De janeiro a abril de 2026, o Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), conforme divulgado pelo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os números mostram que a situação está estável, sem aumento significativo, indicando que o risco continua, mas sem motivo para alarme.
Grande parte dos casos, cerca de 80%, ocorreu em crianças com menos de 10 anos e está relacionada a vírus respiratórios como rinovírus, metapneumovírus e vírus sincicial respiratório, que somam 56,8% dos casos. A gripe influenza foi responsável por apenas 3,5%, enquanto a Covid-19 teve 2%. Em alguns casos, o vírus causador ainda não foi identificado.
Sobre as mortes, houve uma fatalidade por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus envolvido.
A SRAG é uma complicação que pode surgir de gripes comuns, começando com sintomas leves como febre, coriza e tosse, que podem evoluir para dificuldade de respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo alerta para sintomas que precisam de atenção, como febre constante e falta de ar, recomendando procurar um médico caso os sinais não melhorem, para investigar problemas como pneumonia ou Covid-19.
O pediatra Ricardo André da Silva destaca a importância de observar as crianças com cuidado, prestando atenção em sinais de dificuldade para respirar, como aumento da frequência respiratória ou retração do peito e do abdômen, que indicam gravidade. Ele também chama a atenção para a alta transmissão dentro de casa, aconselhando evitar contato com pessoas doentes.
Os grupos mais vulneráveis são idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A vacinação continua sendo a melhor defesa, com a campanha contra a gripe estendida até 30 de maio, disponibilizando doses gratuitas nas unidades básicas de saúde para crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana podem tomar a vacina contra o vírus sincicial respiratório para proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Medidas simples ajudam a diminuir a transmissão: evitar contato com pessoas gripadas, lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações quando o vírus circula mais e ficar em casa se estiver com sintomas.
Sinais que exigem atendimento imediato incluem respiração rápida, esforço para respirar, febre persistente, cansaço intenso, sonolência ou dificuldade para se alimentar. No Distrito Federal, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como as UPAs de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas.
A junção da vacinação com cuidados diários é fundamental para reduzir o impacto das doenças respiratórias e proteger todos.
