16 C
Brasília
quinta-feira, 23/04/2026

Vorcaro será levado a hospital para exames após passar mal na PF

Brasília
nublado
16 ° C
16 °
16 °
91 %
1.8kmh
86 %
qui
29 °
sex
25 °
sáb
26 °
dom
28 °
seg
28 °

Em Brasília

O banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, deverá ser encaminhado a um hospital nesta quinta-feira para a realização de exames médicos. A saída foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa.

Recentemente, Vorcaro apresentou um quadro de hematúria, que é a presença de sangue na urina, e recebeu atendimento médico mesmo estando na prisão. Os exames ocorrerão no hospital DF Star, próximo à sede da PF, e o transporte será organizado pela Polícia Federal. Por questões de segurança, o STF não divulgou o horário da transferência.

Caso Banco Master

Daniel Vorcaro está preso há cerca de 50 dias, acusado em uma investigação que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A operação, chamada Compliance Zero, investiga irregularidades bilionárias praticadas na instituição financeira.

  • Vorcaro é fundador e principal controlador do Banco Master, que ganhou espaço no mercado financeiro oferecendo CDBs com juros acima da média, atraindo cerca de R$ 50 bilhões em investimentos.

  • Parte dos recursos captados foram aplicados em ativos de baixa liquidez, aumentando o risco das operações.

  • As autoridades identificaram indícios de esquema com emissão de títulos falsos, operações simuladas e ocultação de recursos por meio de empresas intermediárias.

  • Diante das irregularidades, o Banco Central decretou a liquidação do banco em novembro de 2025, encerrando suas atividades.

  • Vorcaro foi preso no mesmo mês no aeroporto de Guarulhos ao tentar deixar o país e, após breve liberdade com tornozeleira eletrônica, foi novamente detido em março durante uma nova fase das investigações.

  • As apurações indicam também envolvimento com corrupção de autoridades, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas e ameaças a jornalistas, ampliando a investigação para além da área financeira e afetando aspectos políticos e institucionais.

Segundo as investigações, o banco teria vendido títulos de crédito falsos e realizado pagamentos ilegais a agentes públicos. Há ainda relatos da existência de uma espécie de “milícia privada” para monitorar pessoas ligadas ao grupo.

Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, já tendo assinado um termo de confidencialidade. A intenção é colaborar apresentando nomes, documentos e provas que podem envolver integrantes dos Três Poderes, buscando assim reduzir a pena.

As autoridades analisam informações extraídas de celulares apreendidos para identificar todos os envolvidos no esquema. Embora a colaboração seja fundamental para os investigadores, as provas concretas ainda são necessárias para qualquer responsabilização.

Veja Também