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quarta-feira, 24/06/2026

Governo investe em mais radioterapia no SUS e compra 20 aparelhos de ressonância

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O governo federal divulgou um pacote de ações para melhorar o atendimento especializado no SUS, destinando R$ 182,2 milhões para oncologia e exames de imagem. As ações incluem a entrega de aceleradores lineares em São Paulo, Mato Grosso, Ceará e Piauí, a aquisição de 20 aparelhos de ressonância magnética e a inclusão da Casa de Saúde Santa Marcelina no programa Agora Tem Especialistas.

No Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregaram um acelerador linear moderno. O equipamento custou R$ 7,3 milhões e pode fazer até 1.000 tratamentos de radioterapia por ano. A unidade também recebeu a certificação de Hospital de Ensino Nível 1.

Ao mesmo tempo, outras cidades ganharam equipamentos para ampliar a radioterapia. Em Sinop (MT), o Hospital Santo Antônio recebeu um acelerador linear financiado com R$ 17,5 milhões do Novo PAC Saúde. Em Fortaleza (CE), o Instituto do Câncer do Ceará – Hospital Haroldo Juaçaba foi beneficiado com um aparelho no valor de R$ 7 milhões. O Hospital São Marcos, em Teresina (PI), recebeu um investimento de R$ 15,5 milhões para modernizar a radioterapia.

O ministério explicou que a expansão visa descentralizar a radioterapia, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes e facilitando o acesso ao tratamento. No país, foram adquiridos 155 aceleradores lineares desde 2023, com previsão de entrega de 70 até 2026, sendo 44 já inaugurados.

Nesta terça-feira, Lula e Padilha também assinaram o contrato para comprar 20 aparelhos de ressonância magnética, com investimento de R$ 111,7 milhões. Os equipamentos serão enviados para 15 estados em todas as regiões do Brasil.

Além disso, a Casa de Saúde Santa Marcelina aderiu ao programa Agora Tem Especialistas, que permite que hospitais privados e filantrópicos ofereçam atendimentos especializados aos pacientes do SUS e utilizem esses atendimentos para compensar dívidas tributárias ou reduzir tributos federais futuros.

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