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Saúde

Um potencial remédio contra dependência de maconha feito com… maconha

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O medicamento atua nos mesmos mecanismos cerebrais que a droga em si para reduzir a vontade de fumar e os sintomas de abstinência

Componentes da maconha podem ajudar a atenuar a dependência por… maconha! (Ilustração: Marcelo Garcia/SAÚDE é Vital)

A maconha é a terceira substância psicoativa mais utilizada do mundo, atrás apenas do álcool e do cigarro. Embora aparentemente seja menos tóxica que outras drogas ilícitas, fumá-la com frequência pode culminar em dependência química e outros problemas, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Estima-se que a dependência dê as caras em até 10% dos usuários. Atualmente, não há um remédio específico para frear a vontade incontrolável – mas uma opção desponta no mundo científico.

Trata-se do nabiximol, um spray aplicado embaixo da língua que contém 2,7mg de THC (tetrahidrocanabinol) e 2,5mg de CBD (canabinol). Sim, estamos falando dos dois principais componentes da maconha. Para ter noção, um baseado – o nome popular do cigarro feito com a dita cuja –, carrega entre 10 e 15mg de THC.

O nabiximol foi apresentado ao mundo pela primeira vez em 2005. Ele é o primeiro remédio à base de cannabis, empregado como uma opção para tratar dores e espasmos da esclerose múltipla.

Mas, no caso da dependência por maconha, o raciocínio no seu uso é o mesmo dos fármacos que combatem o tabagismo. Ou seja, ele oferece ao corpo uma versão mais segura e menos concentrada dos compostos da droga em si. A partir daí, a fissura seria aplacada paulatinamente.

O estudo em si

Pesquisadores australianos testaram o nabiximol em 128 homens e mulheres dependentes de maconha, com idade média de 35 anos, que buscavam ajuda para reduzir o consumo. Eles foram divididos entre o grupo placebo e o que tomava o medicamento de verdade, com até 32 borrifadas permitidas ao dia – na média, foram 18.

O tratamento durou 12 semanas e incluiu, para todos os voluntários, sessões de psicoterapia e avaliações clínicas semanais. No fim do trabalho, o grupo que usou o spray com nabiximol teve menos recaídas e relatou fumar recreativamente em 41% dos dias. Já o pessoal que recebeu o placebo acendeu um baseado em 63% dos dias.

Como as outras intervenções foram iguais nas duas turmas, essa diferença pode se justificar pelo medicamento, que não demonstrou efeitos adversos relevantes. Já problemas relacionados ao uso constante da droga, como sintomas de abstinência, irritabilidade e desejo intenso, melhoraram nos dois grupos, talvez por conta da psicoterapia e de outras abordagens.

Os achados foram publicados recentemente no respeitado periódico JAMA Internal Medicine. No texto, os autores também apresentaram limitações para o trabalho, como uma taxa de retenção relativamente baixa, de 50%.

Em outras palavras, metade dos voluntários dos dois grupos abandonaram a investigação antes que ela acabasse. Portanto, mais pesquisas são necessárias para entender o comportamento do usuário, as melhores abordagens para o tratamento e até mesmo o mecanismo que explica o potencial do nabiximol.

Os riscos da erva

A dependência, o principal deles e que leva aos outros problemas de saúde, ocorre quando o cérebro se acostuma com doses elevadas da droga e fica menos sensível aos endocanabinoides – moléculas produzidas pelo próprio organismo que ativam os mesmos receptores da maconha no cérebro.

Pois é: o corpo produz partículas relativamente parecidas com as da Cannabis sativa para instigar sensações como a do prazer e do bem-estar. De alguma forma, o consumo contínuo da maconha interfere nesses mecanismos naturais.

Com a dependência, aumenta o risco de infarto, derrame e infertilidade, por exemplo. É possível ainda que fumar a droga desencadeie crises de esquizofrenia em pessoas com predisposição para o quadro, assim como eventuais alucinações.

O ato de fumar a erva em si também é problemático. A longo prazo, a fumaça quente e repleta de substâncias danificaria as vias aéreas. Ou seja, ela pode aumentar a probabilidade de câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pigarro e infecções pulmonares.

