A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai analisar, no dia 29 de abril, uma proposta para regulamentar a produção e manipulação de medicamentos chamados agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas para emagrecer.
Esse plano faz parte de uma ação anunciada pela agência em 6 de abril, que tem como objetivo melhorar o controle e a fiscalização desses produtos. A nova regra deve trazer orientações específicas para importação, escolha dos fornecedores, testes de qualidade, conservação e transporte dos ingredientes ativos.
Os medicamentos que agem no receptor GLP-1, com ingredientes como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, estão se tornando populares. No entanto, só podem ser comprados com receita médica especial, pois seu uso incorreto pode causar riscos à saúde. Por isso, a Anvisa tem tomado medidas para combater a venda ilegal, incluindo versões manipuladas sem autorização.
Esta semana, a agência publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para ajudar no controle sanitário e proteção dos pacientes. Uma das equipes inclui membros do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). A outra vai acompanhar o plano de ação e sugerir melhorias.
Além disso, a Anvisa e os conselhos CFM, CFO e CFF assinaram uma carta para incentivar o uso correto e seguro das canetas para emagrecer. O objetivo é evitar problemas sanitários trocando informações, alinhando conhecimentos técnicos e realizando ações educativas.
No dia 15 de abril, a Anvisa proibiu a venda, distribuição, importação e uso dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, fabricados por empresa não identificada. Esses produtos, divulgados na internet como remédios injetáveis de GLP-1, não têm registro na agência e sua qualidade é desconhecida.
No dia 13 de abril, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu mil frascos de canetas para emagrecer contendo tirzepatida e anabolizantes, contrabandeados do Paraguai. Um casal foi preso e os passageiros levados para a delegacia.
Informações obtidas da Agência Brasil.
