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quinta-feira, 02/07/2026

Tenente está intubado em estado grave, mas melhora sem complicações

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Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota, de 39 anos, que foi baleado em um atentado em São Caetano do Sul (SP) no último sábado, continua internado na UTI em estado grave. No entanto, ele tem respondido bem ao tratamento e sua condição está evoluindo conforme esperado.

O boletim médico atualizado, divulgado recentemente, destaca que a medicação para controlar a pressão sanguínea foi suspensa na noite anterior, pois o oficial manteve a estabilidade hemodinâmica por conta própria.

A pressão dentro do crânio está estável, a função renal está preservada com produção normal de urina e equilíbrio adequado dos eletrólitos. O oficial também não apresenta febre.

Houve melhora no inchaço das pernas após a adoção de medidas preventivas específicas. O tenente permanece intubado, usando ventilação mecânica em parâmetros mínimos e está sedado. Ele apresentou um problema pulmonar no pulmão direito, que está sendo tratado com antibióticos e respondendo bem ao tratamento, com melhora nos exames laboratoriais.

A equipe médica informou que, apesar da gravidade do quadro, a evolução é favorável e sem novas complicações até o momento. Espera-se iniciar a diminuição da sedação entre sete a dez dias após o trauma, caso não ocorram outras complicações. Ronickson está internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, desde o dia do atentado.

As investigações encontraram o carro usado pelos criminosos, um Renault Logan branco, que apareceu diversas vezes nas ruas próximas à rotina do policial nos meses anteriores ao ataque. O veículo foi localizado em um estacionamento em Guaianases, na zona leste de São Paulo, coberto por uma capa cinza.

A polícia confirmou que o carro foi usado na tentativa de homicídio contra o tenente. A investigação indica que os criminosos monitoravam a rotina do policial desde fevereiro. Um suspeito que teria efetuado os disparos já foi identificado, mas ainda não foi preso.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o crime foi planejado por pelo menos três meses.

Ronickson foi baleado minutos depois de sair da academia no sábado. Câmeras de segurança registraram quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e atiraram contra ele, que também estava de moto, parado em um semáforo na avenida Goiás.

A Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos, de 40 e 52 anos, por 30 dias. Um terceiro homem, de 24 anos, foi ao DHPP acompanhado do pai detido, mas não foi preso.

Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, que foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado em 2008, no município de Santo André.

Ele ingressou na Polícia Militar em 2009, depois de atuar como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Tornou-se oficial da PM após se formar na Academia do Barro Branco em 2015 e integra desde 2019 a Rota, tropa de elite da polícia paulista.

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