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Bolsonaro falou com Bush sobre eleição na Argentina e investimentos

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Bolsonaro foi ao estado do Texas para receber prêmio que deveria ter sido entregue em Nove York

Aos jornalistas, Bolsonaro disse que o proveito que o Brasil pode tirar da guerra comercial entre chineses e americanos vem de forma “natural” (Carlos Barria/Reuters)

Dallas — O presidente Jair Bolsonaro conversou com o ex-presidente americano George W. Bush, em Dallas, sobre preocupações com a candidatura de Cristina Kirchner na Argentina. Segundo fontes presentes no encontro, os dois também falaram de parcerias no setor de óleo e gás, formas de atrair investimentos de infraestrutura ao Brasil e como o País pode se beneficiar da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Ao sair da reunião, Bolsonaro afirmou que a reunião foi “bastante cordial” e que o americano deu “sinalizações muito grandes de que tem uma grande simpatia e respeito pelo Brasil”.

Segundo ele, Bush sinalizou que Bolsonaro pode achar no Texas investidores e empresários interessados no Brasil, pois estão ligados a uma agenda moral defendida pelo presidente brasileiro. O Texas é um Estado de maioria conservadora e republicana – partido de Bush e do presidente Donald Trump.

Por isso, o time de Bolsonaro vê como um acerto a decisão de viajar ao Texas depois do cancelamento da viagem a Nova York. Bolsonaro receberia o prêmio de personalidade do ano em NY, em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos com investidores. Depois de críticas do prefeito local e boicotes, o brasileiro desistiu de ir a Nova York.

Bush estava acompanhado do seu chefe de gabinete. Na chegada, o ex-embaixador do Brasil nos EUA Cliff Sobel fez a recepção da comitiva brasileira. Sobel foi um dos responsáveis pela articulação do encontro entre Bolsonaro e Bush.

O presidente do Brasil foi ao encontro a pé do hotel em que está hospedado até o escritório político de Bush, em um trajeto de cerca de 300 metros. Ele foi acompanhado dos ministros Augusto Heleno, Ernesto Araújo e Paulo Guedes, além do assessor de assuntos internacionais do Planalto, Filipe Martins. Durante cerca de uma hora, o grupo ficou no escritório do ex-presidente. Depois de uma conversa em conjunto com o grupo, Bolsonaro e Bush tiveram cerca de 10 minutos de conversa reservada, acompanhados por Martins, que fez as traduções.

Ao falar por cerca de quatro minutos com jornalistas, Bolsonaro não detalhou o tema do encontro, mas citou a questão da eleição na Argentina. Segundo ele, “pelo semblante”, Bush demonstrou concordância com o que ele falou. Segundo o presidente, os dois falaram sobre a crise na Venezuela, mas rapidamente o brasileiro passou a tratar da eleição argentina. “Mais importante do que fazer um gol é evitar outro e esse gol contra seria a argentina voltando para as mãos da Kirchner”, disse Bolsonaro.

O presidente brasileiro disse que a eleição de Kirchner geraria “uma nova Venezuela no Sul da América do Sul”. “Gostaríamos que a Argentina não retrocedesse nessa questão ideológica.”

Bush e Trump

“Logicamente, é tradição dos ex-presidentes não se envolver na política atual, nem criticar ou elogiar o presidente de momento. Mas o que ele nos falou mostra uma democracia bastante amadurecida aqui”, afirmou Bolsonaro, sinalizando que Bush não tratou do alinhamento entre o atual governo brasileiro e a gestão do atual presidente Donald Trump. Apesar de ser do mesmo partido de Trump, Bush é um crítico no partido republicano do presidente atual.

Aos jornalistas, Bolsonaro disse que o proveito que o Brasil pode tirar da guerra comercial entre chineses e americanos vem de forma “natural”. O presidente também afirmou que o vice, Hamilton Mourão, tem “toda a liberdade” de tratar de assuntos de política externa na viagem à China. “Nós confiamos na tratativa dele, assim como a senhora ministra da Agricultura se encontra na China neste momento tratando de vários assuntos e coincidentemente temos um pequeno problema econômico Estados Unidos – China”, disse Bolsonaro.

Nesta noite, o presidente brasileiro participa de um jantar privado com empresários. A visita a Dallas, disse o presidente, tem o intuito de “demonstrar o profundo respeito e interesse” entre os dois países e se aproximar dos EUA na área econômica e de direitos humanos.

