A busca pelo corpo ideal tem levado a um aumento nos transtornos alimentares, um problema que vai além da estética e impacta a vida social e emocional de muitas pessoas. Essa preocupação excessiva com a aparência foi o foco de um encontro promovido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que reuniu especialistas para discutir os sinais, riscos e a importância do acolhimento qualificado para quem sofre com essas questões.
Durante o evento Educa em Ação, os profissionais Ramon Batista, nutricionista clínico e esportivo, e a assistente social Natália Barreto destacaram os efeitos físicos e emocionais dos transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia. Eles ressaltaram a necessidade de um trabalho integrado e humanizado na abordagem desses pacientes, entendendo que a valorização do corpo influencia o modo como as pessoas são tratadas e vistas pela sociedade.
Para Maxsuel Dias, enfermeiro responsável pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), a educação permanente dos profissionais de saúde é essencial para um cuidado mais acolhedor e eficaz. Ele frisou que romper com estereótipos e enxergar o paciente em sua totalidade, incluindo suas dificuldades e histórias pessoais, é o caminho para a melhoria da assistência.
Esse movimento pelo conhecimento e pela humanização reforça que é possível enfrentar os desafios causados pela pressão social do corpo perfeito, promovendo saúde e bem-estar de forma mais consciente e respeitosa.
