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Brasileiros lideraram pedidos para residir em Portugal em 2020

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Os pedidos de novos títulos de residência feitos por brasileiros representam cerca de 36% do total já apurado

(crédito: Reuters/Jean-Baptiste Premat)

Em 2020, os brasileiros voltaram a ocupar o topo da lista dos que mais obtiveram, do governo de Portugal, autorizações para viver no país. Dados preliminares que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) português forneceu à Agência Brasil revelam que, de 117,5 mil novos títulos de residência emitidos no ano passado, 41,99 mil foram entregues a brasileiros.

Em seguida, com 13,16 mil solicitações, vêm os cidadãos do Reino Unido – conjunto de países que reúne a Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte e que, em janeiro de 2020, deixou oficialmente a União Europeia. Na sequência vêm os indianos, com 7,017 mil solicitações, angolanos, com 4,82 mil, e italianos, com 4,48 mil.

Os pedidos de novos títulos de residência feitos por brasileiros representam cerca de 36% do total já apurado. Por ora, é um total inferior aos 48,79 mil títulos concedidos a brasileiros em 2019 – antes de Portugal ser afetado pela crise decorrente da pandemia de covid-19 que, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), levou o Produto Interno Bruto (PIB) a encolher 7,6% durante o ano passado. Ainda assim, o resultado revela que, mesmo em meio à crise, muitos brasileiros continuam optando por viver em Portugal.

Para a ex-professora Pâmela Fumagalli Machado da Silveira, 38 anos, a segurança e o clima pesaram na decisão de se mudar de Primavera do Leste (MT) para Barreiro, a cerca de 40 quilômetros de Lisboa. Embora tenha cidadania italiana – o que facilita o ingresso dela, do marido e de seus dois filhos, de 18 e 10 anos, em qualquer país da Comunidade Europeia – Pâmela e a família optaram por Portugal. Se mudaram em novembro de 2020, após obter o título de residência. E, no início, enfrentaram algumas das dificuldades que a maioria dos imigrantes enfrenta, mesmo estando em situação legal.

“No Brasil eu dava aulas em escolas particulares e meu marido trabalhava na área de Tecnologia da Informação [TI]. Aqui, nos primeiros meses, tivemos que trabalhar em restaurantes, em serviços muito puxados. Agora, meu marido já conseguiu trabalho no setor dele, mas eu estou trabalhando com costura e artesanato que, felizmente, são coisas de que eu sempre gostei”, contou Pâmela, garantindo que a família não se arrepende da decisão.

Vínhamos planejando nos mudar já há alguns anos. Escolhemos Portugal em função da qualidade de vida, pois sabíamos que esse não é um país para ganhar dinheiro, mas que oferece segurança e que, por receber muitos imigrantes, é mais receptivo que outros da Europa. Além disso, para nós brasileiros, há a facilidade da língua”, lembrou a brasileira, acrescentando que há também outro lado, de adversidades e desafios, que se agravou com a pandemia.

“Não conheço quem tenha decidido voltar ao Brasil, mas sim pessoas que falam que cogitam fazer isso, que dizem estar no limite. Quem trabalha de casa, como o meu marido e eu, está se mantendo. Estamos há meses praticamente fechados em casa. Já quem trabalhava em restaurantes, bares, clubes, em muitos dos serviços que empregam estrangeiros, está sem trabalhar. Está tudo fechado”, contou Pâmela, afirmando que, apesar de tudo, sua família não pensa em voltar. “Acho que estamos em um bom lugar. E, nas redes sociais, vemos que há muitos brasileiros querendo vir para cá.”

Comunidade

Além de integrar o grupo que mais pediu novos vistos de residência durante o ano passado, os brasileiros são maioria entre os estrangeiros que residem em terras lusitanas. Em 2020, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, das 661 mil pessoas que se registraram, 183,83 mil haviam deixado o Brasil – o que não inclui quem tenha obtido nacionalidade portuguesa. Em seguida estão as pessoas provenientes do Reino Unido (46,27 mil); Cabo Verde (36,6 mil); Romênia (30,06 mil) e Ucrânia (28,61 mil).

Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas ONU), mostram que, até meados de 2020, havia ao menos 1 milhão de imigrantes vivendo em Portugal – o que representaria 9,8% dos 10,2 milhões de habitantes do país. Para especialistas, no entanto, esses números podem estar subestimados, não correspondendo ao real número de imigrantes.

Natural de São Paulo, o jornalista Jair Rattner vive há 35 anos em Portugal, onde colabora com vários veículos de imprensa. Para ele, mesmo com a instabilidade brasileira contribuindo para tornar Portugal atraente para muitos brasileiros como Pâmela, as dificuldades decorrentes da pandemia que Portugal enfrenta vêm motivando pessoas a regressar aos países de origem.

“O impacto da crise se faz sentir mais sobre os estrangeiros que já estavam em Portugal e que, com a dificuldade de encontrar emprego, regressam a seus países, do que entre aqueles que continuam chegando em busca de melhores condições”, acredita o jornalista.

“Há muitas pessoas desempregadas e, por ora, a economia portuguesa não tem condições de absorver mais pessoas. Acontece que quando alguém decide deixar seu país, não pensa nisso. A pessoa se deixa influenciar mais pelos relatos que ouve do que pela avaliação da real situação socioeconômica”, disse Rattner.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal fechou 2020 com uma taxa de desemprego oficial de 6,9% – sendo que, entre as mulheres em idade ativa, o percentual atingiu 7,1%.

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Na Venezuela mercado financeiro requer armas e sacos de dinheiro

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Os bancos venezuelanos não fazem transações eletrônicas em moeda estrangeira. Por isso, os investidores que se aventuram no mercado de títulos local precisam transportar dólares em espécie, contratar escolta armada e torcer para não serem vítimas de criminosos

Banco Central da Venezuela: mercado financeiro do país é considerado um dos mais primitivos do mundo, mas novas operações no mercado títulos começam a ser estruturadas (Valery Sharifulin/Getty Images)

Naquele que é talvez o menor e quase certamente o mais primitivo mercado de títulos do mundo, o calote não é o maior risco que os investidores enfrentam. O roubo, sim.

Este mercado pode ser encontrado em Caracas, Venezuela, onde o governo socialista do presidente Nicolás Maduro está lentamente liberando a maltratada economia para permitir os tipos de empreendimentos capitalistas que há muito proibiu. Como parte das mudanças, o dólar americano tornou-se agora moeda de fato no país, mas, dada a forma ad-hoc como as reformas estão sendo implementadas, não há como transferir dólares eletronicamente de um banco para outro.

Então, quando um fabricante local de rum decidiu se tornar a primeira empresa a vender títulos em dólar no país em pelo menos duas décadas, os investidores enfiaram pilhas de notas de cem dólares em sacolas e as carregaram até o banco da destilaria no leste de Caracas.

Todos os tipos de técnicas foram empregadas – desde uma escolta armada até uma abordagem incógnita – para navegar pelas ruas de uma das cidades mais perigosas do mundo. E embora o negócio fosse minúsculo – totalizando meros US$ 300.000 – e limitado a apenas investidores com contas em bancos locais, seu sucesso no final do ano passado desencadeou uma onda de interesse tanto de empresas que buscam financiamento quanto de venezuelanos ricos em busca de retorno sobre seu dinheiro.

O que uma pessoa que tem dólares na Venezuela pode fazer com esse dinheiro? Deixar o banco?”, indagou Juan Domingo Cordero, ex-presidente da Bolsa de Valores de Caracas, que se aposentou há dois anos como presidente da corretora Rendivalores. “O problema é o ‘clearing’ das operações. Não podemos continuar a operar em dinheiro.”

US$ 40 a garrafa
A Ron Santa Teresa SACA, cujo Ron Antiguo de Solera 1796 vende uma garrafa nos EUA por cerca de US$ 40, gerou muito interesse nos investidores cansados de ganhar juros zero em bancos locais.

