Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foi transferido na tarde da última sexta-feira para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, localizado em Aparecida de Goiânia, Goiás. A decisão da Justiça manteve sua prisão preventiva, após ser detido pela Polícia Federal.
Ele foi preso na quarta-feira e inicialmente ficou detido na sede da Polícia Federal em Goiânia. A prisão é parte da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão ilegalmente.
A defesa do influenciador solicitou a revogação da prisão, mas o pedido foi negado. Segundo o juiz responsável pelo caso, é necessário aguardar o avanço das investigações para garantir maior segurança jurídica e evitar prejuízos ao andamento do processo.
Função no esquema criminoso
De acordo com a Polícia Federal, Raphael atuaria como operador de mídia dentro de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e estelionato digital. Sua função incluía a divulgação de conteúdos favoráveis ao grupo, promoção de plataformas de apostas e rifas, além do gerenciamento de crises de imagem.
A Justiça destacou que Raphael usava o alcance da sua plataforma digital para fortalecer a imagem do grupo criminoso e apoiar as atividades ilegais.
Beneficiário principal
As investigações apontam que o principal beneficiário econômico do esquema seria o funkeiro conhecido como MC Ryan SP. Segundo a apuração, Raphael recebeu aproximadamente R$ 370 mil do artista por serviços de publicidade.
Desses, R$ 270 mil foram movimentados entre os anos de 2024 e 2025, enquanto os outros R$ 100 mil vieram de uma transferência de uma pessoa ainda não identificada.
Além de Raphael, outros influenciadores e produtores de conteúdo, incluindo a Chrys Dias, com quase 15 milhões de seguidores nas redes sociais, também foram presos.
Andamento das investigações
A Operação Narco Fluxo foi deflagrada simultaneamente em nove estados e continua em andamento. A Polícia Federal busca aprofundar as investigações para esclarecer o funcionamento do esquema, identificar todos os envolvidos e descobrir o destino dos recursos movimentados ilegalmente.
Novas decisões judiciais são aguardadas conforme o progresso das apurações.
