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Três palestinos são mortos em Gaza após disparos de foguetes contra Israel

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Em resposta ao disparo de foguetes, Israel abriu fogo contra um helicóptero e um tanque de “suspeitos armados”

Gaza: o escudo antimísseis israelense interceptou um foguete pela primeira vez desde 12 de julho (/Mohammed Salem/Reuters)

Três palestinos foram mortos por soldados israelenses no norte da Faixa de Gaza, após o lançamento de três foguetes do enclave na madrugada deste domingo (18) – informa o Ministério da Saúde de Gaza.

Dois dos foguetes foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea de Israel, explicaram as Forças Armadas.

Os fragmentos dos artefatos caíram em uma casa na cidade israelense de Sderot, a poucos quilômetros da Faixa de Gaza, segundo o Exército e a polícia israelenses.

Ninguém foi ferido diretamente pelos fragmentos dos foguetes, mas quatro civis receberam atendimento por “crise de pânico”, incluindo uma mulher de 76 anos que foi levada para o hospital, de acordo com fontes médicas de Israel.

Em resposta, o Exército israelense anunciou que abriu fogo contra um helicóptero e um tanque de “suspeitos armados de Gaza que estavam se aproximando da barreira” que separa Israel do enclave palestino.

Já o Ministério da Saúde do território palestino indicou que três palestinos morreram e outro foi hospitalizado após o incidente ocorrido ao norte de Beit Lahia.

A instituição identificou os falecidos como Mahmud Al Walayda, de 24 anos, Mohamed Abu Namus, 27, e Mohamed Samir Al Taramsi, de 26.

Nem Hamas nem seu aliado, a Jihad Islâmica, reivindicaram a operação. O porta-voz do movimento islâmico que governa Gaza alertou, no entanto, que se os “crimes e o bloqueio injusto de Gaza (por Israel)” continuarem, isso levará à “escalada” e vai “fazer a situação explodir”.

Em meio à tensão, a Jordânia anunciou, neste domingo, que convocou o embaixador israelense em Amã para transmitir “uma mensagem de firmeza”. Também pediu ao governo israelense que ponha fim às suas “violações” no local da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, parte palestina da cidade anexada por Israel.

Guardiã dos lugares sagrados muçulmanos na Cidade Santa, a Jordânia manifestou ao embaixador Amir Weissbrod sua “condenação e rejeição às violações israelenses” na Esplanada, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Amã.

Primeiros disparos de foguetes desde julho

Na noite de sexta-feira, o escudo antimísseis israelense interceptou um foguete, o primeiro a ser disparado desde 12 de julho, vindo de Gaza, onde vivem cerca de dois milhões de palestinos.

Em resposta, um avião de combate israelense atacou pelo menos três alvos na Faixa de Gaza, segundo uma fonte de segurança palestina. O Exército israelense relatou, por sua vez, dois ataques contra “alvos subterrâneos” do Hamas.

Na semana passada, Israel anunciou que interrompeu um ataque “importante” em sua fronteira com Gaza, matando quatro palestinos vestidos com “uniformes”, equipados com rifles de assalto, lança-foguetes e granadas. Eles estariam tentando se infiltrar no território israelense.

O Hamas não reivindicou a tentativa de infiltração, mas foi acusado por Israel de ser responsável por esse movimento. O Hamas e Israel já passaram por três guerras desde 2008.

Desde março de 2018, a Faixa de Gaza tem sido palco de protestos semanais que acabam em violência, para exigir que o bloqueio estrito que Israel impõe a esse território há dez anos seja suspenso.

Desde então, pelo menos 305 palestinos perderam a vida por disparos israelenses, a maioria durante confrontos em manifestações, ou por bombardeios. Entre os israelenses, são sete mortos.

 

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Em meio à crise do coronavírus, a China tenta voltar ao trabalho

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Enquanto os trabalhadores voltam de um feriado forçado, especialistas da OMS estão viajando a Pequim nesta semana para discutir ações sobre a epidemia

Metrô de Pequim: chineses começaram a retornar ao trabalho, mas ruas e metrôs ainda estão vazios (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Milhões de trabalhadores chineses retornaram ao trabalho nesta segunda-feira (10), depois de mais de duas semanas do feriado do ano-novo chinês, que havia sido estendido por causa da crise do coronavírus. O retorno ao trabalho é um teste para as autoridades chinesas.

