O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (21/4) que vai se lembrar das empresas que não requisitarem o reembolso das tarifas comerciais impostas pelo governo em meados de 2025.
Ele afirmou que seria positivo se as empresas não solicitassem o reembolso. “Se não pedirem, é porque me conhecem muito bem”, comentou em entrevista para a CNBC.
Donald Trump também expressou insatisfação com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegal a imposição das tarifas, alegando que o presidente não tem autoridade para usar a lei comercial para taxar outros países sem justificativa.
Para o presidente, o judiciário deveria ter decidido que o governo não precisava devolver os valores arrecadados, o que não ocorreu. Logo após a decisão, o secretário do Tesouro Americano, Scott Bessentt, anunciou novas tarifas de 15% para diversos países.
No caso do Brasil, a tarifa inicial imposta foi de 10%, justificada por um possível superávit brasileiro na balança comercial entre os dois países. O governo brasileiro vem tentando dialogar com o governo dos EUA para esclarecer que o Brasil tem superávit na relação comercial.
- Superávit significa que um país vende mais do que compra. Déficit é o contrário.
O tarifaço não afetou apenas comerciantes internacionais, mas também consumidores e empresários norte-americanos, que passaram a pagar mais por alguns produtos. Além disso, fornecedores que atuavam somente nos EUA buscaram novos mercados, prejudicando comerciantes americanos, especialmente no agronegócio.
Sistema de reembolso
Desde a última segunda-feira (20/4), o governo dos Estados Unidos disponibilizou um sistema para empresas solicitarem o reembolso das tarifas.
Empresas impactadas podem fazer pedidos formais através da nova plataforma, mas esse processo pode gerar disputas administrativas e judiciais adicionais.
Estima-se que o volume dos reembolsos possa ultrapassar US$ 175 bilhões, valor arrecadado com a aplicação das tarifas.