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Saúde

Brasil volta a ter menor média móvel de óbitos por covid-19 desde maio

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O país tem um total de 156.528 óbitos e 5.355.650 casos confirmados da doença. Nas últimas 24 horas foram mais 566 vítimas

Covid-19: Brasil voltou a ter menor média móvel de óbitos por covid desde maio, com 471 por dia (Pedro Vilela/Getty Images)

O Brasil tem 156.528 óbitos e 5.325.682 casos confirmados de covid-19, segundo levantamento dos veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgado nesta sexta-feira, 23.

O balanço, atualizado às 20 horas, mostra que no período de um dia foram registradas 566 vítimas e 29.968 testes reagentes para o coronavírus.

Os dados são compilados pelo consórcio de imprensa que reúne UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

A média móvel, que contabiliza o número de casos dos últimos sete dias, foi de 22.011 por dia. Isso significa uma variação de -12% em relação à semana anterior.

Testes da vacina de Oxford da covid-19 são retomados

Os testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus da universidade britânica de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca tiveram permissão para ser retomados nos Estados Unidos após uma pausa de mais de um mês. O Food and Drugs Administration ainda não havia permitido que os estudos voltassem a acontecer depois que um paciente apresentou um efeito colateral grave, mesmo com a confirmação do comitê de que ele não tinha relação com a vacina experimental.

Anvisa autoriza compra de 6 milhões de doses da Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira a importação de 6 milhões de doses da vacina para covid-19 fabricada pela chinesa Sinovac, em atendimento a pedido feito em caráter excepcional pelo Instituto Butantan, informou o órgão regulador em comunicado.

A vacina desenvolvida pela Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Butantan, encontra-se atualmente em estágio final de estudo clínico com milhares de voluntários. O possível imunizante ainda não tem registro sanitário para aplicação no Brasil.

(Com informações da Agência Estado)

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Transfusão de plasma pode não ser tão eficaz para tratar a covid-19

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Estudo realizado na Índia questiona a eficácia da técnica que está sendo utilizada para tratar pacientes com o novo coronavírus

Transfusão de plasma: tratamento tem sido utilizado em pacientes com o novo coronavírus (Anadolu Agency/Getty Images)

Um estudo realizado na Índia e publicado na quinta-feira (22) aponta que o uso da técnica de transfusão de plasma sanguíneo como forma de tratar pacientes diagnosticados com a covid-19 pode não ser tão eficaz como se imagina. De acordo com os pesquisadores, a transfusão não diminui as chances de piora do quadro de saúde dos pacientes.

“O plasma de convalescentes mostrou eficácia limitada” em relação ao tratamento de novos pacientes infectados com a doença, informa a pesquisa que foi publicada na revista científica British Medical Journal. A prática é eficaz no tratamento do Ebola ou da SARS, mas não do novo coronavírus. Cansaço? Estafa? Burnout? Faça da pandemia uma oportunidade de reset mental.

Conforme relatado no The Guardian, a tese ainda carece de mais fontes. Dessa forma, novos estudos em relação ao tema devem ser feitos antes que autoridades médicas mudem os tratamentos aplicados atualmente. Isso porque os testes foram feitos em uma escala pequena e, por isso, podem não ser tão conclusivos.

Foram testados 464 pacientes adultos, sendo que 229 pacientes foram tratados com cuidados habituais e outros 235 receberam transfusões de plasma. Entre os participantes que pioraram ou morreram da doença após quase um mês, 44 pertencem ao primeiro grupo e outras 41 pessoas pertencem ao segundo grupo. Números semelhantes.

O estudo, porém, relata que as transfusões de plasma entre os pacientes tiveram efeito positivo na melhora dos sintomas relacionados com dificuldades respiratórias e fadiga enquanto o vírus SARS-CoV-2 ainda estava em seu estágio inicial de infecção, nos primeiros sete dias.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo concordam que é preciso que sejam feitas novas análises sobre o tema. Vale lembrar que uma pesquisa com 136 pacientes no Hospital Metodista de Houston, no Texas, mostrou uma redução considerável no número de mortes de pacientes de covid-19 que receberam plasma com altos níveis de anticorpos.