Há uma grande dúvida se as medidas de contenção do vírus serão suficientes para evitar a propagação da doença conforme as pessoas voltem a circular pelas cidades e entrem em contato com seus colegas de trabalho.

Também nesta semana, cerca de 400 especialistas da Organização Mundial da Saúde embarcaram para a China para discutir ações de combate à epidemia.

O objetivo é estabelecer protocolos de compartilhamento de informações e amostras, uma vez que o coronavírus vêm exigindo das autoridades mundiais um alto grau de cooperação entre países — similar ao que aconteceu na epidemia de Ebola, em 2014. Diversas vacinas contra o coronavírus estão em desenvolvimento, mas a perspectiva é que sejam finalizadas somente dentro de alguns meses.

No boletim divulgado na madrugada desta segunda-feira pelo governo chinês, o número de mortes causadas pelo vírus chegou a 908 pessoas, superando a quantidade de vítimas da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que matou 774 pessoas entre 2002 e 2003. O domingo 9 marcou o maior número de mortes em um mesmo dia, com 97 vítimas. Até agora, são 40.171 casos confirmados. O vírus está em pelo menos 27 países, segundo cálculos da agência Reuters.

Embora a maioria das fábricas chinesas tenham começado a retomar as atividades nesta segunda, o retorno ao trabalho continua limitado. O governo chinês ordenou que as empresas evitassem que todos os funcionários voltassem ao trabalho de uma vez. Funcionários que podem trabalhar de casa ainda estão sendo incentivados a não se deslocar aos seus escritórios. As companhias também adotaram medidas de segurança sanitária, como medir a temperatura dos trabalhadores e oferecer máscaras a eles. As empresas em algumas cidades também são obrigadas a saber o histórico de deslocamento dos empregados.

O comércio também não começou a retomar as atividades. A maioria das grandes redes varejistas ainda mantém as suas lojas fechadas nas grandes cidades do país. As escolas e universidades continuam fechadas. Os estudantes devem voltar às aulas somente em março.

Em Shenzhen, um importante polo industrial de tecnologia, a fábrica da Foxconn, que produz os aparelhos da Apple, também continuava fechada nesta segunda-feira, já que uma parte significativa dos trabalhadores viajou às suas províncias de origem durante o feriado e ainda não conseguiu voltar ao trabalho, por causa das restrições ao transporte no país. O retorno à normalidade, como se vê, ainda levará tempo.

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Crise política na Alemanha provoca queda da sucessora de Merkel

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Aliança entre a direita moderada e a extrema-direita fez Annegret Kramp-Karrenbauer desistir da corrida eleitoral e da presidência do partido

Alemanha: aliança inédita com extrema-direita provoca crise política (Hannibal Hanschke/Reuters)

A Alemanha afundou um pouco mais nesta segunda-feira na crise política provocada pela extrema-direita, com a decisão da sucessora designada de Angela Merkel, Annegret Kramp-Karrenbauer, de renunciar à candidatura ao cargo de chanceler.

O ministro da Economia, Peter Altmaier, muito próximo a Merkel, descreveu uma “situação extremamente grave” para o partido conservador da chanceler, a União Democrata Cristã (CDU).

“Nosso futuro está em jogo”, declarou, enquanto o Partido Verde falou de uma “situação dramática” para o país.

Na semana passada, a aliança inédita entre a direita moderada e o partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha (AfD) para governar a região de Turíngia provocou um terremoto político.

O escândalo de Turíngia quebrou um tabu na história política alemã do pós-guerra: a rejeição a qualquer tipo de colaboração com a extrema-direita pelos partidos tradicionais.

Annegret Kramp-Karrenbauer, conhecida como AKK, era criticada há vários dias por não controlar o partido e, finalmente, decidiu assumir sua responsabilidade.

AKK justificou sua decisão ao citar a tentação de um setor do partido de colaborar com a AfD, conhecido por suas posições contra os migrantes e contra o que chama de elites.

Ela deseja conservar o cargo de ministra da Defesa.

