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domingo, 17/05/2026

UnB desenvolve tratamento com laser e ultrassom para cuidados neonatais

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Em Brasília

Um estudo realizado na Universidade de Brasília (UnB), na Faculdade de Ceilândia, está testando o uso de laser de baixa intensidade e ultrassom em unidades de terapia intensiva para recém-nascidos no Distrito Federal. O projeto, chamado Luar, é patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e coordenado pela professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro.

A pesquisa investiga duas áreas principais. Primeiro, o laser é usado em bebês que passaram por cirurgias para doenças graves, como gastrosquise, obstrução intestinal, enterocolite e problemas no ânus. Conforme explicado pela coordenadora, o laser pode ajudar na cicatrização, diminuir inflamações, reduzir complicações após a cirurgia e acelerar a alta hospitalar.

Em segundo lugar, o estudo analisa o uso do ultrassom durante a colocação do cateter Picc, um tubo inserido em bebés muito doentes. Com a imagem em tempo real, os profissionais conseguem ver os vasos sanguíneos, diminuir a quantidade de tentativas para colocar o cateter e identificar problemas rapidamente.

Os trabalhos foram feitos diretamente nas UTIs neonatais dos hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando os bebês durante a internação. No caso do laser, as aplicações foram feitas logo após a cirurgia, com monitoramento dos sinais vitais e registros fotográficos da cicatrização. No estudo do ultrassom, os profissionais acompanharam várias colocações do cateter Picc com auxílio da imagem em tempo real.

Além do cuidado clínico, o projeto ressalta o papel da enfermagem em aplicar novas tecnologias na saúde. Os enfermeiros participaram de treinamentos teóricos e práticos, e a equipe elaborou protocolos clínicos, materiais educativos e procedimentos específicos para o ambiente neonatal.

A pesquisadora destaca que o objetivo é aproximar ciência, tecnologia e cuidado clínico para melhorar a assistência aos recém-nascidos. Os resultados estão sendo apresentados em congressos e publicados em revistas especializadas, e a equipe acredita que existe potencial para expandir o uso dessas tecnologias na assistência neonatal do Brasil.

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