 

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Saúde

Novo estudo aponta que anticorpos da covid-19 podem durar até 7 meses

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Os pesquisadores também descobriram que a severidade da doença, mais do que a idade, pode afetar diretamente a produção de anticorpos

Coronavírus: doença já deixou mais de 1 milhão de mortos no mundo (Kiyoshi Hijiki/Getty Images)

 

A maior prevalência de anticorpos em estágios iniciais da pesquisa havia sido encontrada em homens, mas o fator gênero foi equilibrado ao longo dos meses após uma infecção pelo SARS-CoV-2. Na fase aguda da resposta do sistema imunológico do corpo humano, o time de pesquisadores observou que a produção de anticorpos era maior naqueles que apresentavam casos graves da doença. Nenhuma diferença relevante entre idades foi encontrada.

“Nosso sistema imunológico reconhece o vírus como prejudicial e produz uma resposta de anticorpos contra ele, o que ajuda a combatê-lo. Nossos resultados mostram um padrão clássico de um aumento rápido de anticorpos nas primeiras três semanas depois dos primeiros sintomas da doença, como o esperado, e existe uma redução depois”, explicou o coautor do estudo Marc Veldhoen.

Em parceria com o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), os pesquisadores também avaliaram a função dos anticorpos na neutralização do vírus. Apesar da redução nos níveis, os resultados mostraram que os anticorpos eram neutralizantes robustos.

A ideia é que, nos próximos meses, eles continuem a monitorar os pacientes para entender melhor quanto tempo os anticorpos podem realmente durar e quando o risco de reinfecção pode ser apresentado.

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Pnad Covid-19: Brasil testou apenas 10% da população

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De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE, até o mês de setembro, quase 22 milhões de brasileiros fizeram teste para saber se estavam com a doença

(crédito: Breno EsakiCBD.A Press)

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que, até o mês de setembro, 21,9 milhões de brasileiros fizeram algum teste para saber se estavam infectados pelo novo coronavírus. Desses, 4,8 milhões receberam diagnóstico positivo. O resultado também mostrou um aumento em relação a agosto, que contabilizou 17,9 milhões de pessoas testadas.

O Distrito Federal foi a unidade federativa que mais realizou testagens de covid-19, representando 22% de todos os exames no país. Em seguida aparece Piauí e Goiás, com 17% e 16%, respectivamente. O estado de Pernambuco foi o que menos testou para a doença, alcançando um percentual de 6,8%, o Acre aparece em seguida, com 6,9%, e Minas Gerais, com 7,8%.

Em relação ao tipo de teste, o rápido, feito com a coleta de sangue por um furo no dedo, foi o mais procurado, com 9,8 milhões de testagem e 17,3% de resultados positivos. Em seguida, oSWAB ou RT-PCR, que usa secreção nasal ou oral para diagnóstico, foi realizado por 8,8 milhões de pessoas. Desses, 25,9% obtiveram resultado positivo. O teste com coleta de sangue no braço foi feito por 6,3 milhões de brasileiros e 25,6% tiveram a doença confirmada.

Atendimento

A pesquisa também indicou que 9,2 milhões de pessoas (4,4% da população) apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais em setembro. Desses, 24,1% procuraram atendimento em alguma unidade de saúde. Das pessoas que apresentaram sintomas que se enquadram em síndrome gripal, 56,7% eram mulheres, 47,5% tinham entre 30 e 59 anos e 55,7% se declararam de cor preta ou parda.

O mês analisado pela Pnad contabilizou 46,7 milhões de pessoas com alguma doença crônica, cerca de 22,1% da população. A incidência de coronavírus nessa população foi de 3,0%, de acordo com a pesquisa.

 

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ANS encerra amanhã consulta sobre boas práticas em parto

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Sociedade pode colaborar com sugestões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerra amanhã (23) consulta pública sobre boas práticas em parto adequado no Brasil. A sociedade pode colaborar com sugestões para alteração da Resolução Normativa 440 da agência, que instituiu o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde.