“Uma parte da CDU tem uma relação pouco clara com a AfD”, disse em uma reunião interna.

A CDU está dividida entre adversários e partidários de uma cooperação mais estreita com a AfD, sobretudo nos estados do leste, que pertenciam à Alemanha Oriental, e onde a extrema-direita é muito forte e complica a formação de maiorias regionais.

“Temo que o aconteceu na Turíngia ocorra em alguns anos a nível nacional”, declarou um integrante da CDU, Wolfgang Bosbach, sobre a aliança entre direita moderada e radical.

– Revés para Merkel –

A saída de AKK representa um duro revés para Angela Merkel, que a havia designado como sucessora por sua linha moderada e apesar de algumas divergências políticas.

“É possível que o fim da chanceler esteja próximo”, afirmou o jornal Süddeutsche Zeitung.

O último mandato de Merkel, que começou em 2018, já foi afetado por várias crises pela fragilidade de sua coalizão com os social-democratas ou as divisões dentro de seu próprio partido.

“A questão de saber quanto tempo ainda permanecerá no posto dependerá de quem será nomeado presidente do partido (CDU) e candidato à chancelaria”, destaca o Süddeutsche Zeitung.

Se nos próximos meses a CDU passar à liderança de um rival político forte seria difícil para Merkel permanecer no cargo.

A saída anunciada de AKK deixa o campo aberto para o seu principal rival, Friedrich Merz, defensor de uma guinada à direita para recuperar parte dos eleitores que migraram para a AfD

Merz perdeu por pequena margem a eleição para a presidência do partido em dezembro de 2018.

Recentemente Merz renunciou ao controverso emprego em um fundo de investimentos e anunciou que estava disponível.

Ele tem o apoio de grande parte da ala direita da CDU, em pé de guerra com o centrismo de Merkel que dominou o partido nos últimos anos.

“Tenho a sensação de que não vai durar muito, em breve teremos eleições”, disse o ex-ministro social-democrata Sigmar Gabriel.

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Ghosn contrata ex-Disney para negociar cachês e roteiros em Hollywood

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Michael Ovitz será responsável por avaliar propostas de filme que ex-executivo da Nissan tem recebido

Ghosn: Antes mesmo de fugir para a Líbano, executivo se encontrou com produtor de Hollywood (Pascal Le Segretain/Getty Images)

Nova York – Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan que protagonizou uma fuga cinematográfica do Japão, pode virar personagem de filme. E para negociar cachês e detalhes do roteiro, o executivo já contratou um agente: Michael Ovitz,  ex-presidente da Walt Disney e fundador da Creative Artists Agency.

Ovitz será o responsável por avaliar propostas que Ghosn tem recebido. As conversas com interessados em levar para o cinema a história do ex-todo poderoso da montadora japonesa ainda são preliminares. Mas Ghosn já vem se mexendo para viabilizá-las.

Antes mesmo de fugir para a Líbano, onde está foragido desde dezembro, chegou a se encontrar em Tóquio, onde estava em prisão domiciliar, com John Lesher, produtor de Hollywood que conquistou um Oscar, em 2014, pelo filme ‘Birdman’.

No encontro, discutiram o roteiro de sua própria história, descrevendo o que considera ser uma prisão injusta pelas autoridades japonesas e sua luta para provar sua inocência, disseram pessoas que estavam a par das discussões.

Ghosn foi preso em novembro de 2018, acusado de fraude financeira, com supostos desvios de milhões de dólares da Nissan. No ano passado, foi libertado, mas estava sob monitoramento em sua residência.

Sua fuga tem todos os elementos de um thriller ao estilo de Hollywood: um avião particular transportando um fugitivo, uso de vários passaportes e pessoas poderosas negando qualquer conhecimento sobre o caso.

Poucas pessoas estão mais familiarizados com as negociações com estúdios como Ovitz. Ele tem sido o mais importante negociador da indústria do entretenimento desde os anos 1980.

Foi ele, por exemplo, que implementou a prática dos projetos de filmes em pacote, nos quais atores, roteiristas e diretores são colocados em um mesmo grupo e “vendidos” aos estúdios como uma equipe.

Caberá a ele, agora, definir a possível estreia de Ghosn na telona.

 

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