Como a bolsa de valores só pode liquidar negociações em bolívares, a destilaria estruturou sua dívida com um título de cupom zero, para que os investidores não tivessem de lidar com o risco dos juros. Os títulos de um ano foram vendidos a um desconto de 96 centavos por dólar, com os investidores sendo pagos a 100 centavos no vencimento com o produto das exportações.

Uma venda de títulos em dólares de empresas locais teria sido quase inimaginável até muito recentemente, após anos de interferência do governo na economia terem dizimado os mercados de capitais e colocado severas restrições às transações em moeda estrangeira. Mas agora, enfrentando sanções paralisantes dos EUA que minaram as finanças do governo, a Venezuela embarcou em um abraço relutante de negócios privados e dolarização.

Os movimentos aumentaram o interesse de investidores ousados que se perguntam se agora é a hora de entrar e comprar ativos em dificuldade. Ainda assim, a mudança é lenta e as empresas locais lutam com questões básicas, como falta de combustível e apagões constantes.

Empréstimo Corporativo
O crédito bancário, limitado por políticas monetárias rígidas e retrocessos nos subsídios do governo, é difícil de conseguir. Os empréstimos pendentes totalizam menos de US$ 200 milhões, representando 0,5% do Produto Interno Bruto, de acordo com a empresa local de pesquisas Ecoanalitica. A média da América Latina é de 30%. O número de vendas de commercial papers em bolívares disparou 60% no ano passado, embora o mercado local negocie o equivalente a apenas US$ 60.000 por dia, ante US$ 5 milhões na década de 1990.

“Não temos mais economia subsidiada ou empréstimos baratos”, disse José Miguel Farias, diretor financeiro da corretora Mas Valor, com sede em Caracas. “E o crédito é o combustível que mantém as empresas abertas.”
Os investidores com dólares estão prontos para colocar seu dinheiro para trabalhar. Há cerca de US$ 2 bilhões em dinheiro circulando na economia e outros US$ 400 milhões em contas sem juros em bancos locais. Não há como os venezuelanos transferirem o dinheiro para o exterior.

Embora a operação da Ron Santa Teresa tenha gerado especulações de que haveria uma onda imediata de ofertas semelhantes, o aumento tem sido mais lento do que o esperado. Outras empresas que buscam levantar fundos se frustraram com questões regulatórias e estruturais, de acordo com três pessoas familiarizadas com o processo que pediram para não serem identificadas discutindo informações confidenciais.

José María Nogueroles, um ex-banqueiro que abriu a corretora BNCI Casa de Bolsa no ano passado, diz que sua empresa buscou a aprovação dos reguladores para a venda de três títulos em dólar de empresas locais, sem sucesso até agora.
“Precisamos democratizar o mercado e simplificar processos”, disse ele em entrevista.

Quando a Ron Santa Teresa emitiu seus títulos, os compradores presumiram que um sistema de clearing em dólares estaria em vigor no momento em que os papéis vencessem, para que pudessem coletar os recursos eletronicamente. Construir essa infraestrutura antes do vencimento do título agora parece cada vez mais improvável.

Assim, mais uma vez, investidores com um certo nível de coragem estarão nas ruas de Caracas, transportando furtivamente milhares de dólares em dinheiro vivo por uma cidade repleta de gangues de criminosos e frequentemente classificada como tendo uma das maiores taxas de homicídios do mundo. Mas, pelo menos, eles vão ganhar algum rendimento.

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Incêndio gigantesco destrói fábrica histórica na Rússia

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Construída por um industrial inglês no século XIX, esta planta foi, por muito tempo, uma das grandes fábricas têxteis da Rússia e da URSS

(crédito: Olga MALTSEVA / AFP)

Um incêndio gigantesco devastou, nesta segunda-feira (12), uma fábrica histórica em São Petersburgo, com enormes chamas e colunas de fumaça subindo do icônico edifício na antiga capital imperial russa.

