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segunda-feira, 04/05/2026

Arte e Cultura Ajudam Saúde Mental no DF com Segunda Edição do Libertarte

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A segunda edição do programa Libertarte começou na última quinta-feira (30), unindo arte, cultura e economia solidária para promover o cuidado livre nos centros de atenção psicossocial (Caps) do Distrito Federal.

O projeto é direcionado a gestores dos Caps e profissionais da saúde mental, oferecendo oficinas que utilizam várias formas de arte e atividades práticas, como jardinagem, pintura e música. Rosângela Fernandes Camapum, coordenadora-geral do projeto, explica que o que é aprendido nas oficinas beneficia todos os usuários dos Caps. “Este projeto busca levar arte e cultura para os usuários de saúde mental em todos os Caps, seguindo a reforma psiquiátrica antimanicomial, promovendo o cuidado em liberdade e complementando o tratamento médico de maneira livre, onde os usuários participam ativamente do próprio cuidado”, reforça ela.

Jamila Zgiet, diretora substituta de Atenção Psicossocial, destaca que as oficinas visam formar profissionais capacitados para um cuidado terapêutico focado na liberdade do usuário. “A ideia é criar grupos que possam continuar ativos nos Caps, aprofundando os temas e mantendo as oficinas mesmo após a saída dos terapeutas”, explicou.

Zgiet ressalta que as oficinas ajudam a garantir a continuidade do tratamento dos usuários. “Essas atividades têm um propósito terapêutico e produtivo, focando na autonomia dos usuários para que eles desenvolvam potencial terapêutico e possam se inserir no mercado de trabalho e gerar renda”, destacou.

O projeto é uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília e a Secretaria de Saúde (SES-DF). Oficineiros dedicados a atividades artísticas e produtivas são responsáveis por implementar as oficinas de arte, cultura e geração de renda, além de aprimorar e expandir o que já é realizado nos centros.

Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília, enfatizou que a iniciativa tem sido aplicada em outros estados do país. “Este espaço é para compartilhar tecnologias sociais. O que desenvolvemos com os profissionais das oficinas é levado para outras regiões do país”, destacou.

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