A China comunicou neste sábado (30/5) que tomará medidas de retaliação caso a União Europeia (UE) avance com novas restrições comerciais que Pequim considere injustas. A declaração foi feita pelo Ministério do Comércio chinês após uma reunião da Comissão Europeia para tratar das relações comerciais entre os dois blocos.
O ministério chinês destacou esperar que a UE respeite as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), preserve o comércio livre e evite atitudes protecionistas. No entanto, alertou que se Bruxelas insistir em implementar ferramentas comerciais discriminatórias, a China responderá de forma firme para defender seus interesses.
Contexto das negociações
A manifestação chinesa vem no momento em que a UE debate o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial devido ao crescimento das exportações chinesas em setores estratégicos. Autoridades europeias discutiram na sexta-feira (29/5) a possibilidade de ampliar o uso de tarifas, cotas e outras medidas para conter produtos subsidiados por governos estrangeiros.
Apesar do tom firme, o Ministério do Comércio chinês ressaltou que o diálogo entre China e UE permanece aberto. As duas partes avaliam criar um mecanismo de consultas sobre comércio e investimentos e devem realizar novas rodadas de conversa para tratar divergências.
A advertência também surge após ameaças feitas por Pequim para abrir investigações comerciais contra a UE, caso seja implementada uma ferramenta focada no controle do excesso de capacidade industrial, o que pode impactar diretamente exportações chinesas em veículos elétricos, aço e painéis solares.