Ainda não há informações sobre a origem do incêndio, que os bombeiros continuam a combater e que afetou mais de 10.000 m² da “Fábrica Nevski”, um grande complexo em tijolos vermelhos, parte do qual ainda é usado para fins industriais.

Construída por um industrial inglês no século XIX, esta planta foi, por muito tempo, uma das grandes fábricas têxteis da Rússia e da URSS.

Fontank.ru, um site local de notícias, divulgou imagens impressionantes gravadas por um drone que sobrevoou a instalação, mostrando várias partes do local totalmente devastadas pelo fogo. As chamas eram visíveis desde o centro histórico da cidade.

Uma parte do complexo – presente na lista dos monumentos históricos da região – continua dedicada a esta atividade, enquanto o restante está abandonado, ou alugado para lojas comerciais.

Um bombeiro que participava das operações morreu, e outros dois ficaram feridos, informou o Ministério de Situações de Emergência à AFP.

De acordo com os serviços de resgate, a condição dos feridos, que foram hospitalizados, é grave. Segundo o Ministério de Situações de Emergência, entre 40% e 50% de seus corpos sofreram queimaduras.

O incêndio fez o telhado de parte dos prédios desabar e devorou algumas árvores próximas aos prédios, observaram jornalistas da AFP. Cerca de 350 bombeiros participam das operações.

O ministério russo disse que 40 pessoas foram evacuadas da fábrica, localizada a sudeste de São Petersburgo. O comitê de investigação abriu uma investigação por homicídio culposo.

De acordo com a agência pública de notícias TASS, em fevereiro, foram realizadas fiscalizações nas instalações, que trouxeram à tona inúmeras violações, como a ausência de sistemas de alarme, ou de extinção automática de incêndios.

“Foram constatadas violações bastante graves”, disse uma fonte citada pela TASS, acrescentando que, após a visita, foi aberto um processo criminal.

Explosões acidentais, ou incêndios, são relativamente frequentes na Rússia, pois várias infraestruturas são muito antigas e não cumprem as normas de segurança.

Em dezembro, 11 pessoas morreram em um incêndio em um lar para idosos na região de Ural.

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OMS alerta que pandemia está em ‘ponto crítico’, principalmente na Ásia

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O contraste mostra o panorama variável da pandemia, com países como o Reino Unido, com a campanha de vacinação muito avançada, e outros onde a imunização mal teve início

(crédito: AFP / SILVIO AVILA)

A pandemia de covid-19 entrou em uma fase “crítica” com o aumento dos casos apesar das restrições e das campanhas de vacinação, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (12), com recordes no sul da Ásia, onde se intensificam as medidas para conter o vírus.

Por outro lado, os ingleses retornaram aos espaços abertos dos pubs e aos salões de beleza, depois de passar o inverno (hemisfério norte, verão no Brasil) em confinamento pela pandemia que, do outro lado do mundo, afeta com força a Índia, que nesta segunda-feira se tornou o segundo país com mais contágios ao superar o Brasil.

O contraste mostra o panorama variável da pandemia, com países como o Reino Unido, com a campanha de vacinação muito avançada, e outros onde a imunização mal teve início.

Mais de 2,9 milhões de pessoas morreram no planeta vítimas da covid-19, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A OMS alertou nesta segunda-feira que a pandemia está em um “ponto crítico (…), crescendo exponencialmente”, mas que poderia ser controlada “em alguns meses” se as medidas adequadas forem tomadas.

A Índia (1,3 bilhão de habitantes) registrou um rápido aumento de infecções nas últimas semanas e o número de casos alcançou 13,5 milhões, acima dos 13,48 milhões do Brasil.

“Todo o país foi complacente: permitimos concentrações sociais, religiosas e políticas”, declarou à AFP Rajib Dasgupta, professor de Saúde da Universidade Jawaharlal Nehru. “Ninguém faz fila para o distanciamento social”, afirmou.

Em Bangladesh, a situação também é preocupante. A partir de quarta-feira e durante oito dias os prédios públicos permanecerão fechados, com a paralisação do transporte internacional e doméstico, depois que as infecções por covid-19 multiplicaram por sete em um mês.

