O prazo estabelecido por uma lei dos Estados Unidos, que obriga o presidente a solicitar autorização do Congresso para manter intervenções militares por mais de 60 dias, termina nesta sexta-feira, 1º de maio. Essa lei visa garantir que apenas o Congresso tenha o poder de declarar guerras, conforme a Constituição americana.
No entanto, o governo do presidente Donald Trump informou que pode continuar os ataques contra o Irã sem o aval do Congresso, a fim de forçar negociações com Teerã. O regime iraniano, que recentemente ativou seu sistema de defesa antiaérea, prometeu uma resposta prolongada e dolorosa.
Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o relógio dos 60 dias estaria suspenso devido ao cessar-fogo que entrou em vigor em 7 de abril, quando as hostilidades entre os dois países cessaram. O conflito teve início em 28 de fevereiro, deixando milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano.
Reações e tensões
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, classificou os Estados Unidos como derrotados no conflito, e o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, denunciou o bloqueio americano como uma extensão das operações militares. Em Teerã, o sistema de defesa antiaérea foi acionado contra drones e aeronaves desconhecidas, mas a situação já retornou ao normal.
Impactos globais
O bloqueio do Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito de hidrocarbonetos, acarretou o aumento dos preços do petróleo, afetando a economia mundial com escassez e pressões inflacionárias. Washington e Teerã mantêm bloqueios nos portos e passagens estratégicas, agravando a crise energética global.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a necessidade de diálogo e soluções para evitar uma escalada da crise e abrir caminho para a paz.
Conflito regional
No Líbano, novos ataques israelenses deixaram vítimas e tensões continuam entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah. A região enfrenta uma situação delicada com milhares de mortos e deslocados desde o início do conflito.