Estão sendo propostas as inclusões de dois anexos à resolução: o manual de certificação e o glossário de boas práticas em parto adequado. Além disso, está sendo colocada em discussão uma nota técnica sobre o impacto regulatório da certificação de boas práticas em atenção ao parto e nascimento.

A certificação é uma proposta do Movimento Parto Adequado, que prevê um selo de qualidade, a participação das mulheres e audiências públicas, além da divulgação de informações. A ideia é aumentar a qualidade da atenção à mãe e ao bebê oferecida pelas operadoras de planos de saúde.

As contribuições poderão ser enviadas até esta sexta-feira (23) pelo site da ANS.

 

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Saúde

Vacina contra Covid-19: UnB amplia critérios para participação nos testes no DF

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Agora, profissionais de saúde que já tiveram Covid-19 podem se inscrever para pesquisa. Vacina chinesa virou motivo de polêmica após presidente cancelar acordo para aquisição.

Infectologista Gustavo Romero, coordenador do ensaio clínico da vacina contra o coronavírus no DF — Foto: HUB/Divulgação

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) ampliaram os critérios para participação nos testes de uma vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac Biotech. Segundo os responsáveis, ainda há 150 vagas disponíveis para voluntários.

Inicialmente, só podiam participar profissionais de saúde maiores de 18 anos, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 e não tivessem sido infectados pela doença. Agora, também podem se inscrever aqueles que já foram diagnosticados com o vírus, com ou sem sintomas (veja mais abaixo).

A mudança nos requisitos para os testes da CoronaVac foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na última semana, o imunizante chinês virou alvo de polêmica após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelar um acordo para aquisição da vacina.

Testes na capital

Os testes com a vacina chinesa começaram no DF em 5 de agosto. Até esta quarta-feira (21), 700 voluntários foram incluídos no estudo. O Hospital Universitário de Brasília (HUB) é um dos 12 centros no Brasil que participam do ensaio clínico, coordenado pelo Instituto Butantan.

De acordo com o coordenador da pesquisa no DF, Gustavo Romero, os resultados obtidos até agora são “bastante positivos”.

“Conforme dados divulgados recentemente pelo Instituto Butantan, a análise preliminar do estudo demonstrou resultados promissores em relação à segurança da vacina”, afirma.

Para participar, é preciso preencher o formulário online, que funciona como uma plataforma de triagem, avaliando se o candidato cumpre os requisitos para o estudo.

Após o pré-cadastro, o interessado deve enviar um e-mail para o endereço informado e a equipe que integra a pesquisa entrará em contato com cada profissional para confirmar os dados e agendar o atendimento no Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde são realizados os testes.

A pesquisa é direcionada a profissionais de saúde que cumpram os seguintes requisitos:

  • Tenham mais de 18 anos;
  • Trabalhem em serviço de saúde atendendo pessoas com Covid-19;
  • Tenham registro no conselho profissional regional;
  • Não apresentem doença crônica;
  • Se mulher, não estejam gestantes;
  • Não participem de outro ensaio clínico.

Ao aceitar participar da pesquisa, o voluntário assina um termo de consentimento e se compromete a comparecer ao HUB periodicamente, durante doze meses, para acompanhamento da saúde. O voluntário aprovado receberá duas doses do material, com intervalo de 14 dias

Metade dos participantes não vai tomar a vacina, mas um placebo, para fazer parte do “grupo de controle”, que servirá de base para que os pesquisadores identifiquem os efeitos da composição em quem, efetivamente, recebeu as doses.

Ministério da Saúde e a “vacina chinesa”

Na terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou, em reunião com governadores, que a União compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. No entanto, nesta quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua página no Facebook, que o Brasil não vai comprar “a vacina da China”.O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, havia dito que, quando a vacina fosse aprovada, as doses seriam distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que há décadas é responsável por campanhas nacionais de vacinação.

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse Pazuello na terça-feira.

No entanto, após a manifestação do presidente, o Ministério da Saúde mudou o tom e disse que “não há intenção de compra de vacinas chinesas” contra a Covid-19.

A Sinovac tem um acordo com o governo de São Paulo para fornecimento da vacina pronta e, também, para a transferência da tecnologia de produção para o Instituto Butantan.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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