A Procuradoria-Geral da Alemanha está investigando um ataque cibernético que afetou ministros e parlamentares alemães através do aplicativo de mensagens Signal.
De acordo com a revista alemã Der Spiegel, membros de quase todas as bancadas do Parlamento foram alvo dos ataques, incluindo a presidente do Bundestag Julia Klöckner.
As contas da ministra da Educação Karien Prien e da ministra da Construção Verena Hubertz também foram invadidas. Autoridades da Otan sofreram ataques similares.
O Signal é conhecido por sua criptografia e segurança, mas os hackers têm usado técnicas de phishing para enganar os usuários e acessar seus dados, sem atacar o aplicativo diretamente.
Os hackers enviam mensagens pedindo que os usuários revelem PINs, cliquem em links ou escaneiem códigos QR, o que permite que eles entrem em grupos de conversa e assumam identidades falsas.
Quando bem-sucedidos, os invasores têm acesso a fotos e arquivos compartilhados no Signal e podem se passar pela pessoa invadida.
Não está claro quais informações foram acessadas, mas sabe-se que o grupo do gabinete no Signal inclui o chanceler federal alemão Friedrich Merz, cujo aparelho não foi afetado.
O Departamento Federal de Proteção da Constituição da Alemanha alertou parlamentares sobre a possibilidade de grupos no Signal estarem sendo monitorados de forma discreta.
A investigação do órgão começou em fevereiro, após alertas sobre ataques a contas do Signal de políticos, militares e jornalistas investigativos.
Apesar de ainda não ter identificado os responsáveis, o governo alemão atribui o ataque à Rússia. Fontes oficiais afirmam que a campanha de phishing contra o Signal provavelmente tem suporte estatal russo.
Marc Henrichmann, presidente da Comissão de Controle Parlamentar do Bundestag, também acusa a Rússia de ser a origem dos ataques.
Incidentes semelhantes foram registrados no Reino Unido e na Holanda desde 2025, indicando uma ofensiva contínua.