Os estabelecimentos comerciais permanecerão fechados, com exceção do setor de alimentação.

Não há outra alternativa para frear a onda de covid-19″, disse Farhad Hossain, ministro adjunto da Administração Pública, antes do anúncio da medida. Bangladesh, com 160 milhões de habitantes, tem o balanço de 685.000 contágios e quase 10.000 mortes.

– Esperança –
Em outras partes do mundo há motivos para esperança.

A partir desta segunda-feira, os ingleses podem comparecer às áreas abertas dos pubs e restaurantes, uma medida bem recebida pelo setor, apesar do frio.

“Tenho certeza que será um grande alívio para os donos de negócios que ficaram fechados durante tanto tempo, e para todos os demais é a oportunidade de voltar a fazer algumas coisas que apreciávamos e que perdemos”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O Reino Unido, que adotou o terceiro confinamento no início de janeiro (e algumas regiões como Londres desde meados de dezembro), registra uma situação de saúde muito melhor.

Atualmente tem menos de 3.000 casos e menos de 50 mortes por dia. Os pacientes internados em hospitais não chegam a 3.000, contra quase 40.000 no pior momento de janeiro.

Quase 60% da população já recebeu a primeira dose da vacina e as autoridades preveem que todos os adultos devem receber uma dose até o fim de julho.

A meta está mantida, apesar das preocupações com os possíveis riscos de trombose vinculados à vacina da AstraZeneca, que ficará reservada às pessoas com mais de 30 anos por precaução.

– Ramadã –
Milhões de fiéis muçulmanos iniciam esta semana o jejum sagrado do Ramadã, um dos cinco pilares do islã. Durante este mês devem abster-se de comer e beber do amanhecer ao entardecer.

Neste período acontecem reuniões e os fiéis comparecem às mesquitas, mas tes ano as autoridades adotaram restrições e pediram que as pessoas rezem em casa.

Na Arábia Saudita, apenas as pessoas vacinadas contra a covid-19 poderão participar na umrah, a pequena peregrinação à Meca, a partir do começo do Ramadã.

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Agente que atirou em jovem em Minneapolis diz que confundiu arma com taser

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Segundo o comandante, o tiro que matou o jovem foi acidental

(crédito: Kerem Yucel / AFP)

O agente que atirou no domingo (11) em um jovem negro nos subúrbios de Minneapolis confundiu sua pistola elétrica de imobilização com sua arma de fogo, segundo um comandante da polícia nesta segunda-feira (12).

O policial pegou sua pistola no lugar do taser”, disse Tim Gannon, o comandante da polícia da cidade de Brooklyn Center em uma coletiva de imprensa. “Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte” de Daunte Wright.

 

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Merkel apoia ideia de “confinamento nacional curto” na Alemanha

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O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo

(crédito: AFP / POOL / Markus Schreiber)

A chanceler Angela Merkel é favorável à aplicação de um “confinamento corto e uniforme” em toda Alemanha, para frear o aumento dos contágios por covid-19, afirmou nesta quarta-feira (7/4) a porta-voz do governo.

“O sistema de saúde está submetido a uma pressão ameaçadora”, advertiu Ulrike Demmer em uma entrevista coletiva. “Por isto se justificam os pedidos de um confinamento curto e uniforme”, afirmou a porta-voz.

O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo.

A taxa de incidência de sete dias alcançou na quarta-feira 110,1 na Alemanha, com 9.677 casos registrados oficialmente e 298 mortes em 24 horas, segundo o Instituto Robert Koch de vigilância sanitária.

“Precisamos de uma incidência inferior a 100”, argumentou Demmer, antes de alertar que os dados atuais provavelmente são parciais devido ao fim de semana prolongado da Páscoa.

Um dos possíveis candidatos a suceder a chanceler, o líder do partido conservador CDU, Armin Laschet, defendeu nos últimos dias um confinamento de “duas ou três semanas” para reduzir a taxa de incidência até que a campanha de vacinação tenha efeito.

