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sábado, 13/06/2026

Autoridades negam segundo caso suspeito de ebola no Brasil

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Um paciente em São Paulo, que apresentava sintomas semelhantes aos do ebola, testou negativo para o vírus, informaram as autoridades de saúde nesta segunda-feira (1º), um dia após um primeiro caso suspeito ser descartado no Rio de Janeiro.

O Brasil aumentou as medidas de precaução depois de identificar dois casos suspeitos no sábado em homens que vieram de países africanos, diante do medo crescente da propagação de um surto fatal do vírus na África Central.

Em São Paulo, o caso de um homem de 37 anos foi descartado para o vírus ebola após os exames não detectarem nenhum material genético do vírus, disse a Secretaria de Saúde do estado em nota.

As autoridades confirmaram que o homem esteve na República Democrática do Congo (RDC), mas não visitou áreas de risco.

O paciente recebeu diagnóstico positivo para meningite, apresentando sintomas semelhantes aos de febre hemorrágica viral, conforme comunicado divulgado no domingo pelo Ministério da Saúde.

Ele foi internado e intubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde chegou em estado grave, com diarreia, confusão mental e rápida piora no quadro clínico.

No Rio de Janeiro, outro homem vindo de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, foi isolado. Ele tinha sintomas virais, como tosse, calafrios e diarreia.

Ele foi diagnosticado com malária e testou negativo para ebola, de acordo com as autoridades.

O Ministério da Saúde afirmou que o risco da doença chegar ao Brasil e à América do Sul continua muito baixo.

A Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional em 17 de maio, um dos níveis mais altos de alerta, devido ao surto de uma rara variante do ebola que afeta a RDC e Uganda.

Mais de 1.100 casos suspeitos foram registrados nesses dois países, incluindo quase 250 mortes, segundo a agência de saúde da União Africana.

Não existem vacinas ou tratamentos específicos para essa variante do vírus chamada Bundibugyo.

O ebola é transmitido pelo contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas, que só transmitem o vírus após apresentarem sintomas. O período de incubação pode durar até três semanas.

AFP

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