Governadora Celina Leão inaugurou nesta quinta-feira (2) o novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama, localizado na Quadra 2 do Setor Norte. Com um investimento aproximado de R$ 4 milhões, a unidade foi criada para atender principalmente moradores do Gama e de Santa Maria que enfrentam transtornos mentais graves e persistentes.
O Caps III funciona 24 horas por dia, oferecendo acolhimento noturno para pacientes em situações de crise, contando com uma equipe multiprofissional dedicada. Segundo a Secretaria de Saúde, o serviço reforça a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e amplia o acesso ao atendimento especializado em saúde mental na Região Sul, beneficiando cerca de 260 mil habitantes.
Durante o evento, Celina Leão destacou que o novo equipamento oferece um atendimento mais amplo, que vai além das unidades de pronto atendimento (UPAs), e ressaltou a importância do acolhimento em casos de crises.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, também afirmou que a inauguração contribuirá para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.
A gerente da unidade, Adriana Câmara, explicou que a abertura do Caps atende a uma demanda que existe há mais de 15 anos. Ela mencionou que o serviço funcionará inicialmente até as 22h enquanto a equipe e os processos de atendimento são organizados. Também ressaltou que os pacientes serão atendidos localmente, sem a necessidade de serem encaminhados para o Riacho Fundo, como acontecia antes.
A estrutura da nova unidade inclui leitos para acolhimento integral, duas salas amplas para grupos, pacientes e seus familiares, além do planejamento para oferecer cursos que ajudam na geração de renda, como crochê e hortas. A expectativa é que o Caps receba em média 100 pessoas diariamente.
Moradora do Gama, Maria José Rezende, 83 anos, comentou que a unidade ajudará a desafogar outras cidades e permitirá que os pacientes tenham acompanhamento próximo de casa.
Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 Caps. O governo planeja a construção de novas unidades em Taguatinga e Ceilândia, incluindo um Caps Infantojuvenil em Ceilândia e um Caps focado em álcool e outras drogas em Taguatinga, com investimentos superiores a R$ 10 milhões.