Mas ele não explicou as modalidades do eventual confinamento, especialmente no que diz respeito a possíveis novos fechamentos de escolas e creches.

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Deputados birmaneses entregarão à ONU relatório sobre violações dos direitos humanos

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Desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro foram contabilizados quase 2.700 pessoas detidas e muitas que estão desaparecidas

(crédito: Handout / FACEBOOK / AFP)

Um grupo de deputados depostos do partido de Aung San Suu Kyi entregarão à ONU dezenas de milhares de provas de violações dos direitos humanos “em larga escala” em Mianmar, enquanto o comandante da junta militar prometeu resolver a crise “democraticamente”.

Quase 600 civis, incluindo mais de 40 crianças e adolescentes, morreram vítimas da repressão desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro, que derrubou o governo de Suu Kyi, segundo a Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP).

Desde o golpe, quase 2.700 pessoas foram detidas e muitas estão desaparecidas – as famílias e os advogados não têm notícias

“Nosso comitê recebeu 180.000 elementos (…) que mostram violações em larga escala dos direitos humanos por parte dos militares”, afirmaram os deputados do Comitê para a Representação da Pyidaungsu Hluttaw (CRPH, na sigla em inglês), o nome do Parlamento birmanês.

As denúncias incluem execuções extrajudiciais, torturas e detenções ilegais.

As provas serão enviadas ao mecanismo de investigação independente sobre Mianmar da ONU, indicou o CRPH, formado por deputados destituídos da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido de Aung San Suu Kyi, que entraram na clandestinidade.

Nesta quarta-feira aconteceu uma reunião sobre o tema, tuitou o dr. Sasa, enviado especial do CRPH para a ONU.

– “Crimes contra a humanidade” –
O principal especialista independente com mandato da ONU, Tom Andrews, já havia denunciado prováveis “crimes contra a humanidade” em meados de março.

O comandante da junta, Min Aung Hlaing, declarou que resolverá a crise “de forma democrática”, de acordo com declarações publicadas pelo jornal Global New Light of Myanmar, controlado pelo Estado.

O movimento de desobediência civil, com dezenas de milhares de trabalhadores em greve contra o regime militar, “pretende destruir o país (…) paralisando o funcionamento de hospitais, escolas, estradas, escritórios e fábricas”, disse.

O general citou apenas 248 mortes entre os manifestantes desde o golpe e afirmou que 16 soldados faleceram nos protestos – outros 260 ficaram feridos.

Ao mesmo tempo, as forças de segurança prosseguem com a violenta repressão.

Pelo menos três pessoas morreram depois que foram atingidas por tiros e várias ficaram feridas nesta quarta-feira na cidade de Kalay (noroeste). O exército abriu fogo contra os manifestantes que estavam escondidos atrás de barricadas improvisadas.

Os militares “utilizaram lança-foguetes e o número de vítimas pode ser maior”, disse à AFP um membro da associação Women For Justice, que não revelou sua identidade por temer represálias.

O acesso à internet permanece bloqueado para a maior parte da população desde que a junta ordenou a suspesnsão dos dados móveis e as conexões wifi.

Mais de 100 personalidades – cantores, modelos, jornalistas – têm ordens de detenção pela acusação de difundir informações que poderiam provocar motins nas Forças Armadas.

“Quando não encontra as pessoas que procuram o exército toma os parentes como reféns”, afirmou a AAPP. “Muitas pessoas são assassinadas durante os interrogatórios”, completou a ONG.

Apesar da violência, a mobilização pró-democracia não perde força.

Em Mandalay, segunda maior cidade do país, os grevistas protestaram nesta quarta-feira e fizeram o gesto com três dedos, um símbolo da resistência e retirado da série de livros e filmes “Jogos Vorazes”.

Além disso, vários grupos étnicos armados declararam apoio ao movimento pró-democracia.

Mas os generais ignoram as críticas e se aproveitam das divisões da comunidade internacional.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

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