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Alemanha alerta para ceticismo da Europa sobre acordo com o Mercosul

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Acordo foi assinado no ano passado entre a União Europeia e o Mercosul. mas para ser validado, ainda deve ser ratificado por todos os parlamentos

Desmatamento: acordo UE-Mercosul concentra os ataques de ambientalistas, que denunciam a maior abertura dos mercados europeus à carne sul-americana (Michal Fludra/NurPhoto/Getty Images)

Os ministros da Agricultura europeus estão “muito, muito céticos” sobre o futuro do vasto acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países sul-americanos do Mercosul, afirmou nesta terça-feira (1) a ministra alemã Julia Klöckner, que apontou para o desmatamento no Brasil.

“Nós, os ministros da Agricultura (dos 27) somos muito, muito céticos sobre isso (a ratificação do acordo). E eu realmente posso falar por praticamente todos os ministros aqui presentes”, declarou Klöckner em Koblenz (oeste da Alemanha) antes da abertura de uma reunião informal dos ministros da Agricultura e da Pesca dos Estados membros da UE.

Esse vasto acordo de livre comércio foi assinado no ano passado entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas para ser validado definitivamente, ainda deve ser ratificado por todos os parlamentos nacionais.

No entanto, os Parlamentos austríaco e holandês rejeitaram o acordo em sua forma atual. Outros países como Bélgica, França, Irlanda e Luxemburgo mostraram-se relutantes.

Por muito tempo entre os grandes promotores deste acordo, que abriria mercados para sua poderosa indústria exportadora, Berlim recentemente mudou sua postura.

“Vemos no Brasil que a floresta (amazônica) está sendo queimada para dar lugar a terras agrícolas o mais rápido possível” e cujas safras “são então vendidas em nossos mercados – onde nossos fazendeiros não conseguem competir (…) É uma distorção da concorrência”, insistiu Klöckner.

“Não vejo uma ratificação do acordo do Mercosul neste momento. Tenho razões muito específicas pelas quais sou extremamente cética”, insistiu a ministra alemã, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE desde julho.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou pela primeira vez em 21 de agosto “sérias dúvidas” sobre o acordo comercial, apontando para o “contínuo desmatamento” e “incêndios”, que aumentaram nas últimas semanas na Amazônia.

O acordo UE-Mercosul concentra os ataques de ambientalistas, que denunciam a maior abertura dos mercados europeus à carne sul-americana, enquanto a pecuária é responsável por 80% do desmatamento na Amazônia, segundo a organização WWF.

Para responder a essas críticas, um capítulo abordando a “conservação florestal” foi incluído no texto final.

O presidente francês, Emmanuel Macron, ameaçou não ratificar o acordo se o governo brasileiro de Jair Bolsonaro não tomar as medidas necessárias para proteger a maior floresta tropical do mundo.

No entanto, os incêndios na Amazônia aumentaram 28% em julho de 2020, em comparação com julho de 2019.

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Economia

Impacto da Covid na economia alemã pode ser menor do que o temido

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Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do BCE, parece ter amortecido o impacto da pandemia

Terminal portuário em Haburgo, Alemanha (Fabian Bimmer/Files/Reuters).

 

A Alemanha pode resistir à recessão provocada pela pandemia melhor do que o esperado, sugeriram indicadores do setor privado nesta terça-feira, em um sinal de esperança para a economia que tradicionalmente serve como motor de crescimento da Europa.

Com boa parte da atividade econômica ainda restringida pela Covid-19, o governo da Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do Banco Central Europeu, parece ter amortecido o impacto da pandemia.

A projeção para o Produto Interno Bruto agora é de contração de apenas 5,2% neste ano, disse o instituto Ifo, mais otimista do que sua estimativa anterior de queda de 6,7% e da previsão do banco central de contração de 7,1%.

“O declínio no segundo trimestre e a recuperação estão atualmente se desenvolvendo mais favoravelmente do que esperávamos”, disse o economista-chefe do Ifo, Timo Wollmershaeuser.