Manifestações no Brasil e “militantes”

Assim como já havia feito pela manhã, o presidente repetiu que “grande parte” dos que fazem manifestações contra cortes nas verbas para a educação são “militantes”. “O que eu entendo é que grande parte dos que estão lá são militantes. As provas do PISA, que tem a ver com ensino fundamental, mostram a nossa decadência desde os anos 2000, quando começou esse tipo de prova. O que nós queremos é resgatar a educação. Queremos que a garotada, não só no ensino fundamental, o ensino médio em especial, já tenha um curso técnico. E quem puder fazer o ensino superior que tenha um diploma onde realmente esteja apto a exercer aquela profissão”, afirmou Bolsonaro.

Mais cedo, o presidente disse que manifestantes eram “idiotas úteis” e “massa de manobra”. Ele afirmou que está acompanhando os desdobramentos das manifestações através de informações passadas por Heleno e pela internet.

 

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Ibaneis e mais 13 governadores assinam carta contra decreto de armas

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Carta escrita por eles será enviada ao Palácio do Planalto e demonstra ‘preocupação’ dos representantes

O governador do DF, Ibaneis Rocha, é um dos que criticam o decreto de Bolsonaro
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Os governadores de 13 estados e do Distrito Federal querem a anulação do Decreto nº 9.785, por meio do qual o presidente Jair Bolsonaro flexibiliza o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e munições. Em carta a ser entregue ao Palácio do Planalto, os chefes executivos demonstram “preocupação” com as novas regras e pedem que os três poderes atuem para a “imediata revogação” do texto.

O texto declara ainda que a violência e a insegurança afetam grande parte da população, mas que as medidas previstas no decreto não contribuirão para seu combate. “Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo, aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos”, declaram os governadores.

“A grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo”, prossegue a carta (leia a íntegra abaixo).
A carta foi assinada pelos governadores Ibaneis Rocha (DF), Flávio Dino (MA), Wellington Dias (PI), Paulo Câmara (PE), Camilo Santana (CE), João Azevedo (PB), Renato Casagrande (ES), Rui Costa (BA), Fátima Bezerra (RN), Renan Filho (AL), Belivaldo Chagas (SE), Waldez Góes (AP), Mauro Carlesse (TO) e Helder Barbalho (PA).
Na avaliação dos 14 governadores, é necessário melhorar a rastreabilidade das armas de fogo e munições, desde a produção; aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios; enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que “nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime”.

O decreto

O decreto assinado por Jair Bolsonaro em 7 de maio facilita o porte de arma para profissionais como advogados, caminhoneiros, políticos eleitos e jornalistas. Além disso, a compra de fuzis por civis passa a ser permitida.
Desde a publicação, o decreto foi alvo de muitas críticas, incluindo do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou ver inconstitucionalidades na medida e manifestou a intenção de alterá-la.

Já o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação judicial solicitando a suspensão do decreto. Além disso, existem também ações contra o decreto na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira a carta na íntegra:

Como governadores de diferentes estados do país, manifestamos nossa preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.
 
Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.
 
Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.
 
Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.
As soluções para reverter o cenário de violência e insegurança no país serão fortalecidas com a coordenação de esforços da União, Estados e Municípios para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fortalecendo a prevenção focalizada nas populações e territórios mais afetados pela violência e a repressão qualificada da criminalidade.
 
Reforçamos nosso compromisso com o diálogo e com a melhoria da segurança pública do país. Juntos, podemos construir um Brasil seguro para as atuais e futuras gerações.
 
 
IBANEIS ROCHA
 
Governador do Distrito Federal
 
FLÁVIO DINO
 
Governador do Estado do Maranhão
 
WELLINGTON DIAS
 
Governador do Estado do Piauí
 
PAULO CÂMARA
 
Governador do Estado de Pernambuco
 
CAMILO SANTANA
 
Governador do Estado do Ceará
 
JOÃO AZEVEDO
 
Governador do Estado da Paraíba
 
RENATO CASAGRANDE
 
Governador do Estado do Espírito Santo
 
RUI COSTA
 
Governador do Estado da Bahia
 
FÁTIMA BEZERRA
 
Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
 
RENAN FILHO
 
Governador do Estado de Alagoas
 
BELIVALDO CHAGAS
 
Governador do Estado de Sergipe
 
WALDEZ GÓES
 
Governador do Estado do Amapá
 
MAURO CARLESSE
 
Governador do Estado do Tocantins
 
HELDER BARBALHO
 
Governador do Estado do Pará
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Câmara não vai esperar governo para discutir reforma tributária

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Declaração foi dada nesta terça-feira (21/5), pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Felipe Francishini, durante audiência pública para a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019

A Câmara dos Deputados não vai esperar o governo para aprovar a reforma tributária. E o recado veio do correligionário do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR). A declaração foi dada nesta terça-feira (21/5), em audiência pública para a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, em clara resposta ao posicionamento do governo em encaminhar uma reforma tributária após a aprovação da reforma da Previdência.

