Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, informou nesta quinta-feira, 25, que não há indicações definidas sobre as decisões futuras do Comitê de Política Monetária (Copom). As próximas ações do comitê dependerão dos dados econômicos coletados nos próximos 40 dias, que vão orientar a decisão de agosto. Galípolo falou durante a coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), em Brasília.
Galípolo explicou que a avaliação do balanço de riscos do Copom, se assimétrico ou simétrico, é feita de forma qualitativa e não baseada apenas em contar riscos para cima ou para baixo.
“Não existe uma relação mecânica entre a contagem dos riscos e a decisão do Copom”, afirmou. Ele destacou que o banco não classificou o balanço de riscos como assimétrico para cima na última decisão, pois considerar tal classificação seria redundante, dado que havia mais riscos para alta da taxa do que para queda.
Eleição não influencia decisões do Copom
Galípolo descartou a possibilidade de que as decisões do Copom sejam influenciadas por eleições, ressaltando que as mudanças na taxa Selic têm efeitos a longo prazo, não impactando diretamente o cenário eleitoral.
“Para quem entende os efeitos da política monetária, não faz sentido pensar que alguma decisão agora tenha impacto imediato na economia ou na eleição”, explicou.
Indicação de diretores do Banco Central
Sobre as nomeações para as diretorias do Banco Central, Galípolo afirmou que essa responsabilidade cabe ao presidente da República.
Ele também comentou sobre a importância de contar com nove diretores no BC para a estabilidade institucional. Atualmente, o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Paulo Picchetti, acumula temporariamente a diretoria de Política Econômica, desempenhando essa função com excelência.
Estadão Conteúdo