Para 2021, o instituto cortou sua previsão de crescimento de 6,4% para 5,1%, mas mesmo isso indica que a economia da Alemanha pode ficar próxima do nível pré-crise ao final do próximo ano. O BCE ainda espera que a zona do euro como um todo precise de mais um ano para compensar o declínio.

Parte da melhoria prevista partiu do consumo inesperadamente resiliente, e a associação de varejo HDE disse que espera que as vendas nominais no varejo cresçam 1,5% este ano, uma revisão para cima acentuada de sua estimativa anterior de queda de 4%.

(Reportagem de Michael Nienaber)

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Precisamos que a dívida seja vista como estável ao longo do tempo. Precisamos de reforma emergencial, no curto prazo, administrativa”, diz ex-chefe do BC

Ex-presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn: “A taxa de juros não ficará em 2%, mas não voltará mais a dois dígitos” (Adriano Machado/Reuters)

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PIB argentino sofre queda histórica de 19,1% no 2º tri

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Bandeira argentina com a frase: “força, Argentina” em rua com comércio fechado em Buenos Aires. 20 de junho de 2020. (Ricardo Ceppi/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou contração de 19,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2019, de acordo com cálculos preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), divulgados nesta terça-feira, 22.

Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica teve retração de 16,2%. No semestre como um todo, a queda foi de 12,6%.

Segundo a instituição, o desempenho negativo foi puxado pelos setores de hotéis e restaurantes, que tiveram tombo anualizado de 73,4%, seguido por atividades de serviços comunitários sociais e pessoais (-67,7%).

“As restrições globais à circulação de pessoas com objetivo de mitigar a pandemia de covid-19 afetam a um conjunto significativo de atividades econômicas em todos os países”, destaca o Indec, em relatório.

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Economia

Proposta de reforma administrativa pode ser ampliada, diz secretário

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Segundo o secretário especial de Desburocratização, o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação

Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade (Leandro Fonseca/Exame)

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, afirmou nesta terça-feira que o governo optou por não encaminhar uma reforma administrativa que afetasse todos os servidores dos demais Poderes (Legislativo e Judiciário) para evitar o que chamou de “judicialização precoce”, mas ele afirmou que o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação.

“Não mandamos uma reforma (administrativa) pronta, mandamos um arcabouço para que aconteça o que chamamos de uma reforma da nova administração pública”, afirmou Paes de Andrade em live promovida pela corretora Necton.

A proposta de reforma apresentada pela equipe econômica no início deste mês poupou parlamentares, magistrados e militares de medidas destinadas a restringir uma série de benefícios, como férias de mais de 30 dias e aposentadoria compulsória como punição.

 

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Economia

Espanha enfrenta problema incomum: como gastar bilhões contra a crise

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Absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio para o país, que não consegue aprovar orçamento anual desde 2016 por causa de uma paralisia política

Madri, Espanha 31/7/2020 (Javier Barbancho/Reuters)

Depois de garantir uma porção generosa dos fundos de recuperação da União Europeia para combate à crise do coronavírus, a Espanha enfrenta um problema inusitado — como fazer uso de todo o dinheiro, disseram fontes do governo à Reuters.

“Esta não é uma crise de dinheiro, é uma crise de ideias”, disse uma das fontes, referindo-se a projetos de investimento concretos para ajudar a economia a sair de uma recessão recorde.

Em um país que não conseguiu aprovar um orçamento anual desde 2016 por causa de uma prolongada paralisia política, a necessidade de absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio, disseram as fontes.

A Espanha foi especialmente atingida pela pandemia. O país registrou mais de 640 mil casos de Covid-19, o maior número de infecções na Europa Ocidental, e a doença matou mais de 30 mil vidas espanholas.

A economia espanhola despencou 18,5% no segundo trimestre, contração superada na Europa apenas pelo Reino Unido.

Para ajudar a Espanha a se recuperar, o país receberá cerca de 140 bilhões de euros em subsídios e empréstimos do pacote de recuperação do coronavírus da UE, de 750 bilhões de euros.

Isso inclui 43 bilhões de euros em subsídios apenas nos próximos dois anos — o equivalente a cerca de 8% das despesas anuais.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

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