O posicionamento de Francischini é, também, um recado a correligionários da bancada do PSL. Alguns questionam por que pautar uma matéria sem a participação do governo. A resposta dele dada hoje mostra que, sob os critérios técnicos, legislativos e constitucionais, CCJ tem a autonomia para debater o tema. “O governo vai mandar sua reforma, podendo ser acoplada à Comissão Especial, mas, do ponto de vista da admissibilidade, minha função institucional é pautar os projetos de interesse público”, declarou.

A declaração foi dada depois das explicações técnicas do economista Bernard Appy sobre a PEC em debate. Por mais que o colegiado discuta a admissibilidade, o especialista defendeu não apenas a constitucionalidade da matéria, mas, também, os apontamentos técnicos. Para Francischini, é preciso pôr um fim à crise institucional entre o Legislativo e o Executivo. “Toda hora pequenos focos em redes sociais geram atritos entre governo e Congresso que não existe”, declarou.
O governo vai mandar uma reforma tributária ao Congresso depois que aprovar a reforma da Previdência, informou Bolsonaro ontem no Twitter. Para Francischini, está correto tratar primeiro a proposta que atualiza as regras de aposentadorias. Isso, no entanto, não impede o Parlamento de discutir uma modernização no sistema tributário. “Aqui, como é admissibilidade e enquadramento constitucional, a gente faz”, sustentou.

Sugestões

Eventuais sugestões do governo serão elencadas ao texto na Comissão Especial, disse o presidente da CCJ. Reforçou, contudo, que não vai esperar vir algo do governo. “Até porque eu perguntei a muitos ministros do governo. Mandei o texto da PEC e esperei resposta. Ninguém respondeu se concorda, não concorda. Quando a resposta é a não resposta, eu acredito que concordam. Então, vamos pautar, aprovar a admissibilidade e, na Comissão Especial, vamos fazer o debate sobre como pensam o governo e técnicos”, destacou, advertindo que, para ele, pouco importa se será uma reforma da Câmara ou do governo.
O relator da PEC 45/19, João Roma (PRB-BA), concorda com o posicionamento de Francischini. Disse ter sido questionado se o texto causava atritos, ou mesmo se outra reforma seria feita em substituição à discutida nesta terça. “A matéria tributária é muito ampla e abrangente. Uma coisa não elimina a outra. Tratamos uma faceta do quesito tributário brasileiro que pegamos cinco impostos e transferimos para um apenas. Existem várias outras matérias. Uma, por exemplo, a alíquota do Imposto de Renda. O governo está formulando uma outra atividade”, ponderou.
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Major Olímpio: Bolsonaro toma ‘uma apunhalada pelas costas por dia’ de ‘pseudoaliados’

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Sem citar nomes, o senador criticou parlamentares de DEM, PR, PP e outros partidos

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), criticou nesta terça-feira (21) o que chamou de “pseudoaliados” do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com ele, as manifestações marcadas para o próximo domingo (26) servirão para chamar a atenção da sociedade para a atuação de parlamentares que se dizem a favor do governo, mas estão atuando contra as propostas governistas no Congresso Nacional.

“Pedimos que a população acompanhe como votam e como se posicionam cada um dos parlamentares. Eu respeito a oposição, legítima e democrática, que tem feito um trabalho muito respeitoso com o governo. O que me deixa indignado é o presidente Bolsonaro tomar uma apunhalada nas costas por dia de pseudoaliados ou aliados de ocasião”, declarou, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Sem citar nomes, o senador criticou parlamentares de DEM, PR, PP e outros partidos que teriam declarado apoio à chapa nas eleições e agora estão “dificultando o avanço dos projetos” no parlamento.

“Cada matéria tem um debate e um resultado diferente. Não dá para enquadrar os partidos, tem que ser por convencimento. Vamos ganhar em umas matérias e perder em outras, mas levar essas apunhaladas é muito duro”, completou.

Ainda segundo ele, as manifestações do fim de semana já contam com pautas diferentes das planejadas inicialmente. “É uma manifestação pró-Bolsonaro, contra a corrupção, pela diminuição do Estado e em apoio ao pacote anticrime do governo”, afirmou. “Há segmentos do PSL que não querem participar e respeitamos isso. Mas eu estarei domingo na Avenida Paulista”, concluiu.

*Com Estadão Conteúdo

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