25.8 C
Brasília
terça-feira, 21/04/2026

Serra Verde firma acordo de 15 anos para vender terras raras aos EUA e planeja crescimento

Brasília
nublado
25.8 ° C
25.8 °
25.8 °
48 %
2.4kmh
91 %
ter
26 °
qua
26 °
qui
26 °
sex
26 °
sáb
26 °

Em Brasília

Felipe Gutierrez
Folhapress

A mineradora brasileira de terras raras Serra Verde foi comprada pela empresa americana USA Rare Earth, que fechou um contrato garantindo preços mínimos para dois elementos importantes, disprósio e térbio.

Esse acordo oferece receitas mais estáveis, o que permite investimentos mais seguros, afirmou o presidente e diretor de operações, Ricardo Grossi.

Historicamente, o valor desses produtos vendidos não reflete seu preço real. “Agora, temos mais certeza das receitas e melhores condições para investir, mantendo a possibilidade de ganhos caso os preços subam”, explicou Grossi.

A USA Rare Earth anunciou em 20 de abril a compra da Serra Verde, situada em Goiás, por US$ 2,8 bilhões, com pagamento em dinheiro e ações. A conclusão da compra está prevista para o terceiro trimestre de 2026.

Terras raras são 17 elementos químicos difíceis de extrair e processar, essenciais para ímãs usados em carros elétricos, energia renovável e defesa.

Além disso, haverá um contrato para compra antecipada da produção futura da primeira fase da mina Pela Ema, em Minaçu (GO). Nos próximos 15 anos, toda essa produção será vendida a uma empresa apoiada pelo governo dos Estados Unidos.

Para Grossi, este acordo traz segurança financeira e reduz os riscos ao longo do tempo.

A meta inicial é produzir cerca de 6.400 toneladas de óxidos de terras raras até o final de 2027, com avaliação em andamento para possivelmente dobrar a capacidade da mina.

Ele ressaltou que a equipe brasileira continuará liderando a operação localmente, focando no aumento gradual da produção na mina em Minaçu.

Como a produção inicial está comprometida com o contrato de longo prazo, atualmente o material não poderá atender demandas internas do Brasil. No entanto, o cenário deve mudar, com expansão futura que permitirá atender diferentes mercados e clientes, segundo Grossi.

O executivo também afirmou que o contrato não precisa de aprovação do governo brasileiro, destacando que acordos de compra garantida são comuns em setores como mineração e agricultura.

Veja Também