A Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informou que o BRB precisará de aproximadamente 15 dias adicionais para apresentar seu balanço financeiro. O banco estatal está enfrentando uma crise devido ao caso Master, e a divulgação do balanço é fundamental para que o mercado financeiro compreenda a real situação da instituição.
O BRB ultrapassou o prazo legal para publicar suas demonstrações financeiras de 2025, que era 31 de março, e havia prometido divulgar os resultados até o dia 29 de maio. No entanto, essa data foi prorrogada após um acordo entre o governo do Distrito Federal e a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) destinado ao socorro do banco.
Na semana anterior, a Câmara Legislativa do Distrito Federal autorizou o governo local a tomar esse empréstimo, que conta com a garantia de grandes bancos.
Celina Leão explicou que o Banco do Brasil exigiu que o acordo de empréstimo fosse aprovado pela câmara distrital, o que ocorreu na última terça-feira. Ela acredita que o prazo para divulgação do balanço é de cerca de 15 dias a partir dessa aprovação.
A carteira total de créditos do BRB relacionados ao caso Master é de R$ 21,9 bilhões, dos quais R$ 12,2 bilhões foram identificados como créditos fraudulentos.
Até o momento, uma parte desse prejuízo foi recuperada, mas o valor necessário para cobrir o rombo financeiro é de R$ 8,8 bilhões, conforme declarado por Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, em audiência no Senado.
O acordo não contará com o aval da União, porém o governo federal concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal definido pelo Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), atualmente em cerca de R$ 900 milhões.
Os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores da operação, respondendo pelos pagamentos caso o Distrito Federal não cumpra suas obrigações. O DF fornecerá contragarantias, que podem incluir receitas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), e outras garantias, como dividendos e participação acionária.
Embora o Distrito Federal seja acionista controlador do BRB, ele está buscando esse empréstimo por não dispor de recursos suficientes para aportar no banco.
Em audiência recente, o presidente do BRB mencionou que o banco está enfrentando uma corrida por liquidez devido à demora na divulgação dos resultados financeiros de 2025.
Ele ressalta que a divulgação do balanço é do interesse do próprio banco, pois é vital disponibilizar informações completas e auditadas para garantir transparência ao mercado, aos clientes e à sociedade.
