses nessa luta. E fico muito feliz porque isso demonstra que estamos com a razão. Como um partido que demonstra uma política séria vai permitir ter no seu comando um presidente que é visitado pela manhã pela PF? Não presta contas. É um coronel do partido. Se intitula dono. Em janeiro, ele simplesmente criou um novo estatuto, sem consultar ninguém. Ao bel-prazer”, atacou.

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), que também participou da reunião no fim da tarde, foi conciliador. “Continuamos a defender o governo Bolsonaro, as pautas de governo. E vamos acompanhar os próximos desdobramentos. Nesta quinta-feira (17/10), o Bivar, que é o presidente nacional do partido, estará aí. Aí, talvez nós tenhamos alguma coisa a deliberar. Hoje não tivemos”, afirmou.

 

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Bolsonaro esvaziou agenda contra corrupção, diz Moro

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Em entrevista, o ex-ministro da Justiça falou sobre a aproximação do presidente com o Centrão e sua postura “negacionista” em relação ao coronavírus

Moro disse que assinou a portaria que permite aquisição de mais munição por “pressão” do presidente (Andre Coelho/Getty Images)

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro afirmou que faltou apoio do presidente Jair Bolsonaro a ações de combate à corrupção. “Me desculpe aqui os seguidores do presidente se essa é uma verdade inconveniente, mas essa agenda contra a corrupção não teve um impulso por parte do presidente da República”, disse Moro em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibida na noite de domingo. Segundo o ex-juiz da Operação Lava Jato, medidas nesse sentido foram sendo “esvaziadas” pelo presidente.

Moro declarou ainda que considera “questionáveis” as recentes alianças feitas por Bolsonaro com os partidos do Centrão. O presidente tem se aproximado do bloco – e negociado cargos com o grupo – em troca de apoio no Congresso.

O ex-ministro também foi indagado sobre a condução da pandemia do novo coronavírus pelo presidente. Para Moro, que defende o isolamento social como principal medida de prevenção à covid-19, Bolsonaro adota postura “negacionista” em relação ao vírus. “Acho que a minha lealdade ao presidente demanda que eu me posicione com a verdade, com o que eu penso, e não apenas concordando com a posição do presidente. Se for assim, ele não precisa de um ministro, precisa de um papagaio”, afirmou o ex-juiz ao comentar as divergências com o chefe do Executivo em relação à crise na Saúde.

O ex-juiz também comentou a reunião ministerial de 22 de abril, realizada dois dias antes de anunciar sua demissão do cargo e tornada pública na sexta-feira, e as mensagens reveladas pelo Estadão de que Bolsonaro já havia decidido trocar a direção da PF antes do encontro do dia 22. “Eu não ia discutir isso numa reunião ministerial, até porque o ambiente ali não era muito favorável ao contraditório.” Em relação aos palavrões ditos durante a reunião, afirmou que “o tom subiu nos últimos meses”.

Armas

Moro declarou também que a portaria que assinou, ainda ministro, que permite a aquisição de mais munição, foi resultado de “pressão” do presidente. “Certamente (que sim). Eu não queria que isso fosse usado como subterfúgio da interferência na Polícia Federal. Eu entendi naquele momento que não tinha condições de me opor a isso porque já existia essa querela envolvendo a Polícia Federal”, disse o ex-ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Brasil navega sem enxergar o que vai acontecer, diz Teich sobre covid-19

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Em entrevista, o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, falou sobre a falta de alinhamento com o presidente e se mostrou a favor de um isolamento mais seletivo

Teich: ex-ministro minimizou a ida de vários militares para o ministério da Saúde (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

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STF arquiva queixa contra Joice Hasselmann por ofensa a ‘ex-gays’

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Caso foi arquivado porque ‘deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões’

“Respeito os “viados” assumidos. Os que são corajosos. Os que se escondem no conservadorismo, fazem pinta de machões escondidos em suas pseudos canetas e ficam mandando indiretas como se fosse “machos” não merecem meu respeito. Frouxo é frouxo, não importa o posto que tenha”, escreveu Joice nas redes Reprodução/Instagram

O decano do STF, ministro Celso de Mello, arquivou uma notícia-crime apresentada contra a deputada Joice Hasselmann por “desrespeitar, humilhar e ofender” ex-gays.

A ação foi movida pelo servidor público Claudemiro Soares, que se apresenta nas redes como evangélico e ex-gay, depois de Joice ter postado, em outubro de 2019, a seguinte mensagem nas redes:

“Respeito os “viados” assumidos. Os que são corajosos. Os que se escondem no conservadorismo, fazem pinta de machões escondidos em suas pseudos canetas e ficam mandando indiretas como se fosse “machos” não merecem meu respeito. Frouxo é frouxo, não importa o posto que tenha”.

“O texto da conta verificada da deputada demonstra que a mesma incita o ódio contra homossexuais que não se assumem como tal e contra os homossexuais egodistônicos (os ex-gays)”, escreve Soares na ação ao STF.

“A literatura trazida à lume expõe claramente o animus com o qual agiu a Deputada Joice Hasselmann, no sentido de desrespeitar, humilhar e ofender os homossexuais egodistônicos, segundo ela, “OS VIADOS” não assumidos”, segue Soares.

A PGR pediu o arquivamento do caso por considerar que a deputada dispõe de imunidade parlamentar para se expressar. “Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, registra a decisão de Mello, que seguiu o entendimento da procuradoria.

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A alma de Sergio Cabral ainda habita o governo Witzel

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Proposta de delação de Arthur Soares, conhecido como ‘Rei Arthur’, é nova bomba contra o governo do Rio

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Philippe Lima/Governo do RJ/Divulgação

Eleito com o discurso do novo na política, Wilson Witzel administra uma máquina com o que há de mais velho na desgraça administrativa que há décadas sufoca o Rio.

Um esquema de propina envolvendo liberação de pagamentos atrasados a fornecedores do governo do Rio mediante pagamento de comissões que chegam a 30%.

Os personagens reluzentes na narrativa que já rendeu algumas décadas de prisão ao bando de Cabral são o Pastor Everaldo e André Moura, dois nomes famosos do time de Witzel.

“Em menos de um ano, segundo ele, o esquema teria arrecadado cerca de 30 milhões de reais com a cobrança de 20% a 30% do valor de cada fatura paga”, registram os repórteres Cássio Bruno, Thiago Bronzatto, Laryssa Borges.

Como revelou o Radar, Witzel já vinha procurando um substituto para Moura. Agora entende-se o verdadeiro motivo.

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PGR vai retomar investigações contra Rodrigo Maia

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Procuradoria decidiu pedir o desarquivamento de fatos envolvendo Maia para poder reanalisar em um contexto ampliado as acusações ainda pendentes

Maia, reaproximação com Bolsonaro e problemas na PGR Cristiano Mariz/.

O amor que voltou a brotar entre Rodrigo Maia e Bolsonaro surge num momento difícil para o presidente da Câmara. Além de perder interlocução no Parlamento, ele voltará a sentir o bafo quente da Lava-Jato.

Recentemente, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, cobrou uma posição da PGR sobre o inquérito relacionado às delações de executivos da Odebrecht.

A PGR decidiu pedir o desarquivamento de fatos envolvendo Maia para poder reanalisar em um contexto ampliado as acusações ainda pendentes contra ele. Além do inquérito da Odebrecht, Maia é alvo de investigação relacionada à empreiteira OAS.

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Após críticas, ministro da Saúde manda equipe assinar norma da cloroquina

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Contrariando recomendações de entidades científicas, a pasta orientou uso de medicamento contra a covid-19

Eduardo Pazuello: Ministério da Saúde tem sete secretarias, sendo que três estão com substitutos no comando (Valter Campanato/Agência Brasil)

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